Seja bem-vindo. Hoje é
Mostrando postagens com marcador CHICO XAVIER. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CHICO XAVIER. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Amor e paixão


DIFERENÇA DE AMOR E PAIXÃO - Richard Simonetti

A jovem pergunta à Chico Xavier:

– Chico, amor é sinônimo de paixão?
– Ah! minha filha, amor é comidinha fresca, roupa lavada e passada, mamadeira prontinha....paixão é como o Joelma, pega fogo e acaba tudo. 

 
Observação: Joelma era um Edifício que pegou fogo em 1974.
Com a simplicidade e a jovialidade dos sábios, o médium estabelece diferenças fundamentais entre amor e paixão.
A paixão situa-se nos domínios do instinto, busca apenas a auto-afirmação, o prazer a qualquer preço, sem preocupações além da hora presente.
Apoiando-se no desejo de comunhão sexual, a paixão é fogo arrebatador, que obscurece a razão e leva ao desatino, deixando, depois, apenas cinzas, como aconteceu com o Edifício Joelma.
O apaixonado ama como quem aprecia um doce.
Deleita-se! É saboroso! Satisfaz o paladar!
Por isso logo deixa de amar, atendendo a várias razões:
Saciou-se.
Enjoou.
Deseja novos sabores.
A partir daí, há campo aberto para o adultério e a separação, sem que a pessoa tome consciência do mal que causa ao parceiro e, principalmente, à prole, quando há filhos.
Enquanto perdura a paixão, podem ocorrer problemas mais graves e comprometedores:
Crimes.

Bárbaros assassinatos são cometidos por amantes que se sentem traídos e negligenciados ou que foram abandonados. Perdendo o domínio sobre o parceiro, tratam de eliminá-lo, como quem joga fora um doce que azedou.
Maus tratos.
É característica masculina, própria de machistas incorrigíveis, sempre dispostos a agredir para impor sua vontade, com o que apenas conturbam a relação, matando a afetividade na parceira.
• Suicídio.
Uma das causas mais comuns dessa ação nefasta, que precipita o indivíduo em sofrimentos inenarráveis no Mundo Espiritual, é a paixão contrariada. O sentir-se traído, negligenciado, ou não correspondido.

O amor situa-se nos domínios do sentimento verdadeiro.
Sustenta-se numa regra básica: pensar no bem-estar do ser amado, com a consciência de que nossa felicidade está diretamente subordinada a ver a felicidade do outro (mesmo que seja com outra pessoa).
As uniões felizes, os casamentos que se estendem além da morte, ensejando reencontros felizes na Espiritualidade, são aqueles em que os cônjuges revelam maturidade suficiente para mudar de pessoa na conjugação do verbo de suas ações.
Da primeira do singular –EU, para a terceira – ELE, trocando cuidados recíprocos, a se exprimirem em carinho e solicitude.

Chico Xavier explica Judas Iscariotes

Chico Xavier explica Judas Iscariotes.

No programa “Pinga Fogo” da TV Tupi fizeram uma pergunta ao Chico Xavier:
-“Gostaria de Saber se Judas foi um traidor ou fazia parte de um programa para salvar Jesus Cristo”.
Resposta de Chico Xavier:
-“Acredito que nós todos nascemos com determinadas tentações, e se deixamos essas tendências à solta e se vamos praticar com elas males maiores do que aqueles que já cometemos em existências passadas, nós somos responsáveis conquanto possamos ser instrumento para resgate de determinadas situações ou peças na engrenagem, na história de grupos ou de coletividades com conseqüências agradáveis ou desagradáveis para o futuro.
Individualmente nós temos que pensar que nós temos determinadas tendências, vamos dizer tentações, mas devemos resistir às tentações.
Creio que Judas poderá ter renascido com tentações muito grandes para se apropriar da autoridade política e de exigir que Nosso Senhor Jesus Cristo tomasse as rédeas do poder humano.
Acredito. Mas creio que ele não deveria ter deixado essas tendências assumir o caráter que assumiram”.
* * * * *
Como diz o próprio Chico Xavier, Judas poderia ter renascido com tentações muito grandes para se apropriar da autoridade política e de exigir que Jesus tomasse as rédeas do poder humano.
Através das mãos abençoadas do grande médium mineiro, os espíritos de luz começaram a traçar um novo perfil de Judas Iscariotes.
Não era mais o mesmo traidor que estava sendo estudado e sim um homem que caiu em suas próprias armadilhas, ao confiar nos políticos religiosos que dominavam a ferro e fogo a alma de seu povo.
Através de Chico, tivemos notícias sobre o paradeiro do apóstolo infiel. A sua passagem pelo umbral, as diversas reencarnações expiatórias, até o derradeiro cumprimento de suas penas purificadoras.
Os espíritos que nos trouxeram as notícias do Além são da mais pura confiança e amealharam para si a simpatia de todos nós que sempre estamos com os ouvidos atentos para escutar histórias que possam nos ajudar a crescer espiritualmente.
Mal comparando, devido a nossa pequenez, todos nós que amamos o evangelho de Jesus, somos hoje, as Marias de Betânia, sentados aos pés dos mestres, atentos, tentando aprender ao máximo as lições que nos repassam, pois sabemos que esses ensinos são o combustível que nos impulsionam rumo à amplidão.
 
Humberto de Campos e a entrevista com Judas Iscariotes.
A crônica foi escrita     em 1935 e publicada no livro “Crônicas de Além-túmulo” pela FEB, tendo Chico Xavier como medianeiro.
Humberto foi visitar a cidade de Jerusalém, à noite, e divisou legiões de duendes perpassando as ruínas que ainda existem por lá.
Viu um homem vestido à maneira antiga, sentado às margens do Cedron. Era Judas Iscariotes que ali estava para recordar o passado. Humberto se aproxima e sente a perfeição do espírito.
Judas conta que Jesus com Sua pureza imaculada estava entre dois mundos: o Sinédrio queria o reino do Céu e Roma o reino da Terra.
Judas amava Jesus e via na política a única maneira para triunfar. Assim, associou-se com o Sinédrio para assumir um cargo elevado na nova ordem que propunha compor e Jesus passaria a um plano secundário.
Com novos colaboradores e com o poder na mão Judas daria um novo impulso à Doutrina. Depois Jesus continuaria a Sua missão normalmente, mas teriam força política e não mais seriam perseguidos.
Entregando o Mestre a Caifás, Judas não imaginou que também seria traído, e vendo que as coisas atingiram um fim trágico, suicidou-se, ralado de remorsos.
Depois de muito sofrer nas regiões inferiores da espiritualidade, Judas começou a reencarnar, durante séculos, sofrendo as perseguições infligidas aos adeptos da Doutrina de Jesus, em Roma.
As suas provas culminaram numa fogueira da inquisição no século XV, quando foi traído, vendido e usurpado.
Judas pagou pelo seu crime e redimiu-se durante 15 séculos. Os homens sempre venderam Jesus de todas as maneiras, utilizando-se de Seu nome para amealhar fortunas, e não se enforcam como fez o Seu discípulo.
Chico Xavier e muitos outros médiuns e estudiosos do Espiritismo confirmam que o Espírito Judas Iscariotes reencarnou pela ultima vez como Joana D´Arc. Hoje pode apresentar-se sob as duas identidades que envergou no corpo carnal.
 
Joana D´Arc
Joana D´Arc foi a heroína francesa que nasceu em Doremy em 06 de janeiro de 1.412.
A França estava sendo invadida pela Inglaterra e na iminência de ser completamente dominada pelo inimigo. Estava em curso a guerra dos 100 anos.
Faltavam apenas algumas cidades caírem para que a Inglaterra dominasse totalmente a França, incorporando o país às suas terras.
Com a idade de 13 anos a menina teve visões espirituais de São Miguel, de Santa Margarida e de Santa Catarina, que lhe diziam que ela havia nascido para libertar a França do domínio Inglês.
No ano de 1.428 com a idade de 16 anos, Joana D´Arc conseguiu autorização do Rei Charles VII para comandar um exército e lutar contra os ingleses.
Foram varias vitórias, até que num dos combates, no dia 23 de maio de 1430, os seus companheiros fugiram deixando-a cercada pelas tropas inimigas.
Ela foi presa em Marigny e foi vendida a Jean de Luxemburg. Depois foi vendida aos ingleses e ficou presa no castelo de Rouem.
A partir desse momento começou o calvário dessa heroína. Foi traída, vilipendiada, usurpada, e por fim foi julgada pela Igreja como herege. Isso porque dizia conversar com os anjos e santos da própria Igreja e por usar roupas masculinas.
Depois de um julgamento injusto que começou em 21 de fevereiro de 1431, foi condenada a morrer na fogueira inquisitorial no dia 30 de maio de 1431.
Com a idade de 19 anos, na cidade de Rouem, morria a grande heroína francesa, que lutou pela liberdade da França. A espiritualidade sabia da importância que a França tinha como país autônomo, por isso não podia permitir que viesse a ser incorporada pela Inglaterra.
Com Joana D´Arc os homens tiveram noticias de que as visões espirituais são possíveis de acontecer.
Quatrocentos e vinte e seis anos depois de sua morte, o Espiritismo nascia como Doutrina, na própria França, com Allan Kardec, para mostrar à humanidade a comunicação entre os dois mundos: material e espiritual.
 
Irmão X - Nas palavras do caminho
Irmão X conta no livro “Pontos e Contos” da Feb, que os apóstolos Tiago e Matias demandavam Betânia enquanto conversavam sobre Judas e a traição a Jesus.
Tiago disse que Judas queria dirigir o grupo, andar com os rabinos do Templo, cativar os romanos e submeter o Mestre à sua vontade. As coisas não saíram ao seu modo o que culminou na tragédia da cruz. Não merecia perdão pelo que fez
Enquanto andavam notaram que um peregrino se aproximava nimbado de luz. Era Jesus. Os apóstolos se ajoelharam e rogaram a Sua benção e pediram que fossem juntos a Jerusalém. O Divino Mestre disse-lhes então que não estava indo à cidade.
Estava seguindo em missão de auxilio a Judas.
Tiago era o apóstolo que tinha dentro de si arraigados os costumes da Lei de Moisés, o que salvou em muitas ocasiões a Casa do Caminho. Morou em Jerusalém e dirigiu a igreja com Simão Pedro, tentando contornar os problemas que os inimigos proporcionavam. Matias era o sucessor de Judas.
Notemos que os dois estavam seguindo para Betânia, e encontraram Jesus. O Mestre esclarece que está indo para as regiões da espiritualidade onde se encontra Judas Iscariotes, a fim de auxiliá-lo.
Maria Dolores e o Retrato de Mãe
No livro “Momentos de Ouro”, psicografado por Chico Xavier, publicado em 1977 pelo GEEM, Maria Dolores, emérita poetisa, escreve um poema de altíssimo quilate onde mostra o espírito Judas no umbral. O título do poema é “Retrato de Mãe”.
No referido poema ela conta que depois de muito tempo, dos quadros do Calvário, Judas estava cego e errava pelo umbral.
Cansado de remorsos, põe-se a chorar. Nisso, nobre senhora se aproxima e pede o porquê do choro. Ele então conta que era Judas e que havia traído o Mestre, que havia se suicidado, mas que continuava vivo e sofrendo.
A senhora lhe diz que a Bondade do Céu jamais condena e que ali está como sua mãe e que lhe daria uma nova existência.
Mãe?  Não tenho mãe, retruca o suicida. Pois, quando morreu procurou a sua mãe e ela o enxotou mandando-o de volta aos infernos.
Mas a divina senhora lhe disse docemente: quero ver a tua vida novamente revestida de paz e de luz.
Voltarás à Terra, numa nova existência, onde terás o esquecimento e a oportunidade de recomeçar.
Judas, mais calmo, pede à meiga senhora se ela é uma divina mulher ou um anjo de luz.  E ela responde:
- Meu filho, eu sou Maria, sou a mãe de Jesus.
Agora começamos a entender que Maria de Nazaré sempre foi uma das maiores trabalhadoras do Reino dos Céus. Perdoou Judas e foi pessoalmente buscá-lo para que iniciasse a caminhada de 1500 anos, num projeto de remissão de suas culpas, no longo calvário que culminaria em sua redenção.

sábado, 6 de outubro de 2012

Brasil reconhece Chico Xavier... 71,4% dos votos da população!

NO DIA DE ALLAN KARDEC – 3 DE OUTUBRO –, CHICO XAVIER É ELEITO O BRASILEIRO MAIS IMPORTANTE DE TODOS OS TEMPOS
Carlos A. Baccelli
Na noite do dia do nascimento de Allan Kardec, 3 de outubro, Chico
Xavier, em referendo promovido pelo SBT – Sistema Brasileiro de
Televisão –, com 71,4% dos votos, é eleito o “brasileiro mais
importante de todos os tempos”!
Parece, sem dúvida, que o Mundo Espiritual, fora do âmbito do
Movimento Espírita, preparou esta mensagem para todos os brasileiros,
mas, principalmente, para os adeptos do Espiritismo.
Veja quem tenha olhos de ver e ouça quem tenha ouvidos de ouvir!
Concorrendo com dois finalistas, dos considerados 100 maiores
brasileiros da história, Chico, através de escrutínio popular, venceu
a Princesa Isabel, que assinou a “Lei Áurea”, e a Santos Dumont,
denominado o “pai da aviação”. Nas semanas anteriores, em confronto
direto, ele já havia superado a Irmã Dulce, grande missionária da
Bahia, e a Ayrton Senna, um dos maiores desportistas do Brasil e do
mundo.
Sabemos que tal homenagem pouco interessa a Chico, mas, afinal, não é
disto que se trata. Chico Xavier, pela sua vida extraordinária, deixou
de ser ele mesmo, para ser um dos maiores símbolos da Fé de todos os
tempos – e a verdade é que a Humanidade nunca esteve tão carente de Fé
quanto agora!
A vitória de Chico, tampouco, representa a vitória do Espiritismo.
Não, longe disto. A sua vitória foi a vitória da crença na
Imortalidade, da Bondade, da Honestidade, e, sobretudo, do amor a
Jesus Cristo – foi a vitória do Evangelho!...
Tem razão um confrade espanhol de Palma de Maiorca, na Espanha, Pedro
Vaquer, quando, no V ENCONTRO NACIONAL DOS AMIGOS DE CHICO XAVIER E
SUA OBRA, realizado em Votuporanga, Estado de São Paulo, considerou,
em sua fala brilhante, que Francisco Cândido Xavier bem poderia se
chamar “Caridade”!
Notemos que, desde a sua desencarnação, ocorrida em 2002, o Mundo
Espiritual vem trabalhando em torno do que o nome de Chico passou a
representar neste país, fadado a ser “Coração do Mundo” e “Pátria do
Evangelho”. Isto é profundamente sintomático, e tomara que todos nós,
adeptos da Terceira Revelação, compreendamos este recado do Alto, que
deixou de ser implícito para ser o mais explícito possível.
As Obras Mediúnicas da lavra de Chico Xavier devem ser incorporadas à
Codificação, porque, sem elas, o Espiritismo, de fato, não possui a
mesma amplitude doutrinária, que, a partir delas, adquiriu.
Mas, sobretudo, que não nos esqueçamos do que pode a vivência do
Evangelho, qual Chico o demonstrou ao longo de toda a sua laboriosa
existência de 92 janeiros, estabelecendo profundos laços espirituais
com toda uma Nação, que hoje o reverencia como a maior luz que nela já
resplandeceu.

domingo, 1 de julho de 2012

Chico Xavier, cidadão do mundo

CHICO XAVIER, CIDADÃO DO MUNDO - por Richard Simonetti

                               

        O título de cidadania no Brasil, como sabe o prezado leitor, é a horaria concedida por uma Câmara Municipal a alguém cuja ação em determinado setor de atividade trouxe valiosos benefícios à população da cidade.
        Um campeão desses títulos honoríficos, concedidos por centenas de cidades brasileiras, foi Francisco Cândido Xavier. Foram tantos, ao longo de seu luminoso apostolado, que não houve o ensejo de recebê-los pessoalmente.
        Tal aconteceu em Bauru. Por iniciativa do vereador Silvano Navarro, a outorga aconteceu em 1975. Após sua morte há dez anos, em 30 de junho de 2002, a comenda foi entregue à União das Sociedades Espíritas de Bauru, na pessoa de seu presidente, Edgar Miguel, para encaminhamento ao memorial Chico Xavier, que está sendo construído em Pedro Leopoldo, a cidade natal do médium.
        Não raro, esse título honorífico obedece a injunções políticas e nem sempre o homenageado contribuiu legitimamente para o progresso e bem estar da cidade que o concede.
        Não é o caso de Chico Xavier, cuja obra literária e exemplos de comportamento legitimamente cristão inspiraram muitos espíritas à realização de abençoado trabalho de atendimento à população carente de Bauru (SP).
        Se o movimento espírita em nossa cidade tem o respeito e a admiração da coletividade bauruense, em face do trabalho filantrópico que realiza, deva-se isso, em grande, parte a Chico Xavier. Bauru é apenas uma das centenas de cidades que hoje ostentam portentosas organizações espíritas de assistência e promoção social, sob a inspiração dos livros psicografados por Chico Xavier.
        Em cada instituição espírita em nossa terra há um pouco dele, de sua vivência, das orientações que transmitia de grandes mentores espirituais como Emmanuel, André Luiz, Bezerra de Menezes…
        Chico enfatizava que o Espírita não pode ignorar a necessidade básica de participar de obras que visem o bem estar do indivíduo e da sociedade, lembrando a bandeira da Doutrina Espírita, desfraldada por Allan Kardec: Fora da caridade não há salvação.
        Sempre que alguém lhe falava do início das atividades de um Centro Espírita, longo indagava:
        – E o trabalho pelos carentes, já começou?
        Reportando-se à responsabilidade do conhecimento doutrinário, alertava os confrades:
        – Jamais vi, em meus contatos com o Mundo Espiritual, um espírita que me dissesse estar contente com sua situação. Todos lamentam, e muito, não terem feito o que podiam, enquanto encarnados.
        Fico imaginando se todas as instituições religiosas, igrejas e templos, tivessem essa mesma bandeira, convocando seus adeptos a saírem á campo, a buscarem a periferia das cidades, empenhados em ajudar o próximo. Acabaríamos com a miséria, o infortúnio, a violência, o sofrimento das famílias carentes…
        Muito mais do que cidadão honorário de centenas de cidades, Chico Xavier foi um cidadão do Mundo, ombreando com os mais sinceros e devotados aprendizes do Evangelho, conscientes de que a recomendação maior de Jesus é que nos amemos uns aos outros, fazendo pelo próximo todo o bem que desejaríamos nos fosse feito.
        Estou certo de que essa comenda lhe foi entregue pessoalmente pelo Cristo.

10 anos sem Chico Xavier

"O maior e mais prolífico médium psicógrafo do mundo, Francisco Cândido Xavier em todas as épocas nasceu em Pedro Leopoldo, modesta cidade de Minas Gerais, Brasil, em 2 de abril de 1910. Viveu, desde 1959, em Uberaba, no mesmo Estado, desencarnando no dia 30 de junho de 2002, dia em que o Brasil sagrou-se pentacampeão mundial de futebol. Seu desenlace ocorreu pacificamente, no próprio lar, onde foi encontrado sereno, ainda em atitude de prece a Deus. Conforme revelara a amigos mais íntimos, tinha o desejo de partir num dia em que o "povo brasileiro estivesse muito feliz".
Chico Xavier com 17 anos

"Completou o curso primário, apenas. 

Pais: João Cândido Xavier e Maria João de Deus, desencarnados em 1960 e 1915, respectivamente. Infância difícil; foi caixeiro de armazém e modesto funcionário público, aposentado desde 1958.
Em 8 de julho de 1927 participa de sua primeira reunião espírita. Até 1931 recebe muitas poesias e mensagens, várias das quais saíram a público, estampadas, à revelia do médium, em jornais e revistas, como de autoria de F. Xavier. Nesse mesmo ano, vê, pela primeira vez, o Espírito Emmanuel, seu inseparável mentor espiritual até hoje.

"Na noite de domingo de 30 de junho ...
O menino Chico

Desde os 4 anos de idade o menino Chico teve a sua vida assinalada por singulares manifestações. Seu pai chegou, inclusive, a crer que o seu verdadeiro filho havia sido trocado por outro... Aquele seu filho era estranho!...

De formação católica, o garoto orava com extrema devoção, conforme lhe ensinara D. Maria João de Deus, a querida mãezinha, que o deixaria órfão aos 5 anos. Dentro de grandes conflitos e extremas dificuldades, o menino ia crescendo, sempre puro e sempre bom, incapaz de uma palavra obscena, de um gesto de desobediência. As "sombras" amigas, porém, não o deixavam...

Conversava com a mãezinha desencarnada, ouvia vozes confortadoras. Na escola, sentia a presença delas, auxiliando-o nas tarefas habituais. O certo é que os seus primeiros anos o marcaram profundamente; ele nunca os esqueceu... A necessidade de trabalhar desde cedo para auxiliar nas despesas domésticas foi, em sua vida, conforme ele mesmo o diz, uma bênção indefinível.

Sim, a doença também viera precocemente fazer-lhe companhia. Primeiro os pulmões, quando trabalhava na tecelagem; depois os olhos; depois a angina.

Início de seu mediunato 

Chico Xavier iniciou, publicamente, seu mandato mediúnico em 8 de julho de 1927, em Pedro Leopoldo. Contando 17 anos de idade, recebeu as primeiras páginas mediúnicas. Em noite memorável, os Espíritos deram início a um dos trabalhos mais belos de toda a história da humanidade. Dezessete folhas de papel foram preenchidas, celeremente, versando sobre os deveres do espírita-cristão.

Depoimento de Chico Xavier: 

(...) "Era uma noite quase gelada e os companheiros que se acomodavam junto à mesa me seguiram os movimentos do braço, curiosos e comovidos. A sala não era grande, mas, no começo da primeira transmissão de um comunicado do mais Além, por meu intermédio, senti-me fora de meu próprio corpo físico, embora junto dele. No entanto, ao passo que o mensageiro escrevia as dezessete páginas que nos dedicou, minha visão habitual experimentou significativa alteração. As paredes que nos limitavam o espaço desapareceram.

O telhado como que se desfez e, fixando o olhar no alto, podia ver estrelas que tremeluziam no escuro da noite. Entretanto, relanceando o olhar no ambiente, notei que toda uma assembléia de entidades amigas me fitavam com simpatia e bondade, em cuja expressão adivinhava, por telepatia espontânea, que me encorajavam em silêncio para o trabalho a ser realizado, sobretudo, animando-me para que nada receasse quanto ao caminho a percorrer."

Imagem do velório do médium
Emmanuel e duas orientações para o resto de sua vida

O Espírito Emmanuel, nos primórdios da mediunidade de Chico Xavier, deu-lhe duas orientações básicas para o trabalho que deveria desempenhar. Fora de qualquer uma delas, tudo seria malogrado. Eis a primeira. - "Está você realmente disposto a trabalhar na mediunidade com Jesus?"

Sim, se os bons espíritos não me abandonarem... -respondeu o médium. - Não será você desamparado - disse-lhe Emmanuel - mas para isso é preciso que você trabalhe, estude e se esforce no bem. - E o senhor acha que eu estou em condições de aceitar o compromisso? - tornou o Chico. - Perfeitamente, desde que você procure respeitar os três pontos básicos para o Serviço...

Porque o protetor se calasse, o rapaz perguntou: - Qual é o primeiro? A resposta veio firme: - Disciplina. - E o segundo? - Disciplina. - E o terceiro? - Disciplina."

A segunda mais importante orientação de Emmanuel para o médium é assim relembrada: - "Lembro-me de que num dos primeiros contatos comigo, ele me preveniu que pretendia trabalhar ao meu lado, por tempo longo, mas que eu deveria, acima de tudo, procurar os ensinamentos de Jesus e as lições de Allan Kardec e, disse mais, que, se um dia, ele, Emmanuel, algo me aconselhasse que não estivesse de acordo com as palavras de Jesus e de Kardec, que eu devia permanecer com Jesus e Kardec, procurando esquecê-lo."

Produção literária 

Em 1932 publica a FEB seu primeiro livro, o famoso "Parnaso de Além-Túmulo"; hoje com 416... livros psicografados. Várias delas estão traduzidas e publicadas em castelhano, esperanto, francês, inglês, japonês, grego, etc. De moral ilibada, realmente humilde e simples, Chico Xavier jamais auferiu vantagens, de qualquer espécie, da mediunidade.

Sua vida privada e pública tem sido objeto de toda especulação possível, na informação falada, escrita e televisionada. Apodos e críticas ferinas, têm-no colhido de miúdo, sabendo suportá-los com verdadeiro espírito cristão. Viajou com o médium Waldo Vieira aos Estados Unidos e à Europa, onde visitaram a Inglaterra, a França, a Itália, a Espanha e Portugal, sempre a serviço da Doutrina Espírita.

Chico Xavier é hoje uma figura de projeção nacional e internacional, suas entrevistas despertam a atenção de milhares de pessoas, mesmo alheias ao Espiritismo; tem aparecido em programas de TV, respondendo a perguntas as mais diversas, orientando as respostas pelos postulados espíritas. Já recebeu o título de Cidadão Honorário de várias cidades: São José do Rio Preto, São Bernardo do Campo, Franca, Campinas, Santos, Catanduva, em São Paulo; Uberlândia, Araguari e Belo Horizonte, em Minas Gerais; Campos, no Estado do Rio de Janeiro, etc., etc.

Dos livros que psicografou já se venderam mais de 12 milhões de exemplares, só dos editados pela FEB, em número de 88. "Parnaso de Além-Túmulo", a primeira obra publicada em 1932, provocou (e comprovou) a questão da identificação das produções mediúnicas, pelo pronunciamento espontâneo dos críticos, tais como Humberto de Campos, ainda vivo na época, Agripino Grieco, severo crítico literário, de renome nacional, Zeferino Brasil, poeta gaúcho, Edmundo Lys, cronista, Garcia Júnior, etc.
Imagens do Seriado Chico Chavier
Prefaciando "Parnaso de Além-Túmulo", escreveu Manuel Quintão: "Romantismo, Condoreirismo, Parnasianismo, Simbolismo, aí se ostentam em louçanias de sons e de cores, para afirmar não mais subjetiva, mas objetivamente, a sobrevivência de seus intérpretes. É ler Casimiro e reviver 'Primaveras'; é recitar Castro Alves e sentir 'Espumas Flutuantes'; é declamar Junqueiro e lembrar a 'Morte de D. João'; é frasear Augusto dos Anjos e evocar 'Eu'."

Romances históricos formam a série Romana, de Emmanuel, composta de: "Há 2000 Anos...", "50 Anos Depois", "Ave, Cristo!", "Paulo e Estevão", provocando a elaboração do "Vocabulário Histórico-Geográfico dos Romances de Emmanuel", de Roberto Macedo, estudo elucidativo dos eventos históricos citados nas obras. "Há 2000 Anos..." é o relato da encarnação de Emmanuel à época de Jesus. De Humberto de Campos (Espírito), aparece, em 1938, o profético e discutido "Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho", uma história de nossa pátria e dos fatos e ela ligados, em dimensão espiritual.

A série André Luiz é reveladora, doutrinária e científica; com obras notáveis e a maioria completa, no tocante à vida depois da desencarnação, obras anteriores, de Swedenborg, A. Jackson Davis, Cahagnet, G. Vale Owen e outros. Pertencem a essa série: "Nosso Lar", "Os Mensageiros", "Missionários da Luz", "Obreiros da Vida Eterna", "No Mundo Maior", "Agenda Cristã", "Libertação", "Entre a Terra e o Céu", "Nos Domínios da Mediunidade", "Ação e Reação", "Evolução em dois Mundos", "Mecanismos da Mediunidade", "Conduta Espírita", "Sexo e Destino", "Desobsessão", "E a Vida Continua...".

A extraordinária capacidade mediúnica de Chico Xavier está comprovada pela grande quantidade de autores espirituais, da mais elevada categoria, que por seu intermédio se manifestam. Vários de seus livros foram adaptados para encenação no palco e sob a forma de radionovelas e telenovelas. O dom mediúnico mais conhecido de Francisco Xavier é o psicográfico. Não é, todavia, o único. Tem ele, e as exercita constantemente, outras mediunidades, tais como: psicofonia, vidência, audiência, receitista, e outras.

Sua vida, verdadeiramente apostolar, dedicou-a, o médium, aos sofredores e necessitados, provindos de longínquos lugares e também aos afazeres medianeiros, pelos quais não aceita, em absoluto, qualquer espécie de paga. Os direitos autorais ele os tem cedido graciosamente a várias Editoras e Casas Espíritas, desde o primeiro livro. Sua vida e sua obra têm sido objeto de numerosas entrevistas radiofônicas e televisadas e de comentários em jornais e revistas, espíritas ou não e em livros.

Na tarefa mediúnica "Pergunta - Em seu primeiro encontro com Emmanuel, ele enfatizou muito a disciplina. Teria falado algo mais? Resposta - Depois de haver salientado a disciplina como elemento indispensável a uma boa tarefa mediúnica, ele me disse: 'Temos algo a realizar.' Repliquei de minha parte qual seria esse algo e o benfeitor esclareceu: 'Trinta livros pra começar!' Considerei, então: como avaliar esta informação se somos uma família sem maiores recursos,

Além do nosso próprio trabalho diário e a publicação de um livro demanda tanto dinheiro!... Já que meu pai lidava com bilhetes de loteria, eu acrescentei: será que meu pai vai tirar a sorte grande? Emmanuel respondeu: 'Nada, nada disso. A maior sorte grande é a do trabalho com a fé viva na Providência de Deus. Os livros chegarão através de caminhos inesperados!'

Algum tempo depois, enviando as poesias de "Parnaso de Além- Túmulo" para um dos diretores da Federação Espírita Brasileira, tive a grata surpresa de ver o livro aceito e publicado, em 1932. A este livro seguiram-se outros e, em 1947, atingimos a marca dos 30 livros. Ficamos muito contentes e perguntei ao amigo espiritual se a tarefa estava terminada. Ele, então, considerou, sorrindo: 'Agora, começaremos uma nova série de trinta volumes!' Em 1958, indaguei-lhe novamente se o trabalho finalizara. Os 60 livros estavam publicados e eu me encontrava quase de mudança para a cidade de Uberaba, onde cheguei a 5 de janeiro de 1959.

O grande benfeitor explicou-me, com paciência: "Você perguntou, em Pedro Leopoldo, se a nossa tarefa estava completa e quero informar a você que os mentores da Vida Maior, perante os quais devo também estar disciplinado, me advertiram que nos cabe chegar ao limite de cem livros." Fiquei muito admirado e as tarefas prosseguiram.

Quando alcançamos o número de 100 volumes publicados, voltei a consultá-lo sobre o termo de nossos compromissos. Ele esclareceu, com bondade: "Você não deve pensar em agir e trabalhar com tanta pressa. Agora, estou na obrigação de dizer a você que os mentores da Vida Superior, que nos orientam, expediram certa instrução que determina seja a sua atual reencarnação desapropriada, em benefício da divulgação dos princípios espíritas-cristãos, permanecendo a sua existência, do ponto de vista físico, à disposição das entidades espirituais que possam colaborar na execução das mensagens e livros, enquanto o seu corpo se mostre apto para as nossas atividades."

Muito desapontado, perguntei: então devo trabalhar na recepção de mensagens e livros do mundo espiritual até o fim da minha vida atual? Emmanuel acentuou: "Sim, não temos outra alternativa!" Naturalmente, impressionado com o que ele dizia, voltei a interrogar: e se eu não quiser, já que a Doutrina Espírita ensina que somos portadores do livre arbítrio para decidir sobre os nossos próprios caminhos? Emmanuel, então, deu um sorriso de benevolência paternal e me cientificou: "A instrução a que me refiro é semelhante a um decreto de desapropriação, quando lançado por autoridade na Terra.

Se você recusar o serviço a que me reporto, segundo creio, os orientadores dessa obra de nos dedicarmos ao Cristianismo Redivivo, de certo que eles terão autoridade bastante para retirar você de seu atual corpo físico!" Quando eu ouvi sua declaração, silenciei para pensar na gravidade do assunto, e continuo trabalhando, sem a menor expectativa de interromper ou dificultar o que passei a chamar de "Desígnios de Cima."

(Fonte: "O Espírita Mineiro", número 205, abril/junho de 1988.) Palavras de Chico Xavier ao contemplar 40 anos de mediunidade "Estes quarenta anos de mediunidade passaram para o meu coração como se fossem um sonho bom. Foram quarenta anos de muita alegria, em cujos caminhos, feitos de minutos e de horas e de dias, só encontrei benefícios, felicidade, esperanças, otimismo, encorajamento da parte de todos aqueles que o Senhor me concedeu, dos familiares, irmãos, amigos e companheiros.

Quarenta anos de felicidade que agradeço a Deus em vossos corações, porque sinto que Deus me os concedeu nos vossos corações, que representam outros muitos corações que estão ausentes de nós. Agora, sinto que Deus me concedeu por vosso intermédio uma vida tocada de alegrias e bênçãos, como eu não poderia receber em nenhum outro setor de trabalho na Humanidade. Beijo-vos, assim, as mãos, os corações. Quanto ao livro, devo dizer que, certa feita, há muitos anos, procurando o contato com o Espírito de nosso benfeitor Emmanuel, ao pé de uma velha represa, na terra que me deu berço na presente encarnação, muitas vezes chegava ao sítio, pela manhã, antes do amanhecer.

E quando o dia vinha de novo, fosse com sol, fosse com chuva, lá estava, não muito longe de mim, um pequeno charco. Esse charco, pouco a pouco se encheu de flores, pela misericórdia de Deus, naturalmente. E muitas almas boas, corações queridos, que passavam pelo mesmo caminho em que nós orávamos, colhiam essas flores e as levavam consigo com transporte de alegria e encantamento. Enquanto que o charco era sempre o mesmo charco. Naturalmente, esperando também pela misericórdia de Deus, para se transformar em terra proveitosa e mais útil.

Creio que nesses momentos, em que ouço as palavras desses corações maravilhosos, que usaram o verbo para comentar o aparecimento desses cem livros, agora cento e dois livros, lembro este quadro que nunca me saiu da memória, para declarar-vos que me sinto na condição do charco que, pela misericórdia de Deus, um dia recebeu essas flores que são os livros e que pertencem muito mais a vós outros do que a mim.

Rogo, assim, a todos os companheiros, que me ajudem através da oração, para que a luta natural da vida possa drenar a terra pantanosa que ainda sou, na intimidade do meu coração, para que eu possa um dia servir a Deus, de conformidade com os deveres que a Sua infinita misericórdia me traçou. E peço, então, permissão, em sinal de agradecimento, já que não tenho palavras para exprimir a minha gratidão. Peço-vos, a todos, licença para encerrar a minha palavra despretensiosa, com a oração que Nosso Senhor Jesus Cristo nos legou".

(Fonte: "O Espírita Mineiro", número 137, abril/maio/junho de 1970.) Considerações finais Em 1997, Chico Xavier completou 70 anos de incessante atividade mediúnica, da maior significação espiritual, em prol da Humanidade, abrangendo seus mais diversos segmentos.

Francisco Cândido Xavier psicografou mais de 400 (quatrocentas) obras mediúnicas, de centenas de autores espirituais, abarcando os mais diversos e diferentes assuntos, entre poesias, romances, contos, crônicas, história geral e do Brasil, ciência, religião, filosofia, literatura infantil, etc. Fiel ao princípio Crístico do "dai de graça o que de graça recebestes", jamais usufruiu dos direitos autorais provenientes de seu extraordinário dom mediúnico, sempre, ao contrário, repassando-os, em cartório, à editoras de divulgação espírita e inúmeras obras assistenciais.

Chico Xavier partiu, mas o testemunho de sua existência permanecerá como diretriz segura para todos os que esposam os ideais espíritas e cristãos, sobretudo aos que, voluntariamente, se vêem comprometidos com a difícil tarefa do intercâmbio mediúnico. Sua constrangedora humildade e seu desapego, dificilmente compreendidos até para muitos confrades, foi a mais notável e marcante exteriorização da grandiosidade de seu espírito.

A verdade é que, depois de Allan Kardec, Chico Xavier sempre representou a árvore da revelação espírita, que foi transportada da França para o Brasil. Sua obra mediúnica sintetiza inestimável legado para as gerações futuras. Como dignos missionários do mundo espiritual, Chico e Kardec se identificam em muitos pontos, sobretudo, na incomum capacidade de produção literária. Ambos deixaram uma vastíssima obra de inusitado conteúdo moral-cultural. É notável ainda a absoluta fidelidade aos compromissos espirituais assumidos bem como ao perfeito equilíbrio do tríplice aspecto doutrinário do espiritismo.

Outra particularidade entre os dois foi a de jamais se rebaixarem ao nível de seus opositores e inimigos gratuitos, mantendo-se sempre muito acima em dignidade e fraternidade. Fortalecidos na mais pura moral cristã deram seu testemunho de serviço incondicional à humanidade, acreditando verdadeiramente na força delicada e transformadora do bem que os motivava. A grandeza de Chico, assim como a de Kardec, podem ser avaliadas claramente no testemunho explícito de suas vidas e suas obras, porque de boas árvores somente colhe-se bons frutos.

Ambos representam uma extraordinária referência para o redirecionamento espiritual do homem atormentado dos dias atuais. Personificam nítida concessão da misericórdia divina para o aclaramento das cogitações de nossas mentes e corações. No triste palco do mundo, nesses últimos tempos, as vozes de Chico e Kardec foram as que ecoaram de forma mais despojada e cristalina o brado revitalizador do cristianismo, "em espírito e verdade", tal como vislumbrara o divino Mestre.

Prezado Irmãos Aos 5 anos, este menino teve a sua primeira visão. Atrás de uma bananeira, viu e ouviu a voz de sua querida mãezinha (Dona Maria de São João de Deus e disse: - "Mamãe, fique comigo... Carregue-me com a Senhora... "Assim começou a mediunidade do menino FRANCISCO.

'Era 08 de julho o de 1927 o jovem Francisco recebia a sua primeira psicografia e em 1932, foi publicado o seu primeiro livro "Parnaso de Além-Túmulo, assustando assim a todos, pois com apenas o quarto ano primário recebe mensagens de grandes vultos de nossa Literatura Brasileira. Hoje, com 416 livros já publicados estamos com saudade de CHICO XAVIER. sabendo que ele continua sua tarefa ao fado de Jesus.

'Nós do Grupo Espírita da Prece de "Chico Xavier" que acompanhamos por muitos anos o tarefeiro do amor em seus trabalhos, não poderíamos deixar de homenageá-lo. Pedimos a todos companheiros de ideais e amigos do nosso querido CHICO, que nesta data tão significativa, façamos uma grande corrente ecumênica, pedindo a NOSSA Mãe Santíssima e ao nosso irmão maior JESUS, que continue lhe dando as forças que ele deixou e continua dando a todos com seus exemplos Cristãos, continuando a sua sublime missão: Deixar a todos nós a sua palavra de coragem, confiança, fé deste Aposto do nosso Divino Amado JESUS.

Apesar dos problemas e o mais importante pela missão diante da humanidade que Chico Xavier veio pra desempenhar ele teve 5 moratórias e isso significa o quanto ele era e é importante para toda a humanidade um verdadeiro emissário de Jesus.