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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

 

Coragem para Mudar


Muitos dos conflitos que afligem o ser humano decorrem dos padrões de comportamento que ele próprio adota em sua jornada terrestre.
É comum que se copiem modelos do mundo, que entusiasmam por pouco tempo, sem que se analisem as conseqüências que esses modos comportamentais podem acarretar.
Não se tem dado a devida importância ao crescimento e ao progresso individual dos seres.
Alguns crêem que os próprios equívocos são menores do que os erros dos outros.Outros supõem que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para eles.

Iludem-se no sentido de que a severidade das leis da consciência atingirá somente os outros.
Embriagados pelo orgulho e pelo egoísmo deixam-se levar pelos desvarios da multidão sem refletir a respeito do que é necessário realmente buscar-se.
É chegado o momento em que nós, espíritos em estágio de progresso na Terra, devemos procurar superar, de forma verdadeira, o disfarçado egoísmo, em busca da inadiável renovação.
Provocados pela perversidade que campeia, ajamos em silêncio, por meio da oração que nos resguarda a tranqüilidade.

Gastemos nossas energias excedentes na atividade fraternal e voltada à verdadeira caridade.
Cultivemos a paciência e aguardemos a benção do tempo que tudo vence.
Prossigamos no compromisso abraçado, sem desânimo, sem vãs ilusões, confiando sempre no valor do bem.
É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores.

Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, passados os primeiros momentos.
Aprendamos a controlar nossas más inclinações e lograremos vencer se perseverarmos no bom combate.Convertamos sombras em luz.

Modifiquemos hábitos danosos, em qualquer área da existência, começando por aqueles que pareçam mais fáceis de serem derrotados.

Sempre que surgir a oportunidade, façamos o bem, por mais insignificante que nosso ato possa parecer.
Geremos o momento útil e aproveitemo-lo.
Não nos cabe aguardar pelas realizações grandiosas, e tampouco podemos esperar glorificação pelos nossos acertos.
O maior reconhecimento que se pode ter por fazer o que é certo é a consciência tranqüila.
Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício, enquanto toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.

Trabalhemos nossa própria intimidade, vencendo limites e obstáculos impostos, muitas vezes, por nó mesmos.
Valorizemos nossas conquistas, sem nos deixarmos embevecer e iludir por essas vitórias.

Há muitas paisagens, ainda, a percorrer e muitos caminhos a trilhar.
Somente a reforma íntima nos concederá a paz e a felicidade que almejamos.

A mudança para melhor é urgente, mas compete a cada um de nós, corajosa e individualmente, decidir a partir de quando e como ela se dará..

 

terça-feira, 7 de outubro de 2025

 

NAVEGUE EM O EVANGELHO SEGUNDO E ESPIRITISMO



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Conto: O Chimpanzé e a avezinha

O chimpanzé e a avezinha

Um pequeno chimpanzé pulava de galho em galho satisfeito da vida. De quando em vez parava, ao encontrar algo que pudesse comer.
Assim, ele afastou-se muito da sua família, encantado com tudo o que via.
De repente, desabou uma grande tempestade que o fez abrigar-se em uma abertura no alto de um rochedo às margens de grande rio. Esperando a chuva parar, ele ali ficou abrigado.
Em determinado momento, o macaquinho percebeu que a chuva tinha parado de cair, mas que o grande rio crescia cada vez mais, ficando mais violento e rápido.
Observando o rio, o macaquinho viu uma avezinha que caíra em suas águas e que se debatia desesperada, sem conseguir se libertar daquela prisão.
Cheio de piedade, o pequeno chimpanzé desceu do rochedo, rápido, e foi seguindo na direção do rio, preocupado com a avezinha.
Em certo local, ele viu que, mais adiante, havia uma árvore com um galho que se inclinava para o rio e pulou de galho em galho mais rápido, adiantando-se. Assim, quando a pequena ave, arrastada pelas águas, se aproximou de onde ele estava, estendeu as patas dianteiras e prendeu o rabo no galho; depois, inclinando-se perigosamente para a água, conseguiu segurar a avezinha exausta.
Levou-a para um lugar seguro e acomodou-a sobre a grama. A pequena ave ficou ali descansando da imensa luta que travara com o rio; tinha o coraçãozinho acelerado e tremia de frio. O macaquinho cobriu-a de folhas secas para aquecê-la, cheio de carinho.
Depois, ele acomodou-se ao seu lado, tomando conta dela, esperando que ela acordasse.
 
Horas depois, o macaquinho viu que a avezinha começou a se mexer. Com alegria, ficou observando-a, até que ela abriu os olhinhos.
— Olá! — disse ele.
A avezinha pulou assustada ao ver o macaquinho ali tão perto, e se encolheu de
medo. 
Ele, porém, tranquilizou-a:
— Não se preocupe, eu sou um amigo. Fui eu que tirei você do meio das águas e a trouxe para cá!
Nesse instante a avezinha lembrou-se:
— Ah!... É verdade! Eu caí nas águas do rio! — exclamou ela, lembrando-se do que acontecera.
Depois explicou ao seu amigo:
— Saí para passear e me afastei da minha família. De repente, começou a cair uma chuva muito pesada que me empurrava sempre para baixo. Assim, acabei caindo nas águas e, por mais que tentasse, não conseguia sair!
O macaquinho, contente, explicou:
— Pois é! Mas eu a vi no meio do rio e percebi que você estava em dificuldades. Assim, procurei uma maneira de ajudá-la.
— Obrigada, meu amigo! Se não fosse você, eu teria morrido.
— Não precisa me agradecer. Minha mãe me ensinou que temos que nos ajudar uns aos outros. E foi isso o que eu fiz. Se eu estivesse no seu lugar, também gostaria que alguém me ajudasse — respondeu o macaquinho.
— Você é muito bom. Mas, e agora? Como vou encontrar minha família? — ela perguntou.
— Bem. Agora temos que subir o grande rio. Eu também preciso encontrar minha família — disse o macaquinho.
Assim, eles foram refazendo o caminho de volta e conversando. A avezinha pelo ar e o macaquinho pelos galhos das árvores.
 
Após algum tempo, a avezinha viu no céu um bando de aves que se aproximava. E, reconhecendo sua família, voou para junto dela, contente.
A mamãe passarinha, ao ver a filha junto do   macaquinho,   estranhou,   mas  ela
explicou: 
— Mamãe, eu caí no rio e ele me salvou. É meu amigo!
A mãe agradeceu ao macaquinho e contou:
— Olhe, meu filho, vindo para cá, vimos um bando de macacos. Deve ser sua família, não é?
— Sim! Obrigado pela informação. Que o Senhor as ajude na viagem de retorno.
— Obrigada, meu filho. De hoje em diante, somos seus amigos. Jamais esquecerei o que fez por minha filha. Que o Senhor o acompanhe também.
 
Assim, logo o macaquinho encontrou seu bando e abraçou a mãe, muito contente.
Contou-lhe o que tinha acontecido e ela disse ao filho, feliz por revê-lo bem:
— Graças a Deus, filho. Estava preocupada com você, imaginando que pudesse ter caído nas garras de algum animal perigoso. Você sabe
como a floresta é perigosa! 
Olhando para o alto, ela viu um bando de aves que passavam gorjeando.
A mãe macaca acenou com a mão, certa de que era a família da avezinha que o filho salvara.
— Viu, mamãe? Todos somos filhos de Deus e podemos ser amigos uns dos outros, formando uma única e grande família.    

                                                        MEIMEI
 
(Recebida por Célia X. de Camargo, em 22/7/2013.) 
                                                    

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Estamos preparados para a paternidade e a maternidade conscientes?


PAIS DESPREPARADOS

O que vem ocorrendo nos lares é que a maioria dos pais e mães estão despreparados para enfrentar as dificuldades do trabalho educativo e acabam por tomar atitudes erradas, tanto na prevenção quanto na terapêutica, para corrigir os problemas que surgem. Como disse André Luiz: “Na fase atual evolutiva do planeta, existem na esfera carnal raríssimas uniões de almas gêmeas, reduzidos matrimônios de almas irmãs ou afins, e esmagadora porcentagem de ligações de resgate. O maior número de casais humanos é constituído de verdadeiros forçados, sob algemas.” Portanto, diante dos ajustes de seus próprios problemas, os filhos tornam-se, muitas vezes, mais problemas. Com isso, muitos estragam seus filhos porque os liberam demais, outros prendem demais, outros os ignoram, transferindo, muitas vezes, a responsabilidade de educar para outras pessoas, ou então, superprotegem, transformando-os em egoístas, orgulhosos, frágeis diante dos problemas. Fazendo tudo para nossos filhos, eles acostumarão e acharão que todos terão que fazer o mesmo. Fraquejarão no primeiro obstáculo. Os meninos acharão que suas esposas deverão fazer tudo para eles e que eles não devem ajudar. E as meninas serão péssimas organizadoras do lar, e irão querer empregadas para mínimos afazeres, ou dependerão dos pais para tudo. Resumindo, provavelmente, terão um casamento fracassado. Portanto, não os carreguemos nos braços, caminhemos com eles, ensinando-os a caminhar por si próprios.


DISCIPLINA E EQUILÍBRIO

“AQUELE QUE ESTRAGA SEUS FILHOS COM MIMOS TERÁ QUE PENSAR AS FERIDAS.”(Eclesiástico 30:7).
 
Chico Xavier coloca: “Criança que gosta de rasgar papéis é uma criança até certo ponto agressiva. Não podemos permitir que tenha uma liberdade nociva. Crianças que destroem brinquedos, objetos domésticos, estragam paredes, móveis, matam animais e plantas, gritam continuamente, explodem em birra à menor contrariedade, demonstram ervas daninhas que devem ser combatidas pelos pais, para que não se transformem em caminho para a irresponsabilidade e o crime, gerando violência. Habituando-os desde pequenas transgressões, à disciplina e ao equilíbrio, estaremos imunizando-os contra grandes atitudes de desequilíbrio.”

ENSINAR A RESPEITAR
No Antigo Testamento, no livro de Provérbios, 13:24 diz: “QUEM POUPA A VARA, ODEIA SEU FILHO; QUEM O AMA, CASTIGA-O NA HORA.” Obviamente, não devemos entender a vara como símbolo de violência, mas sim como: disciplina, energia, vigilância, a análise das más tendências, seguida de agentes reparadores, a orientação evangelizada, a palavra amorosa e firme nas decisões, o “sim” e o “não” no momento certo, a ordem paterna ou materna que leve ao cumprimento dos deveres.

AUTORIDADE SEM AUTORITARISMO

 
No ambiente familiar, numa hierarquia natural das leis da vida, compete aos pais o dever de exercer o poder, a autoridade, sem confundir com autoritarismo. A receita está sempre no equilíbrio, conforme lembra Emmanuel: “NEM FREIO QUE OS MANTENHA NA SERVIDÃO, NEM LICENÇA QUE OS ARREMESSE AO CHARCO DA LIBERTINAGEM.”

MISSÃO DOS PAIS

 
PODE SE CONSIDERAR COMO MISSÃO A PATERNIDADE? “É, sem contestação possível, uma verdadeira missão. É ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuro (...)” (Questão 582 - O Livro dos Espíritos).

EDUCAÇÃO INFANTIL


 
Devemos educar nossos filhos desde o berço, e começar a conversar com eles desde os 4 anos, sem esperar pelos 12, 13 anos. Os frutos plantados na infância serão colhidos na adolescência.

Filhos adotivos na visão espírita

                         


TODOS SOMOS FILHOS ADOTIVOS? 
Pela visão espírita, todos somos adotados. Porque o único Pai legítimo é Deus. Os pais da Terra não SÃO nossos pais, eles ESTÃO nossos pais. Porque a cada encarnação, mudamos de pais consangüíneos, mas em todas elas Deus é sempre o mesmo Pai. Mas, para entendermos melhor a existência desta experiência na vida de muitos pais, é necessário analisá-lo sob a óptica espírita, sob a luz da reencarnação. A formação de um lar é um planejamento que se desenvolve no Mundo Espiritual. Sabemos que nada ocorre por acaso. Assim como filhos biológicos, nossos filhos adotivos também são companheiros de vidas passadas. E nossa vida de hoje é resultado do que angariamos para nós mesmos, no passado. Surge, então, a indagação: "se são velhos conhecidos e deverão se encontrar no mesmo lar, por que já não nasceram como filhos naturais?" Na literatura espírita encontramos vários casos de filhos que, em função do orgulho, do egoísmo e da vaidade, se tornaram tiranos de seus pais, escravizando-os aos seus caprichos e pagando com ingratidão e dor a ternura e zelo paternos. De retorno à Pátria Espiritual (ao desencarnarem), ao despertarem-lhes a consciência e entenderem a gravidade de suas faltas, passam a trabalhar para recuperarem o tempo perdido e se reconciliarem com aqueles a quem lesaram afetivamente. Assim, reencontram aqueles mesmos pais a quem não valorizaram, para devolver-lhes a afeição machucada, resgatando o carinho, o amor e a ternura de ontem. Porque a lei é a de Causa e Efeito. Não aproveitada a convivência com pais amorosos e desvelados, é da Lei Divina que retomem o contato com eles como filhos de outros pais chegando-lhes aos braços pelas vias de adoção. Aos pais cabe o trabalho de orientar estes filhos e conduzi-los ao caminho do bem, independente de serem filhos consangüíneos ou não. A responsabilidade de pais permanece a mesma. Recebendo eles no lar a abençoada experiência da adoção, Deus sinaliza aos cônjuges estar confiando em sua capacidade de amar e ensinar, perdoar e auxiliar aos companheiros que retornam para hoje valorizarem o desvelo e atenção que ontem não souberam fazer. Trazem no coração desequilíbrios de outros tempos ou arrependimento doloroso para a solução dos quais pedem, ao reencarnarem, a ajuda daqueles que os acolhem, não como filhos do corpo, mas sim filhos do coração. Allan Kardec elucida: "Não são os da consangüinidade os verdadeiros laços de família e sim os da simpatia e da comunhão de idéias".
DEVEMOS ESCONDER QUE ELES SÃO ADOTIVOS? Um dos maiores erros que alguns pais adotivos cometem é o de esconder a verdade aos seus filhos. É importante, desde cedo, não esconder a verdade. Ás vezes, fazem por amor, já que os consideram totalmente como filhos; outros o fazem por medo de perder a afeição e o carinho deles. Quando os filhos adotivos crescem, aprendendo no lar valores morais elevados, sentem-se mais amados por entenderem que o são, não por terem nascido de seus pais, mas sim frutos de afeição sincera e real, e passam a entender que são filhos queridos do coração. Revelar-lhes a verdade somente na idade adulta é destruir-lhes todas as alegrias vividas, é alterar-lhes a condição de filhos queridos em órfãos asilados à guisa de pena e compaixão. Não devemos traumatizá-los, livrando-os do risco de perderem a oportunidade de aprendizado no hoje. André Luiz esclarece-nos quanto a este perigo: "Filhos adotivos, quando crescem ignorando a verdade, costumam trazer enormes complicações, principalmente quando ouvem esclarecimentos de outras pessoas". Identicamente ao que ocorre em relação aos nossos filhos biológicos, buscar o diálogo franco e sincero, com base no respeito mútuo, sob a luz da orientação cristã de conduta. Pais que conversam com os filhos fortalecem os laços afetivos, tornando a questão da adoção coisa secundária. Recebendo em nossa jornada terrena a oportunidade de ter em nosso lar um filho adotivo, guardemos no coração a certeza de que Jesus está nos confiando a responsabilidade sagrada de superar o próprio orgulho e vaidade, amando verdadeiramente e desinteressadamente a criatura de Deus confiada em trabalho de educação e amparo. E, ajudando-o a superar suas próprias mazelas, amanhã poderá retornar ao seio daqueles que o amam na posição de filho legítimo.
É CERTO A ADOÇÃO POR CASAIS HOMOSSEXUAIS? Raul Teixeira responde: “O amor não tem sexo. Como é que podemos imaginar que o melhor para uma criança é ser criada na rua, ao relento, submetida a todo tipo de execração, a ser criada nutrida, abençoada por um lar de casal homossexual? Muita gente assevera que a criança corre riscos. Mas como? Nós estamos acompanhando as crianças correndo riscos nas casas de seus pais heterossexuais todos os dias. Outros afirmam que a criança criada por homossexuais poderá adotar a mesma postura, a mesma orientação sexual. O que também é falso. A massa de homossexuais do mundo advêm de lares heterossexuais. Então, teremos de concluir que são os casais heterossexuais que formam os homossexuais. Logo,não devemos entrar nessa discussão que é tola e preconceituosa. aquele que tem amor para dar que dê.”
Amemos nossos filhos, sem cogitar se nos vieram aos braços pela descendência física ou não, como encargo abençoado com que o Céu nos presenteia. Encerremos com Emmanuel: "Recorda que, em última instância, seja qual seja a nossa posição nas equipes familiares da Terra, somos, acima de tudo, filhos de Deus". 





Compilação e algumas observações de Rudymara (http://grupoallankardec.blogspot.com

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Aprendendo com as crianças: 7 dicas de como ser feliz


Você não precisa procurar muito para aprender como ser feliz. Repare ao seu redor quais são os seres que estão felizes o dia todo? Isso mesmo – Crianças!
A felicidade vai embora quando nossas vidas tornam-se estagnadas e viramos reféns do tempo. Dar risada é um ato natural para crianças. Se você passar mais tempo brincando com uma criança, você fatalmente vai se contaminar com seu sorriso.
Existem sim os momentos em que as crianças também ficam chateadas ou bravas, mas até sobre isso podemos tirar uma lição, pois elas rapidamente passam por cima disso e voltam a sorrir em um piscar de olhos.

Lembre-se de quando você era criança, dos momentos bons de sua infância, a vida era tão simples e sem preocupações.

                  Aqui estão 7 maneiras de como aprender a ser feliz com as crianças:

1- Viva o presente.
Crianças tem uma forma maravilhosa de viver um momento a cada vez. Seus sentimentos são quase sempre baseados nos acontecimentos no momento em que eles ocorrem. Elas são sempre alegres. Algumas vezes podem ficar chateadas e bravas, isso geralmente acontece após uma briga por um brinquedo ou jogo. Mesmo assim, após se distraírem com alguma coisa mais interessante, elas esquecem completamente suas emoções negativas. E estão novamente felizes e sorridentes.
Como adultos, nós nos mantemos chateados, bravos e preocupados com um acontecimento por muito tempo após o acontecimento. Somos especialistas em acumular raiva. Nossas mentes ficam presas mais do que deveriam em fatos negativos do passado. Não vivemos no momento presente. É difícil ser feliz quando não temos nosso foco voltado ao que ocorre em nosso presente atual e desperdiçamos muito tempo lidando com nossas amarguras e problemas do passado.

2- Foco no que está fazendo.
Quando uma criança brinca de pique-pega, ela está brincando de pique-pega. Não está brincando de pique-pega e pensando no desenho que vai fazer, ou no castelinho de blocos que vai montar em seu quarto após tomar o banho e assistir desenho animado por 15 minutos. Ela está focada no seu pique-pega e nada mais no mundo importa nesse momento.
Nós, adultos, ficamos estressados porque criamos pilhas e pilhas de coisas para fazer em um único momento. Atolamos-nos com listas de coisas para fazer e resolver. Infelizmente, ao realizarmos muitas tarefas ao mesmo tempo, muitas vezes acabamos distraindo a mente e não ficamos presente como deveríamos. Acabamos acelerando o mais rápido possível. Não existe espaço para diminuição de ritmo, muito menos respirar calmamente. Não raramente, com tantas coisas para resolver ao mesmo tempo, acabamos não conquistando muito.
Então, se você tem dificuldade de executar uma tarefa estando realmente presente, reduza um pouco o ritmo. Foque em uma tarefa por vez, execute essa tarefa com precisão. Então mova para a próxima em sua lista. Você sentirá uma pequena brisa soprando a seu favor, e não uma tempestade soprando contra, como era antes.

3- Uso da imaginação.
Crianças estão sempre usando e abusando da imaginação, seja jogando um jogo ou desenhando. Elas amam criar lugares, personagens e situações. Ficam intrigadas com histórias de magia, contos de fadas, sonhos. Se pararmos para pensar, imaginação é uma chave muito importante para essa sensação de felicidade que tanto buscamos.
É engraçado que como adultos, muitas vezes nos esquecemos completamente de usar nossa imaginação. A escola e a vida em geral nos tornam mais rígidos na forma que vivemos. Então algumas coisas não ocorrem como estávamos esperando e ficamos tristes. Estamos menos abertos a novas possibilidades, exatamente por termos perdido nosso senso de imaginação.

4- Futuro sem limites.
Para a maioria das crianças, tudo é possível na vida. O céu é o limite e elas têm suas vidas inteiras por viver. Não existe um motivo para sentirem que o tempo está trabalhando contra elas.
Bom, podemos adotar exatamente a mesma atitude das crianças. Nunca é tarde. Se existe alguma coisa que você tem esperado para fazer em sua vida, vá em frente. A última coisa que você quer, é sentir-se arrependido de não ter tentando. A felicidade vai embora quando nossas vidas tornam-se estagnadas e viramos reféns do tempo.

5- Sempre alegre.
Crianças estão sempre felizes, elas encontram alegria em pequenas coisas. Ficam curiosas ao ver uma borboleta, entusiasmadas quando pulam em uma poça d’água ou vão ao parquinho. Elas não analisam tudo e todos e não procuram o pior nas pessoas ou situações. Elas mantêm as coisas simples.
Para se lembrar de ser alegre, anote o que lhe trás felicidade. Tente fazer pequenas coisas que alegrem seu dia-a-dia.

6- Seja bom e confie nos outros.
Crianças transpiram bondade, está dentro delas. Elas nunca pensam eu machucar outras pessoas, ou até mesmo plantas e animais. E ao mesmo tempo elas não pensam que outros irão lhe causar mal, é a natureza da criança. Mantendo pensamentos tão puros e sinceros, é fácil ser feliz o dia todo!
Imagine como seria o mundo se pudessem conviver e trabalhar com essa paz. Adultos devem aprender com as crianças como colocar as diferenças de lado e ter esse sentimento de bondade com todos ao seu redor. Amor gera felicidade.

7- Certeza que seus pedidos se realizarão.
É fantástico como as crianças têm tanta convicção de que seus pedidos serão realizados. 
Crianças têm fé e acreditam que seus sonhos se realizarão, não existe uma sombra de dúvida em suas cabeças.
Nós temos essa fé e certeza de que nossos sonhos se realizarão também? Raramente. Estamos muito envolvidos e dedicados com preocupações desnecessárias. Limitamos-nos demais. Se as coisas não estão trabalhando a nosso favor, consideramos desistir no meio do caminho e esquecer os nossos sonhos.

* Concluindo, para ser feliz, encontre a criança que ainda existe em você. Conviva mais com crianças, caso não tenha filhos ou contato com crianças, seja voluntário em um orfanato ou instituição que lida com crianças. Até mesmo as crianças que foram privadas de suas famílias e tem vidas consideradas inadequadas podem lhe ensinar como ser feliz com poucas coisas. Faça o teste!

(Autoria desconhecida)

Palavras aos Pais e aos Evangelizadores da Infância




Palavras aos Pais e aos Evangelizadores da Infância
“Encarnando, com o objetivo de se aperfeiçoar, o Espírito, durante esse período, é mais acessível às impressões que recebe, capazes de lhe auxiliarem o adiantamento, para o que devem contribuir aqueles incumbidos de educá-lo” (O L.E., 383)

A visão que se tem da criança pela ótica espírita difere fundamentalmente daquela que é sustentada pelas doutrinas que pregam a unicidade da existência corpórea. Para essas correntes de pensamento religioso, a criança traz, ao nascer, apenas os ascendentes biológicos, que seriam herdados dos antepassados próximos ou remotos. A concepção espírita difere, também, de outras doutrinas reencarnacionistas que consideram a volta do Espírito ao mundo material apenas com fins punitivos ou, quando muito, para o cumprimento de uma missão.

O Espiritismo não nega a reencarnação missionária, e ensina que aquilo que é visto como punição é apenas o funcionamento da lei de causa e efeito. Entretanto, vai além, ampliando a compreensão da própria vida, ao revelar o aspecto evolutivo da reencarnação.

Vista sob essa ótica, a criança é um Espírito imortal, detentor de imensa bagagem de experiências vivenciadas em outras épocas, herdeira de si mesma, que retorna à Terra, a fim de adquirir novos conhecimentos e, principalmente, de reformular sua maneira de proceder, ajustando-a, tanto quanto possível, aos postulados do Evangelho de Jesus. Assim, aprende-se, no Espiritismo, que a reencarnação tem por objetivo o prosseguimento da jornada evolutiva do Espírito.

Ao responderem a Kardec a respeito da utilidade de passar pelo estado de infância, os Espíritos Superiores atribuíram a responsabilidade da execução dos procedimentos educativos, não só aos pais, mas a todos aqueles que têm oportunidade de propiciar à criança ensinamentos e exemplos que a ajudem a adquirir novos conhecimentos e a reformular seu modo de proceder, ou seja, de reeducar-se através do esforço consciente, no sentido de exteriorizar sua luz, herança divina de que todos os Espíritos somos dotados, conforme ensinamento de Jesus (Mt, 5: 16).

Dentre esses “incumbidos de educá-lo”, conforme expressão dos Espíritos (O E.s.E., cap. 14, item 8), estão os evangelizadores da infância, ligados a esses irmãos recém-chegados do Mundo Espiritual, não pelos laços da consangüinidade nem do parentesco físico, mas pelos mais sagrados elos da nobre tarefa assumida perante o Evangelizador Maior. Entende-se, assim, que foram admitidos num trabalho que é continuação daquele iniciado no Mundo Espiritual, na preparação do Espírito para sua volta às lides terrenas. Ao ser considerada a Escola Espírita de Evangelização como um Posto Avançado do Mundo Espiritual, deve-se meditar sobre a extensão e a responsabilidade da tarefa que é atribuída ao evangelizador.

Consciente dessa grave responsabilidade, qual seja a de iluminar consciências, urge que se prepare convenientemente através da oração sincera, da meditação serena, do estudo edificante, a fim de que a sua palavra, portadora de carga magnética gerada na convicção profunda, e não apenas na informação superficial, possa tocar os pequeninos, pois quem não está convencido do que diz, raramente consegue convencer alguém. Como exemplo, é oportuna a lembrança das palavras do Benfeitor Alexandre, citadas no livro “Missionários da Luz”, à página 311: “O companheiro que ensina a virtude, vivendo-lhe a grandeza em si mesmo, tem o verbo carregado de magnetismo positivo, estabelecendo edificações espirituais nas almas que o ouvem. Sem essa característica, a doutrinação, quase sempre, é vã.” Desse modo, a palavra suave, embora firme, abrirá as portas do entendimento da criança, propiciando oportunidade à semeadura das lições do Evangelho, agora explicado à luz da Doutrina Espírita.

Deve, o evangelizador, ter consciência de que a Escola Espírita de Evangelização – chamada afetivamente de “escolinha” – é, malgrado o pouco tempo de que dispõe para o convívio com a criança, apesar da incompreensão da maioria dos dirigentes de centros espíritas, e das dificuldades materiais, a escola que mais esclarece no mundo, aquela mais propícia à implantação dos tempos novos, face aos ensinamentos libertadores, capazes de levar o evangelizando a uma mudança de mentalidade, que o capacitará a colaborar efetivamente na implantação de uma sociedade mais justa, mais humana, mais fraterna, conforme preconizam os Espíritos.


Importa seja lembrando também que o Espiritismo, ao trazer de volta os ensinamentos de Jesus, na sua simplicidade, objetividade e pujança originais, anula aquele sentimento místico do comparecimento ao templo – assim chamado casa de Deus – e revela o mundo como oficina da vivência religiosa, portanto do aperfeiçoamento espiritual. Anula, também, outro referencial religioso, além do templo, qual seja a figura do guru, do sacerdote, do pastor.


Tendo isso em mente, deve o evangelizador meditar sobre o que ele representa para a criança, que o observa efetivamente como referencial religioso, malgrado o seu empenho em mostrar-lhe os verdadeiros referenciais nas figuras veneráveis que, através dos tempos, têm trazido suas contribuições para a iluminação da criatura humana, no que se destaca a figura maior de Jesus.
Assim pensando, deve o evangelizador empenhar-se, com toda a força do seu entendimento, no sentido de aprimorar-se cada vez mais para a execução do seu trabalho junto à criança. Esse aprimoramento envolve três aspectos principais, que devem ocupar o primeiro plano das suas preocupações: o pensar, o sentir e o fazer.


O pensar leva-o à reflexão, à conscientização plena do valor do seu trabalho. Quando medita sobre sua atuação no setor de evangelização infantil, deve avaliar o nível do seu comprometimento com a tarefa; que espaço ela ocupa em sua mente; quantas horas por semana dedica ao preparo da mensagem que levará à criança que espera dele a orientação, a fim de que caminhe com segurança neste mundo tão conturbado da atualidade. Sem que se julgue grande missionário ou Espírito iluminado, é justo que tenha consciência da relevância e do valor da tarefa a que se dispõe, ainda que a sua turma de evangelizandos seja pequena, que seja “turma” de um só!

E quando o assalte alguma dúvida a respeito da validade do seu esforço, deve lembrar-se de que no trabalho mediúnico de desobsessão – que deveria denominar-se “evangelização do desencarnado” – um grupo de várias pessoas se empenha, às vezes durante muito tempo, no encaminhamento de um único Espírito que trilha caminho equivocado, não raro por não ter sido evangelizado na infância.

Ao serem examinados os resultados das tarefas desenvolvidas nas instituições espíritas, fica evidente que a Evangelização da criança é a atividade mais importante, de vez que beneficia o Espírito desde a fase infantil, influenciando seu proceder, dando-lhe diretrizes que o ajudarão não só nesta sua passagem pela Terra, mas que servirão como farol a iluminar-lhe a consciência em sua vida de Espírito imortal. Por isso é que, embora reconhecendo o valor das outras tarefas desenvolvidas nos centros espíritas, chega-se facilmente à conclusão de que a Evangelização da Criança deveria ter primazia, deveria ser atividade olhada com a maior responsabilidade por parte dos dirigentes das instituições espíritas, por ser a encaminhadora do Espírito, numa verdadeira continuação do trabalho iniciado no Mundo Espiritual, durante os preparativos para sua volta.

É a consciência profunda do insubstituível valor da tarefa que deve alentar o evangelizador nos momentos de desânimo, quando a incompreensão dos dirigentes da casa onde trabalha, a falta de espaço físico, de material apropriado, a falta de cooperação dos próprios pais, as dificuldades com a criança – todas essas dificuldades quiserem tirá-lo dessa seara bendita a que foi convocado.

O Evangelizador deve empenhar-se, também, no desenvolvimento da sua capacidade de sentir. Todos temos em nós o amor, em estado de latência. Essa herança divina, que o Espírito vai revelando através dos séculos sucessivos, pode ter sua exteriorização acelerada pelo esforço consciente da criatura. E o evangelizador é desafiado ao esforço de amar, pois quem não ama não tem condição de suscitar nos pequeninos o desejo de amar. O pensar é muito importante, imprescindível mesmo. Mas o pensar sem o sentir pode levá-lo a uma postura muito fria, muito calculada que, embora matematicamente certa dentro dos parâmetros meramente pedagógicos, vistos do ângulo acadêmico, não se coaduna com o espírito do trabalho de evangelização, que deve primar pelo incentivo ao desenvolvimento das virtudes preconizadas pelo Evangelho.

E, quando após anos de trabalho junto a uma criança souber que ela se desviou, a partir da adolescência ou da juventude, o evangelizador não deve desanimar, julgando perdido todo o seu esforço ao longo de anos sucessivos. O Bem nunca se perde. Mais cedo ou mais tarde, às vezes com o concurso da dor, as sementes recolhidas com os risos da infância germinarão, até mesmo regadas pelas lágrimas na idade adulta.


José PassiniJuiz de Fora MG