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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Suicídio por amor

                                 


No livro O Céu e o Inferno, de Allan Kardec, 2ª parte, capítulo V, há um relato de uma mãe que suicidou-se logo após a desencarnação de seu filho. Sua intenção era acompanhá-lo. Mas não aconteceu o esperado:

Em março de 1865, um jovem de 21 anos de idade, que estava gravemente enfermo, prevendo o desenlace, chamou sua mãe e teve forças ainda para abraçá-la. Esta, vertendo lágrimas, disse-lhe: "Vai, meu filho, precede-me, que não tardarei a seguir-te". Dito isto, retirou-se, escondendo o rosto entre as mãos.
Morto o doente, procuraram-na por toda a casa e foram encontrá-la enforcada num celeiro. O enterro da suicida foi juntamente feito com o do filho.
Quando evocaram o rapaz, este disse que sabia do suicídio da mãe, e que esta, retardou indefinidamente uma reunião que tão pronta teria sido se sua alma se conformasse submissa às vontades do Senhor. Disse ele: "Pobre, excelente mãe! Não pôde suportar a prova dessa separação momentânea . . ." e aconselhou: "Mães, que me ouvis, quando a agonia empanar o olhar dos vossos filhos, lembrai-vos de que, como o Cristo, eles sobem ao cimo do Calvário, donde deverão alçar-se à glória eterna."

Quando  evocaram   a   mãe, esta   gritava:  "Quero   ver   meu  filho . . ." Quero-o, porque  me pertence! . . ." ". . .  Nada vale o amor materno? Tê-lo carregado no ventre por nove meses; tê-lo amamentado; nutrido a carne da sua carne; sangue do meu sangue; guiado os seus passos; ensinado a balbuciar o sagrado nome Deus e o doce nome mãe; ter feito dele um homem cheio de atividade, de inteligência, de probidade, de amor filial, para perdê-lo quando realizava as esperanças concebidas a seu respeito, quando brilhante futuro se lhe antolhava! Não, Deus não é justo; não é o Deus das mães, não lhes compreende as dores e desesperos . . ." ". . . Meu filho! Meu filho, onde estás?"

Esta mãe, buscou um triste recurso para se reunir ao filho. O suicídio é um crime aos olhos de Deus, e devemos saber que as Leis de Deus punem toda infração. A ausência do filho é a punição desta mãe. Não quer dizer que este filho está perdido para todo sempre, é certo que ela tornará a vê-lo, mas é preciso merecê-lo pela submissão à vontade de Deus, ao passo que a revolta poderá retardar indefinidamente esse momento. A morte (de um filho, mãe, pai, etc), é uma prova à nossa resignação. Como pretendemos que Deus recompense os filhos rebeldes?  

Compilação e resumo de Rudymara

domingo, 14 de outubro de 2012

Dependência Química - endereços de sites especializados para ajudas específicas


                   Dependência Química

Anete de Lourdes Blefari 
Editora do Guia de Dependência Química
   
     TÓPICOS MUITO IMPORTANTES PARA SEREM CONSULTADOS


Informações Gerais:
Sites Nacionais  - ATUALIZADO   
Informações gerais sobre drogas, artigos, projetos de prevenção, pesquisas sobre substâncias psicoativas no Brasil, guia de auxílio aos pais e muito mais.
Sites Governamentais
Sites governamentais sobre substâncias psicoativas e encontre conceitos e informações sobre drogas em geral, notícias relacionadas ao tráfico, cursos, projetos nas áreas, prevenção, controle de drogas, prevenção a crimes e muito mais.
Infanto-Juvenil 
Sites direcionados aos públicos infanto-juvenil, com linguagem acessível, questões que abordam temas como drogas, AIDS, sexualidade. Tudo de fácil compreensão.
Sites Internacionais    - ATUALIZADO   
Sites em inglês de conceituados institutos do exterior, contendo relatórios, publicações, recursos diversos para pesquisas e trabalhos em geral sobre drogas. Vale a pena conferir!
Grupos de Apoio:
Para Dependentes 
Grupos anônimos para ajuda a fumantes, alcoólicos e dependentes químicos em geral. É só você clicar no site de interesse e buscar ajuda.
Para Familiares 
Grupos anônimos para ajuda a familiares de dependentes químicos. Se você tem um dependente químico em casa, não sofra sozinha. Busque ajuda nesses grupos e liberte-se do sofrimento.
Busca de Ajuda:
Centros de Tratamento-SUS
Aqui você encontra um site que disponibiliza a pesquisa de centros de tratamento do SUS, por Estado. Muito útil e prático.
Comunidades Terapêuticas    - ATUALIZADO   
Comunidades terapêuticas para tratamento, com internação, do dependente químico. Vale a pena pesquisar, buscar informações sobre a entidade escolhida e optar por aquele que tiver melhor referência e idoneidade na área de dependência química.
Tratamento Ambulatorial  
Tratamento, com equipe multidisciplinar, para o dependente químico, via ambulatório, ou seja, não interna.
Viva Voz
Serviços de ajuda e atendimento via telefone.
Clínicas/Instituições Particulares
instituções particulares que oferecem o tratamento de internação a dependentes químicos. Pesquise preço, idoneidade e referências.
Outros Tópicos :
Álcool e Tabaco  - ATUALIZADO   
Sites de entidades relacionadas às duas maiores e mais devastadoras das drogas: as licitas (permitidas por lei) Álcool e Tabaco.
Outras Dependências
Grupos anônimos para ajudar o dependente de comportamentos compulsivos para emoções, sexo, comida, jogo, introversão e muito mais.
Artigos   
livretos sobre drogas para "dowloads" gratuitos, apostilas e ótimos artigos sobre drogas, família, co-dependência e alcoolismo.

Espiritismo é terapia na reabilitação do dependente químico


Como o espiritismo pode auxiliar na prevenção e na recuperação do víciado em tóxicos.

As conseqüencias espirituais do uso de drogas

Os vícios estão alterando o curso da história da criatura humana e a violência tem descambado para as conquistas fáceis e a mola disso é a prática dos vícios. Além dos casos de overdose, anualmente milhares desencarnam em acidentes de trânsito, provocados pelo consumo de drogas ou álcool. Muitos são os que contraem doenças contagiosas, pela prática invigilante dos sexo desequilibrado, aprisionados pelos efeitos infelizes do álcool e das drogas.

Por faltas ao trabalho, queda de produção e qualidade, estimam os estudiosos que se perdem anualmente 25 bilhões de dólares em produtividade. São números arrasadores, espantosos, dramáticos e parece que as autoridades e a própria sociedade começam a considerá-los irreversíveis.

A publicação intitulada O mosaico da droga, de responsabilidade da UNESCO, declara que em certos países parece diluir-se a preocupação que o problema da droga suscitava há cerca de uma década.

Há uma tentativa de "desdramatizar" a questão. Nítida postura de cruzar os braços, portanto. Em alguns países, como na Holanda, o usa da maconha tornou-se lícito.

O espiritismo e os tóxicos

O viciado em drogas assemelha-se a uma embarcação em que, por invigilância, põe-se a navegar na correnteza forte de um caudaloso rio, desapercebendo ou mesmo desafiando as águas que mais à frente irão despencar numa gigantesca cachoeira

O espiritismo não propõe soluções específicas, procurando regulamentar cada atitude ou ditar normas de comportamento humano.

Prefere acatar, em toda a sua amplitude, os dispositivos das Leis Divinas que asseguram a todos o direito de escolha e a responsabilidade conseqüente pelo que fizerem. Prefere a atitude do Cristo, que condena o pecado, mas oferece sua ternura e compreensão ao pecador, procurando mostrar-lhe o que precisa fazer para livrar-se do erro, construindo oportunidades de acerto.

Em vez de condenar a civilização pelos nossos equívocos, os espíritos ensinaram a Kardec que "condenássemos antes os que dela abusam e não a obra de Deus" (O Livro dos Espíritos, questão 790). Pouco adiante, na pergunta 793, documentaram o entendimento deles acerca das correções necessárias, ao informarem que reconheceríamos uma civilização completa "pelo desenvolvimento moral". E prosseguem: "Credes que estais muito adiantados porque tendes feito grandes descobertas e obtido maravilhosas invenções; porque vos alojas e vestis melhor do que os selvagens. Todavia, não tereis verdadeiramente o direito de dizer-vos civilizados, senão quando de vossa sociedade houverdes banido os vícios que a desonram e puderdes viver entre vós, como irmãos, praticando a caridade cristã. Até lá, sereis apenas povos esclarecidos, não tendo percorrido senão a primeira fase da civilização".

A civilização em si não é um mal e nem pode ser, mas está sendo afetada e contaminada por mazelas humanas, por turbulências no comportamento dos próprios seres que a desenvolvem. A receita que a doutrina espírita prescreve para os males da civilização pode até parecer óbvia e simples demais, mas a questão é que a verdade é simples e óbvia, embora nem sempre atinemos rapidamente com ela.

Resumem-se tais prescrições na prática da caridade e do entendimento, em convivência fraterna, inteligente que dissipe os temores, não identificados alguns e conhecidos outros, que mantêm uma parte considerável da humanidade em permanente regime de estresse e de angústia. É esse o diagnóstico da ciência. Ou seja, especialistas que propõem mecanismos sociais de mútuo apoio e entendimento para exorcizar o fantasma aterrador do medo generalizado, do qual os mais desesperados fogem desabaladamente, despencando em abismos tenebrosos, empurrados por drogas alienantes.

Cresce assustadoramente a massa de desesperados, criaturas sem raízes, a vagarem sem rumo e sem destino, arrastados por circunstâncias que não sabem como superar porque não se empenham em entender a realidade da própria vida. Não sabem, tais pessoas, que são seres espirituais imortais, programados para a felicidade. Pensam muitos que são apenas um corpo físico pressionado por necessidades a serem satisfeitas, por temores de que é preciso escapar, por angústias que têm de ser sufocadas, quando temores e angústias são conseqüência e não causa da visão deformada da realidade.

Muitos dos que nascem em lares desajustados recorrem aos entorpecentes, mas quem está cogitando aí de investigar as verdadeiras causas do desajuste e o que fazer para promover atitudes e medidas de auxílio?

Partem para o uso de drogas muitos que sofrem de carência afetiva, certo. Mas o que desencadeou nessas criaturas o doloroso processo de carência? Não seria porque o afeto que hoje lhes falta eles próprios recusaram-se a doar em outros tempos? Buscam a alienação da droga os que perderam o endereço de Deus. Nem sabem que pertencem a uma comunidade de seres imortais ligados por vínculos industrutíveis e destinados à felicidade em algum ponto na intersecção espaço/tempo.

O problema aflitivo da droga, não é, portanto, basicamente, um caso de polícia. É um problema espiritual, distúrbio emocional do ser humano em atrito com as Leis Divinas.

Isto não quer dizer que devamos condenar aquele que recorre à droga porque rejeita a realidade. Ele precisa de compreensão e de esclarecimento.


Precisa descobrir sua própria realidade espiritual, sua condição de ser preexistente, sobrevivente e imortal, a caminho de perfeição, por mais distante que este se coloque afugentada pelos desacertos.


Compreensão e amadurecimento

" O homem não passa subitamente da infância à madureza" – disseram os espíritos a Kardec.
Para que amadureçam, os imaturos que recorrem ao processo de fuga proporcionando pelas drogas, precisam antes do amor que, na sua dinâmica, se converte em caridade. Envolvido pela sua turbulência íntima, o dependente da droga não está preparado para ser orientado e rejeitará sumariamente qualquer tentativa de pregação com a qual seja abordado. Não rejeitará, porém, a abordagem do amor fraterno, que é, precisamente, o componente pelo qual mais anseia, na tormentosa aflição e solidão em que vegeta. As multidões que se despedem a cada instante da vida física e retornam ao mundo invisível, continuam vivas, pensantes e atuantes, arrastando problemas que não conseguiram solucionar aqui, e que, lamentavelmente, conseguiram quase sempre agravar. Esta multidão desencarnada também exerce suas pressões sobre a que ficou na carne por mais algum tempo. Temos encontrado espíritos que nos falam de suas manobras para levar seres encarnados a se drogarem, a fim de poderem usufruir uma quota de alienação, pois eles também estão tentando aflitivamente, fugir da realidade que lhe é penosa demais para suas estruturas desarticuladas.

O problema das drogas oferece pois, no enfoque espiritual doutrinário do espiritismo, aspectos inusitados, surpreendentes e desconhecidos de muitos. O drogado pois, é um doente espiritual, carregado de problemas cármicos e que se deixa arrastar pela correnteza da vida na ilusão de que está sendo levado para longe da realidade que o assusta e aflige. Em verdade, porém, para onde for, aqui ou no mundo ultradimensional em que irá continuar a viver na condição de espírito, estará sempre ligado à realidade desagradável, que não é exterior e sim interior, com raízes profundamente mergulhadas no solo íntimo do passado. Somente através do amor poderá ele ser instruído acerca dessa realidade, a fim de que, entendendo-a, fique preparado para aceitá-la e vencer os obstáculos que estão a bloquear seu caminho rumo à felicidade a que todos temos direito inalienável. Entendimento e amor fraterno é o que nos recomendou o Espírito da Verdade, com extraordinário impacto e poder de síntese, numa frase que se tornou antológica. – "Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo" – recomendou ele.

Conseqüências Espirituais

Espiritualmente, os vícios acarretam vinculações perispirituais,
 cujas consequências se projetam na vida espiritual futura, depois que a alma se desprende do corpo físico, com a agravante de poder ser responsável por doenças cármicas em reencarnações vindouras.

É oportuno lembrar ainda que muitos viciados são pessoas dotadas de mediunidade, sofrendo a atuação de entidades espirituais que se sintonizam com os seus pensamentos e se comprazem em fazer com que se mantenham no vício e dificultam a sua recuperação, indicando a necessidade de um tratamento espiritual que deve ser feito paralelamente ao tratamento médico. Além da modalidade de tratamento, outros recursos são utilizados, como o passe magnético, a água fluidificada e a desobsessão, sempre que necessária.

Os vícios evidenciam a degradação dos seres humanos comprometidos, infelicitando famílias, agredindo a sociedade e a dignidade humana. Como estão vinculados à alma, constituem um atraso espiritual das criaturas que se mantêm presas a uma situação que macula sua própria condição humana.

A Psicologia revela que a consciência é o substrato secreto da alma que julga os atos de cada um. Embora presente em todas as pessoas, mantém-se apagada entre os viciados, que se encontram sob o domínio de ações instintivas que se agigantam, conduzindo inúmeras criaturas à degradação de sua personalidade, destruindo lares e traumatizando a sociedade. Segundo Allan Kardec, no livro O Céu e o Inferno, o ser humano é independente, atuando através da vontade e do livre-arbítrio, para praticar o bem ou mal, indicando que "o Espírito deve progredir por impulso da própria vontade, nunca por qualquer sujeição. O bem e o mal são praticados em função do livre-arbítrio e, conseqüentemente, sem que o Espírito seja fatalmente impelido para um ou outro".


O que vale dizer que, para se preservar dos vícios, a pessoa deve fortalecer os recursos da alma, com pensamentos positivos e disposição para dar à sua vida uma conotação condizente com sua aspiração mais nobre.

Ao desencarnar, o períspirito mantém integralmente as mesmas sensações experimentadas na jornada terrena. Encontra no mundo espiritual inúmeros espíritos, invariavelmente similares, em tendências, gostos, graus de evolução. Com eles conviverá. O toxicômano, em particular, conviverá com desencarnados viciados. Verá que seu perispírito (igual ao seu corpo físico), está depauperado, destrambelhado, cheirando mal, repleto de naúseas e mazelas – fome, frio, dor... Desgraçadamente, terá consciência desses tormentos, de maneira plena e permanente: não dorme, não desmaia... Fica vagando por regiões cinzentas sem água, sem sol.

Ficará sofrendo durante o tempo em que permanecer empedernido no vício.

Ao menor sinal de arrependimento sincero, ao primeiro pensamento de prece a Deus, significando o desejo de se corrigir, recomeçar um novo caminho e uma nova dia de reto proceder, a ajuda divina se apresentará de imediato, na forma de espíritos dedicados às tarefas socorristas.

A dor é a mestra maior e último recurso natural para reconduzir o homem ao caminho do Bem. O viciado, ao desencarnar, percebendo que agora tudo está mais difícil, pois além de não poder satisfazer a ânsia da droga, ainda está doente, fraco, faminto etc, mais do que nunca, desejará as drogas.

Carente e sem nenhuma proteção, ficará à mercê de legiões de malfeitores espirituais. Será sim, admitido nessas legiões, mas como elemento escravo, desprezível e inferior...

Aprenderá rápido, que só no plano material poderá dar vazão ao vício. Qual vampiro, poucas vezes sozinho – quase sempre em bandos – irá aos lares dos toxicômanos encarnados, aderindo aos mesmos mente a mente, induzindo-os ao consumo das drogas, caso já não o esteja fazendo. Sem nenhuma reserva moral, em troca de alguma satisfação do vício, será submetido a uma série de perversidades.
Com o tempo, poderá, pelo livre-arbítrio, tomar duas atitudes:

a) Arrepender-se do mal praticado, do desrespeito às leis naturais, almejando melhorar de vida. O nível de sinceridade desse arrependimento determinará a ajuda que virá em seu socorro.

b) Revoltar-se ainda mais e tornar-se desejoso de vingança contra seus algozes. O desejo de vingança lhe dará forças para desencadear uma fieira de maldades. Seu poder, ampliado, atingirá um ponto em que a Justiça Divina considera como saturação, dando um basta: compulsoriamente retornará à carne. Só que em tristes condições...

Nem poderia ser diferente!

A dor física e moral, num corpo deformado e sem defesas orgânicas, será constante em sua vida, como inigualável recurso educador.


Superando o vício

A superação dos vícios envolve a colaboração da sociedade, através da formação de bons hábitos de vida da juventude, que está particularmente exposta aos mesmos. São ações que devem envolver as famílias, associações esportivas e culturais, as instituições religiosas e, particularmente, as escolas, baseadas na educação integral, mostrando aos jovens que eles são seres humanos, são almas viventes, responsáveis perante a Criação, e que podem superar as tendências que as levam às ilusórias facilidades na vida.

A educação é uma força poderosa, que, vivificada pelo exemplo, pelo interesse e pelo esclarecimento no momento oportuno, pode contribuir para formar criaturas responsáveis, dedicadas ao trabalho e à solidariedade que devem envolver as atribuições da vida.

Considerando que os vícios estão relacionados a distúrbios da alma, não se pode esperar que os mesmos sejam sanados em um curto período de tempo.


A educação espiritual vai de encontro às necessidades de esclarecimentos da alma, mostrando-lhe sua natureza e suas possibilidades de ascender a planos mais elevados de esclarecimento, alcançando sua libertação, de maneira a que se mantenha jungida pela condição de sobrevivência humana. A educação espiritual visa promover o crescimento interior do ser humano, que assume nova dimensão de vivência, ao vencer esse degrau de sua evolução espiritual, tornando-se capaz de dirigir os seus próprios atos e alcançar planos mais elevados de desenvolvimento.


Tratamento espiritual

Para o tratamento dos males decorrentes do uso das drogas, a Medicina dispõe de admiráveis recursos importantes para controlá-los, praticamente em todos os recantos da Terra, embora esse trabalho não dependa apenas das ações médicas, requerendo da sociedade muita dedicação, respeito e amor.

Abordando esse problema, André Luiz, no livro No Mundo Maior, afirma: "A medicina inventará mil modos de auxiliar o corpo atingido em seu equilíbrio interno; por essa tarefa edificante, ela nos merecerá sempre sincera admiração e amor, entretanto, cumpre a nós outros praticar a medicina da alma, que ampare o espírito enleado nas sombras"... E continua no terceiro parágrafo: "É mister acender, em derredor de nossos irmãos encarnados na Terra, a luz da compaixão fraterna, traçando caminhos à responsabilidade individual. Haja mais amor ante os vales da demência do instinto e as derrocadas cederão lugar a experiências santificantes".

O tratamento médico baseia-se fundamentalmente na assistência médica e psiquiátrica. Paralelamente, deve ser feito o tratamento espiritual aplicado nos centros espíritas, como a fluidoterapia e demais recursos, tanto na prevenção, como no tratamento das doenças da alma.

Há muitas pessoas que procuram o tratamento espiritual e esperam obter a cura imediata, como num abrir e fechar de olhos, como se fosse um passe de mágica, que as fizesse voltar à normalidade. Em geral, a cura espiritual requer profundidade de propósitos e continuidade de ações, que levam à transformação íntima da pessoa diante do problema que está enfrentando. Essa transformação, também chamada de Reforma Íntima, é um processo que resulta da educação da alma e requer a completa adesão do doente ao tratamento instituído.

É a educação que se realiza com a liberdade de culto e com responsabilidade de propósitos, de acordo com o conceito segundo o qual Jesus não está enclausurado entra as paredes de um templo, mas alcança a imensidade do Universo, como Cristo Cósmico e está presente entre as pessoas de boa vontade que pautam suas próprias vidas segundo a Lei do amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo.



No vale dos drogados

Relato de uma projeção astral

Por Victor Rebelo

Certa noite, já de madrugada, percebi que estava projetado fora do corpo em um pântano escuro e tenebroso. Não sei como fui parar lá, mas com certeza fui levado pelos amparadores espirituais, pois participei de um trabalho de assistência extrafísica.

O que mais me surpreendeu não foi o local, mas os espíritos que encontrei lá. Conforme caminhava, ia passando por vários jovens desencarnados caídos naquele chão imundo. Escutava gemidos e uma energia de medo e dor vibrava no ambiente. Muitos espíritos puxavam minhas pernas, outros estavam completamente atordoados, indiferentes à minha presença.

Andei um pouco por aquela multidão de infelizes. Todos pareciam ainda estar sob o efeito das drogas, completamente sugados em sua vitalidade, sem forças para se levantar.


Em determinado momento, senti a necessidade de me sentar no chão, mesmo sem saber ao certo o motivo. Logo que fiz isso, uma jovem aparentando uns 19 anos, loira, aproximou-se de mim muito amedrontada. Não sabia onde estava nem o que estava acontecendo. Sentou-se ao meu lado e me abraçou, na ânsia de se proteger daquilo tudo.

Não sei quanto tempo ela ficou abraçada em mim. Na verdade, a percepção do tempo varia de acordo com o plano em que nos manifestamos. Só sei que fui me sentindo cada vez mais fraco, até perder a consciência e despertar no corpo físico.

O que aconteceu é fácil de entender. Fui levado pelos amparadores à uma região umbralina onde muitos espíritos que desencarnaram devido ao uso de drogas estavam reunidos, de acordo com a lei de afinidade. Muitos espíritos ainda ficam sob o efeito de drogas devido à ligação energética que têm com seus corpos e com a energia de determinada droga. Suas mentes estão cristalizadas no vício, fazendo com que fiquem por tempo indeterminado naquelas regiões. Mas alguns, devido ao próprio carma ou a uma vontade sincera, se encontram em condições de sair desses lugares e buscar apoio nos hospitais extrafísicos. Era o caso daquela jovem. É bem provável que ela tivesse desencarnado por overdose recentemente e por isso, seu corpo astral estava muito denso. Como se encontrava fraca, somente alguém encarnado, temporariamente afastado do corpo poderia doar energia vital mais densa, para que ela pudesse ser tratada posteriormente pelos amparadores, que devido ao plano de manifestação, irradiam energias mais sutis.

É claro que nem todos os espiritos que desencarnam sob o vício das drogas se dirigem a este vale. Cada caso é um caso. Tudo é uma questão de afinidade.


Este artigo e a imagem foram publicados na Revista Cristã de Espiritismo, edição 32

Os animais, nossos irmãos




Quando nascem, despertam a atenção e o carinho dos humanos. São engraçadinhos, frágeis, tão pequenos.
Cãezinhos de raças diversas são requisitados pelas crianças que desejam fazer deles seu brinquedo.
E assim, eles são levados para casa. Por vezes, adquiridos a alto preço, pelo pedigree, pela pureza da raça.
Enquanto pequenos, tudo é levado à conta de peraltices próprias de quem está descobrindo o mundo ao seu redor.
A criança o leva para todo lugar, e o cãozinho a segue, sempre fiel.
Não é raro que durmam juntos e, à mesa, o animalzinho fica ao lado, aguardando os bocados que o pequerrucho lhe passa à boca.
Brincam juntos no jardim, no interior da casa, nas piscinas.
A criança nem sempre é suficientemente cuidadosa e por vezes, pisa na cauda do cão, puxa-lhe as orelhas, aperta-o em demasia.
O animal solta um latido meio sufocado, dizendo da dor que sentiu, mas continua fiel, nem pensando em revidar a agressão, mesmo involuntária.
Pulam, saltam, correm um atrás do outro, enquanto as horas vão somando os dias...
Cresce o animal. Agora, já não é tão engraçadinho assim.
Ele solta pêlo por todo lugar e, porque ninguém lhe ensinou o que ele podia e o que não podia fazer, é castigado porque arranhou o sofá da sala.
Porque mordeu o chinelo recém comprado.
Porque rasgou a bola, com os dentes.
E, até mesmo, porque as suas necessidades fisiológicas foram feitas em lugares inapropriados.

A criança também cresce. Os interesses mudam. E, um dia, o animal que vivia em uma família, rodeado por todos, dentro de casa, gozando da confiança doméstica, se vê colocado no quintal.
Mas, como faz buracos, traz terra para o piso da garagem, ele é preso a uma coleira e uma corda.
Ao menos fosse em lugar confortável. Contudo, por vezes, fica exposto ao sol, à chuva, ao vento. Preso.
Suas pernas desejam correr, pular. Sua cauda abana a cada barulho significativo, seu bem conhecido, que os ouvidos registram: o carro chegando; a algazarra das crianças vindo da escola; o barulho da bola quicando no muro, no chão, na mão, no muro...
Quando as luzes se acendem na casa, ele olha e fica aguardando que alguém se lembre dele, outra vez.
Finalmente, chega um dia em que ele é colocado no carro da família. Vai alegre.
A viagem é longa, por estradas que não acabam nunca. Então, o veículo estaciona.
Ele corre para fora, esperando que alguém o chame, que corra atrás dele.
Mas, logo percebe que o carro fecha as portas de novo e arranca, perdendo-se na poeira da estrada.
Ele corre, tenta alcançar. Por que eles não param? Por que o esqueceram?
Indesejável, foi abandonado.
A partir daí, sua vida será um peregrinar pelas estradas, pelas ruas, à cata de comida, água, um lugar para morar.
Cachorro sem dono.
Não chegue perto. Ele pode morder.
Não toque nele. Deve estar doente. Veja como está magro.
Cachorro de ninguém.
Seus dias acabarão logo mais, sob as rodas de um automóvel, ou por enfermidade ou tristeza...
* * *
Pensemos, olhando nossos animais de estimação, como os estamos tratando.
São seres vivos: têm fome, sede. Sentem cansaço, calor, frio. Sobretudo precisam de afeto, de atenção.
Os animais estão sob a guarda e proteção dos homens.
Assim dispôs a Lei Divina: que servissem ao homem e o homem, de sua vez, os protegesse e amparasse.
Não percamos de vista este dever para com nossos irmãos inferiores, os animais.

Redação do Momento Espírita.
Em 20.05.2008.

* * *


Denuncie maus-tratos contra animais!
Saiba como clicando na imagem abaixo:

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O Centro Espírita no combate ao suicídio


O Centro Espírita deve ser um foco de luz na Terra, que clareia caminhos, apazigua corações, cura feridas da alma, instrui, conforta e faz a criatura sentir-se num ambiente familiar, como se estivesse em sua própria casa em conversa com amigos queridos, onde pode falar de seus dramas, medos e angústias, sem qualquer constrangimento.

Pode parecer estranho o início deste artigo, mas irei explicar melhor. É que na Terra deparamo-nos com dores das mais diversas, e muita gente arrefece o ânimo, literalmente cai e se entrega ao desalento. Quando isto ocorre, estão abertas as portas para que a ideia do suicídio comece a perseguir a pessoa.

Trabalhando neste tema com mais dois amigos – o suicídio –, tema, aliás, que foi abordado por Kardec diversas vezes, deparamo-nos com uma infinidade de casos que nos entristecem e mostram a urgência e necessidade que se tem de fazer ecoar a voz dos Espíritos por todos os cantos deste planeta para que livre toda e qualquer criatura da ideia de exterminar a sua existência.

No presente texto não iremos levantar dados, tampouco nos aprofundar nas questões que levam o sujeito a tentar colocar um ponto final em sua aventura na Terra. Nosso intento é o de apenas sugerir para que dirigentes, diretores e coordenadores se reúnam e procurem alguma forma de montar uma central de atendimento direcionada ao público que acalenta a ideia do suicídio.

Muitos dirão que há o atendimento fraterno e que os trabalhadores estão preparados para desenvolver tal atividade. Concordo. Há, sim, o sublime trabalho de atendimento fraterno. A própria USE Intermunicipal Bauru tem um grupo competente que promove cursos para diversas casas espíritas que querem implantar o atendimento fraterno em suas fileiras.

Todavia, refiro-me mais precisamente a oferecer algo que seja específico aos casos de suicídio. Seja atendimento por telefone, carta ou e-mail – muitas vezes a pessoa fica constrangida de comparecer pessoalmente ao local –, mas que os centros espíritas pensem seriamente na proposta de fornecer um atendimento personalizado ao público que intenta exterminar a própria vida, como uma espécie de marketing antissuicídio.

Pesquisas apontam: quem cogita em se matar não está apenas falando da boca para fora. Pode, sim, executar a sua triste pretensão.

E por qual razão abordar o assunto suicídio?

É que há algum tempo, por conta do trabalho na literatura espírita, venho recebendo e-mails de pessoas dispostas a partir desta para uma pior. Uma delas diz que não mais aguenta o peso da existência, ainda não se matou por causa dos pais. Outra diz que não aguenta mais a solidão, enfim, os relatos são os mais diferentes, mas que em seu bojo trazem a tristeza, insatisfação e falta de fé da criatura diante da existência.

Em face da procura, resolvemos pesquisar e trabalhar em uma obra sobre o suicídio. E pasmem: os números são assustadores, mas por algumas razões não os repassaremos aqui. Entretanto, fico a refletir: É preciso que façamos alguma coisa para exterminar ou diminuir o número de pessoas que chegam ao cúmulo do suicídio. O Espiritismo tem as respostas. Sua divulgação ajuda? Sim, e muito. Entretanto, pensemos seriamente em conversar e montar uma central para trabalhar especificamente com esses casos.

Como faremos? Questão de planejar. Dará trabalho? Com certeza. Todos sabemos que precisaremos de voluntários capacitados para identificar e lidar com o suicida em potencial. Teremos, portanto, de buscar conhecimento para qualificar nossos trabalhadores, assim como parcerias, e visitar instituições que já oferecem este tipo de trabalho.

Não resta dúvida de que a Doutrina Espírita tem muito a colaborar para que o ser humano possa ser feliz o tanto quanto é possível neste planeta, deixando de lado a nefasta ideia de atentar contra a própria vida.

Vários livros foram escritos sobre o tema. Destaco, pela linguagem simples e acessível, a obra “Suicídio, tudo o que você precisa saber”, de Richard Simonetti.

Porém, é preciso fazer mais. Pensemos seriamente nestas questões. O desafio está lançado e o Espiritismo é um eficaz antídoto para os males humanos que ameaçam jogar a criatura no fundo do poço.

        Wellington Balbo

terça-feira, 24 de maio de 2011

CAMPANHAS DA FEB EM DEFESA DA VIDA

Respeitemos a Vida

Campanhas permanentes da Federação Espírita Brasileira (FEB)
- Em Defesa da Vida -



Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?

O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.
Caro(a) Leitor(a):
Em face do desenvolvimento da Ciência, facilmente se comprova o início da vida humana desde o momento da concepção no ventre materno, e não somente quando ocorre o nascimento, como afirmam muitos. Constitui-se em grave comprometimento com as leis divinas a provocação do aborto em qualquer fase da gravidez, uma vez que tal iniciativa impede que o Espírito, já ligado ao embrião, renasça no corpo físico que lhe servirá como instrumento de progresso.



Quem sustenta o vício, encarcera-se nele.
André Luiz*

Caro(a) Leitor(a):
Procurando fortalecer seus esforços em prol da vida, a Federação Espírita Brasileira incluiu a temática sobre drogas na reativação da Campanha Em Defesa da Vida.
Reconhecemos o padecimento daqueles que se debatem na dependência emocional e física e nos estados degenerativos, causados pela utilização dos tóxicos, sem conseguirem a libertação do vício que lhes proporciona fugas dolorosas da realidade da vida. As páginas seguintes contêm a posição da Doutrina Espírita perante o desafio das drogas. Exaltam o amor, a educação no lar, o conhecimento da vida espiritual e tantos
outros recursos para o enfrentamento de questão tão séria. Não permita que a vida humana seja desperdiçada.
Diga não às drogas!


(...) o homem do mundo é mais frágil do que perverso. Jesus*

Caro(a) Leitor(a):
Pessoas existem, pertencentes a todos os setores da sociedade, defensoras da prática da eutanásia mais por desconhecimento das leis divinas do que por maldade. Justificam seus pontos de vista invocando piedade frente aos atrozes sofrimentos alheios nos leitos de agonia e de padecimentos físicos.
No entanto, será permitido ao homem destruir o que não pode criar?
*(Boa Nova, psicografia de Francisco C. Xavier, pelo Espírito Humberto de Campos, cap. 26, 33.ed. FEB.)



A calma e a resignação hauridas da maneira de considerar a vida terrestre e da confiança no futuro dão ao espírito uma serenidade que é o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio...

Caro(a) Leitor(a):
São como bálsamos para o Espírito as mensagens contidas neste livreto. Elas transmitem amor, coragem e fé a todos que nos momentos difíceis da vida necessitam de apoio para o seu refazimento moral.
A Federação Espírita Brasileira edita este livreto para que você participe também da Campanha Em Defesa da Vida. Esclareça-se e diga não ao suicídio!
Enfoque da Codificação Espírita Questão 943. Donde nasce o desgosto da vida, que, sem motivos plausíveis, se apodera de certos indivíduos?
Efeito da ociosidade, da falta de fé e, também, da saciedade. Para aquele que usa de suas faculdades com fim útil e de acordo com as suas aptidões naturais, o trabalho nada tem de árido e a vida se escoa mais rapidamente. Ele lhe suporta as vicissitudes com tanto mais paciência e resignação, quanto obra com o fito da felicidade mais sólida e mais durável que o espera.
*(O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. V, item 14, 1. ed. especial, FEB.)



Bem-aventurados os que são brandos, porque possuirão a Terra.
(S. Mateus, 5:4.)


Caro(a) Leitor(a):
Reflita nos caminhos traçados por Deus e ame o próximo como a si mesmo respeitando, acima de tudo, o seu direito à vida. A Federação Espírita Brasileira edita este livreto para que você possa compreender, nestas mensagens edificantes, que só Deus tem direitos sobre a vida humana. Participe da Campanha Em Defesa da Vida.
Esclareça-se e diga não à violência!