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domingo, 1 de julho de 2012

Esperanto - downloads de alguma obras espíritas

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Aprenda o Esperanto - Cem anos da criação desta língua

                                                

(publicado em Reformador de Fevereiro de 2009, p. 4(42)

Cem anos com o Esperanto

Há 100 anos, precisamente em Reformador de 15 de fevereiro de 1090, a Federação Espírita Brasileira iniciava seus primeiros contatos com o esperanto, através da publicação de texto oriundo dos círculos espíritas franceses, o qual incentivava a utilização da Língua Neutra para a divulgação mundial do Espiritismo.

Vislumbraram os pioneiros espíritas de então as excelências daquele instrumento de comunicação universal para a obra de disseminação da Doutrina Espírita, em nível internacional, ao mesmo tempo em que reconheciam os benefícios que a veiculação do Evangelho à luz do Espiritismo, através do esperanto, certamente traria ao próprio movimento esperantista.

Gradativamente, graças à construção de criterioso programa para a sua divulgação e utilização, multiplicaram-se os cursos de ensino do idioma, sempre gratuitos e apoiados por rico material didático, enquanto eram editados livros espíritas, através de bem cuidadas traduções, tudo sustentado por positivas manifestações do mundo espiritual em favor da fecunda iniciativa.

Hoje o esperanto se apresenta com inegável realidade nas atividades do Movimento Espírita, respondendo por realizações que plenamente justificam a decisão ocorrida há cem anos, dentre as quais se destaca o surgimento de obras doutrinárias em diversos países, vertidas de traduções em esperanto para diferentes línguas nacionais, o que vem contribuindo para que se atinjam os objetivos visados tanto pela Federação Espírita Brasileira como pelo Conselho Espírita Internacional, que são os de colocar a Doutrina Espírita ao alcance e a serviço de todas as pessoas, independentemente do local onde habitam ou do idioma que utilizam.

Reverenciamos, portanto, em tão feliz oportunidade, a memória do criador da língua da fraternidade, Lázaro Luís Zamenhof – cujo sesquicentenário de nascimento ocorrerá em dezembro deste ano -, bem como a dos valorosos pioneiros da difusão do Espiritismo, os quais, impulsionados pelos mesmos ideais de fraternidade, uniram esforços e trabalharam para que a mensagem consoladora e esclarecedora da Doutrina, a qual proporciona ao se humano o conhecimento da sua imortalidade e as condições necessárias à construção da própria evolução, continue a espalhar os seus benefícios a toda a Humanidade.



ALGUNS LIVROS JÁ EDITADOS EM ESPERANTO GRATUITOS PARA SEREM BAIXADOS DIRETAMENTE DO SITE DA FEB - FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA: 
http://www.febnet.org.br/site/estudos.php?SecPad=40&Sec=203


     

        

Aprenda o Esperanto - No Movimento Espírita Brasileiro

                                        

O Esperanto no Movimento Espírita Brasileiro
A iniciativa de chamar a atenção dos espíritas para o Esperanto nós a devemos ao vulto ímpar de Leopoldo Cirne, quando, no exercício da presidência da Federação, faz publicar importante manifestação de espíritas franceses a respeito do idioma que, então, contava apenas 22 anos de existência.

A argumentação contida nesse documento permanece atualíssima, destacando-se, sobretudo, um elemento de inspiração mais tarde cabalmente confirmado, isto é, o fato de que o Esperanto nasceu no plano espiritual para solucionar problema linguístico lá existente. Juntamente com as mensagens A Missão do Esperanto, do Espírito Emmanuel, eO Esperanto como Revelação, do Espírito Francisco Valdomiro Lorenz, ambas recebidas psicograficamente por Francisco Cândido Xavier, respectivamente em 19.1.40 e 19.1.59, o artigo transcrito em Reformador de 15 de fevereiro de 1909 compõe a tríade inspiradora das realizações esperantistas nos círculos espíritas do Brasil.

Eis a íntegra do escrito da autoria de J. Camille Chaigneau que, segundo Reformador, havia sido impresso em 1908, na revista de Gabriel Delanne, e posteriormente reproduzido por La Vie d’Outre Tombe, de Charleroi, com o título O Esperanto e o Espiritismo:
“O Esperanto é uma língua artificial criada pelo Dr. Zamenhof, contando aderentes no mundo inteiro (mais de 80.000) e afirmando a sua vitalidade crescente, os seus progressos imensos em reuniões de Congressos notáveis, pela sua facilidade e seus méritos intrínsecos.

Existe a seu favor um argumento que tudo resolve: é falado.
Não ameaça qualquer língua nacional e foi escolhido por uma comissão de sábios como língua auxiliar internacional, recomendável à adoção nos diferentes países. Por isso, a maior parte dos movimentos de caráter universal começaram a servir-se do Esperanto.

Os documentos mais importantes vindos dos mais diversos países do mundo podem ser concentrados em uma revista comum, e, graças a uma língua neutra, ser postos ao alcance de todos os que estudam uma mesma ordem de questões. Pensando na quantidade de fatos que a nós espíritas nos escapam por falta de tradução, na demora que essa mesma tradução traz à nossa documentação, parece que o Espiritismo deve ter todo o interesse em constituir uma revista central em que os fatos mais salientes possam vir grupar-se, graças a uma língua comum a todos os países.

É preciso, pois, que o Espiritismo aproveite essas vantagens. Somente o fato de se servir do Esperanto estabelece um laço fraterno entre todos os esperantistas e favorece a intercomunicação das doutrinas escritas ou faladas. É de absoluta utilidade para toda ideia sincera.

A adesão de uma coletividade ao Esperanto é uma força de engrandecimento para esta língua, mas, em compensação, essa coletividade goza da força comunicativa intrinsecamente contida no Esperanto.

Se quiséssemos procurar a gênese dessa língua, verificaríamos que ela aparece como um fato de colaboração com o Invisível.

Essa impersonalidade constitui a sua superioridade; essa assistência faz a sua força de atração.

Todos aqueles que trabalham no campo do progresso concorrerão para esta obra tão bela e tão fecunda à aproximação dos homens. O Esperanto possui a chama da fraternidade; ele viverá.

Compete aos espíritas aproveitar as suas aspirações vivificantes e dar-lhes um reforço de vitalidade.”
*
O crescimento da família espírita mundial, impondo a necessidade das relações entre os movimentos de diferentes nações, deu-lhes mais nítida consciência do problema linguístico com todo o seu cortejo de prejuízos materiais e espirituais. E o instrumento para que tal obstáculo seja facilmente removido está às mãos.

Como seria natural, aos espíritas brasileiros coube a tarefa de, acolhendo a nobre criação de Zamenhof, cultivá-la, difundi-la, utilizá-la em seus círculos, para que, no momento oportuno, os confrades de outras terras tivessem facilitada a sua adoção.
Cumpramos, pois, agora mais essa etapa do programa relativo ao Esperanto nos círculos do Espiritismo. Estendamo-lo aos nossos irmãos de outros continentes, façamos dele a nossa língua comum para as relações internacionais, e certamente conheceremos um surto de progresso digno de um ideal universalista como é o Espiritismo Cristão.



Esperanto En La Brazila Spiritisma Movado

La iniciaton veki la intereson de la spiritistoj pri Esperanto ni ŝuldas al la senkompara figuro de Leopoldo Cirne, kiam li, kiel prezidanto de la Brazila Spiritisma Federacio, publikigis gravan deklaron de francaj spiritistoj pri la lingvo, kiu tiam aĝis nur 22 jarojn.

La argumentado en tiu dokumento restas freŝe aktuala, kaj en ĝi ĉefe reliefigindas ia inspirdevena elemento, kiu poste plene konfirmiĝis, nome la fakto, ke Esperanto estis kreita en la spirita mondo por solvi tiean lingvan problemon. Kune kun la mesaĝoj La Misio de Esperanto, de la Spirito Emmanuel, kaj Esperanto kiel Revelacio, de la Spirito Francisco Valdomiro Lorenz, ambaŭ psikografie skribitaj de la mediumo Francisco Cândido Xavier, respektive en 19.01.40 kaj 19.01.59, la artikolo presita en la oficiala organo de la Brazila Spiritisma Federacio, la revuo REFORMADOR, en la 15-a de Februaro 1909 konsistigas la trion, kiu inspiradas la poresperantajn agadojn en la brazilaj spiritistaj rondoj.

Jen la tuta artikolo verkita de J. Camille Chaigneau, kiu, laŭ REFORMADOR, estis jam aperinta en 1908, en la revuo de Gabriel Delanne, kaj poste represita en La Vie d’Outre-Tombe, el Charleroi, sub la titolo Esperanto kaj Spiritismo:

“Esperanto estas lingvo kreita de D-ro Zamenhof, kiu havas adeptojn en la tuta mondo (pli ol 80.000) kaj evidentigas sian kreskantan vivipovecon, siajn grandegajn progresojn en notindaj kongresoj, dank’al sia facileco kaj internaj kvalitoj.

Favoras al ĝi argumento findecida: ĝi estas parolata.

Ĝi minacas neniun nacian lingvon, kaj komisiono el saĝuloj ĝin elektis kiel helpan, internacian lingvon, rekomendindan por uzado en la diversaj landoj. Tial la plimulto el la universal-karakteraj movadoj ekutiligas Esperanton.

La plej gravaj dokumentoj venantaj de ĉiuj partoj de la mondo povas koncentriĝi en unu komuna revuo kaj, dank’al ia neŭtrala lingvo, esti alireblaj al ĉiuj, kiuj studas samklasan temaron. Pro la kvanto da faktoj, kiujn al ni, spiritistoj, ne eblas koni manke de traduko, kaj pro la malfruo kaŭzata de traduko mem al nia dokumentado, ŝajnas, ke Spiritismo devas havi plenan intereson fondi centran revuon, kie kolektiĝus la plej gravaj faktoj dank’al lingvo komuna al ĉiuj landoj.

Necesas do, ke Spiritismo profitu tiujn avantaĝojn. La nura fakto utiligi Esperanton starigas fratan ligilon inter ĉiuj esperantistoj kaj faciligas la skriban aŭ parolan interkomunikiĝon de ĉiuj doktrinoj. Ĝi estas do absolute utila al ĉiu sincera ideo.

La aliĝo de kolektivo al Esperanto havigas prestiĝan forton al tiu lingvo, sed tiu kolektivo kompense ĝuas la komunikan potencon de Esperanto.

Se ni volus malkovri la genezon de tiu lingvo, ni ja konstatus, ke ĝi montriĝas kiel instrumento de kunlaboro kun la Nevidebla Mondo.

Tiu senpersoneco konsistigas ĝian superecon; tiu kunhelpo estigas ĝian altirforton.

Ĉiuj, kiuj laboras sur la kampo de la progreso, kunagos favore al tiu verko tiel bela kaj tiel fekunde efika por la homa interproksimiĝo. Esperanto entenas la flamon de la frateco; ĝi nepre vivos.

Koncernas la spiritistojn profiti el ĝiaj vivodonaj aspiroj kaj al ili vigligi la vivipovecon.”

                                                          ***

La kreskado de la tutmonda spiritista familio, trudante la bezonon de la rilatoj inter diverslandaj movadoj, havigis al ĉi tiuj pli klaran konscion pri la lingva problemo kun ties tuta sekvantaro el materiaj kaj spiritaj malbonaĵoj. Kaj la instrumento por facile forigi tiun obstaklon de longe estas disponebla.

Kiel ja nature, la brazilajn spiritistojn koncernis la tasko, post sia aliĝo al la nobla verko de Zamenhof, ĝin kulturi, disvastigi kaj utiligi en siaj rondoj, por ke en la oportuna momento la alilandaj kunfratoj povu ĝin pli facile adopti.

Ni do nun plenumu tiun novan eron de la programo koncernanta Esperanton en la rondoj de Spiritismo. Ni ĝin etendu al niaj alikontinentaj fratoj, ni faru el ĝi komunan lingvon por niaj internaciaj rilatoj, kaj tiel ni nepre spertos progreso-etapon indan je universalisma idealo, kia la Kristana Spiritismo.

Aprenda o Esperanto - A Missão

                                                      

Resolução UNESCO de 1954
Conferência Geral da UNESCO, oitava sessão, Montevidéu (Uruguai), 1954.
Resolução adotada em 10 de dezembro de 1954,por ocasião da décima oitava sessão plenária.
IV. 1.4.422 – A Conferência Geral,
Tendo discutido o relatório do Diretor Geral sobre a Petição Internacional em favor do Esperanto,
  • IV. 1.4.4221 – anota os resultados obtidos por meio do Esperanto nos intercâmbios intelectuais internacionais e para a aproximação dos povos;
  • IV. 1.4.4222 – Reconhece que esses resultados correspondem às finalidades e aos ideais da UNESCO;
  • IV. 1.4.4223 – Autoriza o Diretor Geral a acompanhar a evolução da utilização do Esperanto na ciência, educação e cultura e, para esse fim, colaborar com a Associação Universal de Esperanto em assuntos que interessem ambas as organizações.
  • IV. 1.4.4224 – Fica ciente de que vários Estados-Membros se declaram prontos a introduzir ou desenvolver o ensino do Esperanto em suas escolas primárias, secundárias ou superiores e convida esses Estados-Membros a manterem o Diretor Geral informado sobre os resultados obtidos nesse campo.
A missão do Esperanto
No cômputo das transformações por que passa o mundo, não são poucos os núcleos de organização espiritual que se instalam na Terra com vistas ao porvir da Humanidade. Se por toda a parte observamos o esboroamento das obras humanas, a fim de que se renove o caminho da civilização, contemplamos também as atividades do exército de operários das edificações do futuro, como se fossem construtores de um mundo novo, dispersos nas estradas terrestres, mas procurando ajustar suas diretrizes. São esses, sim, os artífices do progresso divino. Empunham o alvião formidável da fé, acima de tudo, n’Aquele que é a luz dos nossos destinos. No acervo desse aparelhamento de energias renovadoras, objetivando o vindouro milênio, quero referir-me ao Esperanto, abraçando fraternalmente o nosso irmão que se constituiu pregoeiro sincero da sua causa, obedecendo ao determinismo divino das tarefas recebidas nas luzes do plano espiritual.

Jesus afirmava não ter vindo ao Planeta para destruir a Lei, como o Espiritismo, na sua feição de Consolador, não surgiu para eliminar as religiões existentes. O Mestre vinha cumprir os princípios da Lei, como a doutrina consoladora vem para a restauração da Verdade, reconduzindo a esperança aos corações, nesta hora torva do mundo, em que todos os valores morais do Orbe periclitam nos seus fundamentos, assaltados pelas doutrinas da violência que embriagaram o cérebro da civilização atual, qual veneno amargo a destruir as energias de um corpo envelhecido.

Também o Esperanto, amigos, não vem destruir as línguas utilizadas no mundo para o intercâmbio dos pensamentos. A sua missão é superior, é da união e da fraternidade rumo à unidade universalista. Seus princípios são os da concórdia e seus apóstolos são igualmente companheiros de quantos se sacrificaram pelo ideal divino da solidariedade humana, nessas ou naquelas circunstâncias.
A língua auxiliar é um dos mais fortes brados pela fraternidade, que ainda se ouve nesse Planeta empobrecido de valores espirituais, neste instante de isolacionismo, de autarquia, de egoísmo e de nacionalismo adulterado.

O exemplo da Europa moderna nos faculta uma idéia dessa penosa situação. Todos os povos têm seus advogados entusiastas que, com orações ardorosas, justificam esta ou aquela medida de seus governos. As nações são grandes tribunas onde cada um fala se si mesmo, humilhando ou conquistando o que é de seu irmão. Cada um aplaude todo crime político, desde que seja praticado dentro de suas fronteiras. Entretanto, a grande Europa, essa entidade maternal e sublime, que cooperou para o aperfeiçoamento da Humanidade, que instruiu e educou, elevando o espírito do mundo, essa não tem advogados, não dispõe de uma voz que externe os gemidos de seu coração dilacerado, porque as fronteiras lhe dividiram todos os seus filhos, estabelecendo separações de areia e aço, transformando-a num deserto triste de corações, onde não existe a fonte de amor para reconfortar as almas.

Sim, nesta hora o Esperanto é uma força que atua para a união e a harmonia, com o facilitar que se estabeleça a permuta dos valores universais do pensamento, em forma universalista. Sonho? Propaganda só de palavras? Novo movimento para criar um interesse econômico? Todas essas suposições poderão ser formuladas pelos espíritos desprevenidos; mas, somente pelos desprevenidos, que aguardam a adesão geral, para comodamente expressarem suas preferências. Os que, porém, buscam a luz da sinceridade para o exame de todos os assuntos, saberão encontrar, no movimento esperantista, essa claridade reveladora que, em realizações sagradas, desde agora, esclarecerá, mais tarde, as idéias do mundo, fazendo ressaltar a nobreza dos seus princípios, orientados por aquela fraternidade que nasce do pensamento divino de Jesus, para todas as obras da evolução humana.

Sim, o Esperanto é lição de fraternidade. Aprendamo-la, para sondar, na Terra, o pensamento daqueles que sofrem e trabalham noutros campos. Com muita propriedade digo: “aprendamo-la”, porque somos também companheiros vossos que, havendo conquistado a expressão universal do pensamento, vos desejamos o mesmo bem espiritual, de modo a organizarmos, na Terra, os melhores movimentos de unificação.

Deus é venerado pelos homens através de numerosas línguas, de que se servem as seitas e as religiões, todas tendendo para o maravilhoso plano da unidade essencial. Copiemos esse esforço sábio da natureza divina e marchemos para a síntese da expressão, malgrado a diversidade dos processos com que exprimem os pensamentos.

Todo esse esforço é de fraternidade legítima e, rogando a Jesus que abençoe os trabalhos e as esperanças de nosso irmão presente, que lhe santifique os esforços e os de seus companheiros na tarefa que lhes foi deferida pelas forças espirituais, deixo-vos a todos vós os meus votos de paz, aguardando para todos nós, discípulos humildes do Cristo, a bênção reconfortante de seu amor.
(Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier na cidade de Pedro Leopoldo (MG), em 19 de janeiro de 1940, durante uma sessão em que estava presente Ismael Gomes Braga, o grande pioneiro espírita-esperantista do Brasil.)


Resolução UNESCO de 1985
Conferência Geral da UNESCO. Vigésima terceira sessão. Sófia (Bulgária), 1985.
Resolução adotada em 8 de novembro de 1985, por ocasião da trigésima sexta sessão plenária.
11.11 – Comemorações do Centenário do Esperanto.
A Conferência Geral,
Considerando que em sua sessão de 1954, ocorrida em Montevidéu, através da resolução IV. 1.4.422-4224, anotou os resultados atingidos por meio da Língua Internacional Esperanto no campo dos intercâmbios intelectuais internacionais e compreensão recíproca entre os povos do mundo, e reconheceu, que eles coincidem com os objetivos e ideais da UNESCO,
Fazendo lembrar que o Esperanto desde então fez consideráveis progressos como instrumento de compreensão entre povos e culturas de diferentes países, penetrando na maioria das regiões do mundo e na maioria das atividades humanas,
Reconhecendo a grande possibilidade que o Esperanto representa para a compreensão internacional e comunicação entre povos de diferentes nacionalidades,
Anotando a contribuição muito importante do Movimento Esperantista, e principalmente da Associação Universal de Esperanto, para a divulgação de informações sobre as ações da UNESCO, assim como sua participação nessas ações,
Consciente do fato que em 1987 se comemorará o centenário da existência do Esperanto,
  1. Parabeniza o Movimento Esperantista por ocasião de seu centésimo aniversário.
  2. Pede ao Diretor-Geral continuar seguindo com atenção a evolução do Esperanto como recurso para melhorar a compreensão entre diferentes nações e culturas.
  3. Convida os Estados-Membros a marcarem o centenário do Esperanto por meio de eventos convenientes, declarações, publicação de selos especiais e semelhantes, e instigar a introdução de programas de estudo sobre o problema da língua e sobre o Esperanto em suas escolas e suas instituições de ensino superior;
  4. Recomenda às Organizações Não Governamentais Internacionais aderirem às comemorações do centenário do Esperanto e discutirem a possibilidade de utilizar o Esperanto como recurso para divulgar entre seus membros todas as informações, inclusive aquelas sobre as atividades da UNESCO.
La Misio de Esperanto
Dum la multnombraj aliformiĝoj de la mondo, ne malmultaj estas la centroj, kiuj sin instalas nun sur la Tero, celante starigi la estontecon de la homaro. Se ĉie ni konstatas la disfalon de la homaj konstruaĵoj, renovigantan la vojon de l’ civilizacio, ni rigardas ankaŭ tiujn armeojn da laboristoj por la konstruaĵoj de l’ estonteco, kvazaŭ konstruantoj de nova mondo, dissemitaj sur la teraj vojoj, sed klopodantaj por rektigi iliajn direktojn.
 
Estas tiuj ja la laboristoj de la Dia progreso, firme tenantaj en la manoj la potencan pioĉon de la fido super ĉio al Tiu, Kiu estas la lumo de niaj destinoj. En la amaso de tiu preparado de renovigaj energioj celantaj la venontan jarmilon, mi deziras mencii Esperanton, fratece ĉirkaŭprenante nian fraton, kiu fariĝis sincera proklamanto de ĝia afero, en obeo al la Dia determinismo de l’ taskoj ricevitaj en la lumo de l’ spirita mondo.
 
Jesuo deklaris, ke Li ne venis sur nian planedon por detrui la Leĝon, same kiel Spiritismo en sia formo de Konsolanto ne starigis sin por elpeli la ekzistantajn religiojn. La Majstro venis por plenumi la principojn de la Leĝo tiel same kiel la konsolanta Doktrino venas por restarigi la Veron kaj reenkonduki la esperon en la korojn en tiu ĉi terura tempo por la mondo, kiam ĉiuj ties moralaj valoroj estas ĝisfundamente en danĝero antaŭ la doktrinoj de l’ perforto, kiuj ebriigis la cerbon de l’ nuntempa civilizacio, kiel maldolĉa veneno pereiganta la energion de maljuniĝinta korpo.
 
Esperanto ankaŭ ne venis, amikoj, por detrui la lingvojn uzatajn en la mondo en la interŝanĝado de la pensoj. Ĝia Misio estas la alta tasko de unuigo kaj kunfratigo, celante la universalan unuecon. Ĝia principo estas konkordo kaj ĝiaj apostoloj estas egale laborkunuloj de ĉiuj, kiuj sinoferadis por la dia idealo de l’ homa solidareco, ĉu en ĉi tiuj, ĉu en aliaj cirkonstancoj.
 
La Helpa Lingvo estas unu el la plej fortaj vokoj al frateco ankoraŭ aŭdataj sur nia planedo malriĉiĝinta je spiritaj valoroj, en la nuna momento de apartigemo, de aŭtarkio, de kolektiva egoismo, de falsita naciismo.
 
La ekzemplo de l’ moderna Eŭropo donas al ni ideon pri tiu dolora situacio: Ĉiuj popoloj havas entuziasmajn advokatojn, kiuj per varmegaj paroladoj pravigas tiun aŭ alian decidon de siaj registaroj. La nacioj estas grandaj tribunoj, kie ĉiu parolas pri si mem kaj humiligas la laborojn de sia frato. Oni protektas ĉiun politikan krimon, se ĝi nur estas farita interne de la landlimoj. Tamen la granda Eŭropo, tiu patrina noblega estaĵo, kiu kunlaboris por la homa perfektigo, kiu instruis kaj edukis, altigante la spiriton de la mondo, tiu havas neniun advokaton, posedas neniun voĉon por aŭdigi la ĝemojn de sia disŝirita koro, ĉar la landlimoj apartigis ĉiujn ĝiajn infanojn per dikaj muroj el sablo kaj ŝtalo, ĝin transformante en tiun dezerton malĝojigan por la koroj, kie ne ekzistas la fonto de amo por refortigi la animojn.
 
Ja, en la nuna tempo Esperanto estas forto promesanta unuigon kaj harmonion, ĉar ĝi faciligas la interŝanĝon de la universalaj valoroj. Ĉu revo? Ĉu propagando nur per parolo? Ĉu nova movado por starigi ekonomian profiton? Ĉiuj tiuj ĉi supozoj povos esti eldirataj de malatentaj spiritoj; sed nur de l’ malatentaj, kiuj atendas la ĝeneralan aliĝon por poste eldiri sian senĝenan elekton. Tamen tiuj, kiuj serĉas la lumon de la sincereco por ekzameni ĉiujn aferojn, tiuj scipovos trovi en la esperantista movado tiun renovigan lumon, kiu en sanktaj efektivigoj, jam nun, heligos pli malfrue la ideojn de la mondo, elstarigante la noblecon de ĝiaj principoj direktataj de tiu frateca sento, kiu venas el la Dia penso de Jesuo por ĉiuj verkoj de l’ homa evoluado.
 
Esperanto estas leciono de l’ frateco. Ni lernu ĝin por esplori sur la Tero la penson de la suferantoj kaj laborantoj sur aliaj kampoj. En laŭvorta senco mi diras: “ni lernu ĝin”, ĉar ni ankaŭ estas viaj laborkunuloj, kiuj jam akiris la esprimon de l’ universala penso, kaj al vi deziras tiun saman spiritan bonon, por ke tiamaniere ni organizadu sur la Tero la plej efikajn movadojn por unuecigo.
 
Dio estas adorata de la homoj tra multnombraj lingvoj, kiuj estas la sektoj kaj la religioj, ĉiuj celantaj la mirindan bonon de l’ esenca unueco. Ni kopiu tiun saĝan klopodon de la Dia naturo kaj marŝu al la sintezo de la esprimo, malgraŭ la diverseco de l’ procedoj per kiuj vi esprimas viajn pensojn.
 
Tiu tuta penado apartenas al la justa frateco kaj nun, petegante al Jesuo, ke Li benu la laborojn kaj esperojn de nia ĉeestanta frato, sanktigante la penadon lian kaj de liaj laborkunuloj en la sama tasko, kiu estas al ili donita de la spiritaj potencoj, mi lasas al vi ĉiuj mian deziron de paco, esperante por ni ĉiuj, humilaj disĉiploj de la Kristo, la refortigantan benon de Lia amo.
 
EMMANUEL (Spirito).
 
(Psikografie skribita de la mediumo Francisco Cândido Xavier la 19-an de Januaro 1940 en  la brazila  urbo Pedro Leopoldo kaj presita en la samjara Februara numero de la revuo “Reformador”, oficiala organo de la Brazila Spiritisma Federacio.)

Aprenda o Esperanto - Introdução

                                                

Introdução
O Esperanto é uma língua  planejada, de fácil aprendizado, cujo objetivo é possibilitar a comunicação entre pessoas de línguas diferentes.

Concebido pelo médico polonês Dr. Lázaro Luís Zamenhof, sua primeira gramática apareceu em Varsóvia, Polônia, em 26 de julho de 1887.

De todos os projetos de língua planejada internacional, o Esperanto foi o único que se transformou, pelas suas virtudes, em língua viva, usada por uma coletividade disseminada em todos os países do mundo.

Sua internacionalidade máxima se mostra na gramática regular, de apenas 16 regras sem exceções, em seu vocabulário colhido nas grandes línguas de cultura e no fato de ser absolutamente neutro, isto é, de não pertencer a nenhuma nação ou grupo de nações, a nenhum credo, a nenhuma corrente política ou filosófica, sendo portanto propriedade de todos.

Não obstante sua genial simplicidade, o Esperanto tem bela sonoridade e é apto a expressar todas as nuances do pensamento, seja em sua já rica literatura original, seja nas versões das grandes obras da literatura universal, bem como no teatro, no cinema, na música, no rádio, na televisão, na imprensa e, modernamente, nas comunicações pela Internet.

Seu movimento mundial é dirigido pela Associação Universal de Esperanto, com sede em Rotterdam, Holanda, a que se filiam as associações esperantistas de todos os países.

Além da finalidade eminentemente prática de facilitar as comunicações internacionais, o Esperanto também possui a sua alma, a sua ideologia, que se resume em servir de ponte para a aproximação dos povos, reunindo-os em um terreno em que, pelo uso de um idioma neutro, as acessórias diferenças de cultura, raça, religião, entre outras, cedam lugar à consciência de que todos somos essencialmente seres humanos, membros de uma única família planetária, o que plenamente justifica o carinhoso título que todos lhe dão: Idioma da Fraternidade.

É por isso que o Movimento Espírita Brasileiro, desde 1909, vem prestigiando o Esperanto e seus ideais com o promover seu estudo, divulgação e utilização. Tal orientação foi cabalmente sancionada pelo Mundo Espiritual através das mensagem A Missão do Esperanto, ditada pelo Espírito Emmanuel a Francisco Cândido Xavier em 19 de janeiro de 1940, e O Esperanto como Revelação, ditada ao mesmo médium pelo Espírito Francisco Valdomiro Lorenz em 19 de janeiro de 1959.

Hoje o Esperanto é uma feliz realidade nos círculos espíritas do Brasil, tendo suas atividades norteadas em recomendações exaradas no documento Orientação ao Centro Espírita, emitido pelo Conselho Federativo Nacional da FEB e por ela publicado em 1980.

Por estar incluído na pauta de atividades do Conselho Espírita Internacional, abre-se para o Esperanto a grande perspectiva de vir a tornar-se, no grande futuro, a língua para as relações internacionais da crescente família espírita mundial, assim cumprindo plenamente a sua precípua finalidade.

domingo, 8 de maio de 2011

Pai Nosso em Esperanto


Patro Nia

Patro nia, kiu estas em la îielo,

Sanktigata estu Via nomo.

Venu al ni Via regno, plenumiûu Via volo,

Tiel ankaö sur la Tero, kiel em la Îielo.

Nian panon îiutagan donu al ni hodiaö.

Pardonu, ho Patro, niajn ïuldojn,

Kiel ankaö ni pardonas al niaj ïuldantoj.

Kaj ne lasu nin fali en tenton,

Sed liberigu nin de la malbono.

Tiel estu.

(Extraído do Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXVIII, ítem I – Preces Gerais)

Setor de Esperanto A.M.E. Uberlândia MG

Vida Espírita Janeiro 2000