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sábado, 27 de outubro de 2012

Crianças especiais e os desafios da inclusão à luz da ciência e do Espiritismo

                 Entrevista sobre Síndrome de Down

“A inclusão das crianças especiais na sala de aula é o maior desafio”
A educadora carioca fala sobre as
Psicóloga, professora associada da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense e doutora em Educação pela PUC/SP, Cristina Maria Carvalho Delou (foto), nascida e residente no Rio de Janeiro, integra o Grupo Espírita Fabiano, no qual é diretora do Departamento de Evangelização Infanto-Juvenil. De família espírita, tem trabalhos publicados na área profissional, atua na instituição espírita com crianças, jovens e adultos e também em palestras e grupos de estudos.

O Consolador: Por que seu interesse na temática crianças especiais?Eu sempre quis ser professora e descobri muito cedo que as crianças têm ritmos diferenciados de aprendizagem. Eu comecei a evangelizar no Grupo Espírita André Luiz quando tinha 12 anos, sob a supervisão da minha tia Icléa, professora e responsável pela evangelização infantil na época. Enquanto algumas crianças eram capazes de contar a história do nascimento de Jesus na mesma aula, outras chegavam ao final do ano como se nunca tivessem ouvido falar em Jesus. Eram crianças de 5, 6 anos, ou seja, do Jardim, e isto me marcou profundamente. Quando decidi pela Psicologia, procurei conhecer o que havia de atendimento para crianças com deficiência intelectual (APAE, Pestalozzi, Centro Educacional Deolindo Couto, Clínica das Amendoeiras, entre outras). Formei-me e comecei logo o mestrado em Educação na UERJ. Lá fui convidada pela professora Marsyl a participar de um grupo de pesquisa com alunos superdotados. Fiquei e vejo que esta área é tão cheia de preconceitos como a das crianças com deficiência. Estou nela até hoje.


O Consolador: Além da experiência profissional no trato com esse tema, como o conhecimento espírita contribui para sua atuação nessa área?O conhecimento espírita é fundamental. A lei de causa e efeito e a reencarnação explicam o que a ciência não consegue ainda explicar. A ciência não tem respostas para justificar as causas das diferenças. Alguns quadros podem ser atribuídos a vírus, como a cegueira por toxoplasmose ou sífilis. Algumas paralisias ficam por conta dos acidentes de parto pra, peri ou posnatal. A surdez por conta de alguma intercorrência durante a gravidez como a rubéola ou ainda pelo uso demasiado de antibiótico na primeira infância. Sabemos que a Síndrome de Down apresenta um cromossomo a mais no par 21 e que o Transtorno de Asperger é um tipo brando de autismo, mas a verdadeira causa a ciência não sabe. No primeiro caso, o acaso ainda é uma explicação aceita. Em relação à inteligência, a ciência ainda não respondeu, também, quais são as causas de tanta diferença entre os seres humanos. Muitos estudos já foram feitos comparando-se irmãos gêmeos criados juntos ou separadamente para avaliar a interferência do meio sobre o desenvolvimento intelectual, mas a rigor todas as explicações dão conta de alguns casos, mas não da totalidade. A neurociência vem avançando em relação aos estudos do cérebro e, quem sabe, avançaremos um pouco mais no conhecimento científico.

O Consolador: Que dizer da realidade nacional e internacional, atualmente, no trato com as crianças especiais?Atualmente a realidade é muito interessante. Historicamente, as crianças especiais sempre foram excluídas e para alguns elas ficavam bem nas instituições especializadas. A verdade é que elas não se desenvolviam social ou intelectualmente falando. Os seus pares não representavam desafios a vencer. Desde 1990, quando a UNESCO reuniu os países devedores do FMI em Jomtiem, na Tailândia, o Brasil estava lá e assumiu compromisso com a inclusão, mas não cumpriu. Em 1994, na Espanha, nosso País assinou a Declaração de Salamanca e daí em diante não parou mais. Ou seja, se a humanidade não aceita o diferente, a espiritualidade superior, responsável pelo mundo de regeneração, inspira os encarnados a agirem com o "determinismo" necessário a beneficiar os que precisam encarnar para prosseguir no seu processo evolutivo. As crianças especiais são Espíritos encarnados em situação de prova ou expiação, conforme nos ensina O Livro dos Espíritos, pergs. 367-378, ou em missão, como podemos ver em O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VII, Instrução dos Espíritos, item 13. Elas precisam reencarnar e conviver em sociedade para completarem suas habilidades conosco. O Livro dos Espíritos, perg. 768, fala-nos disso.
O Consolador: Na evolução havida, inclusive do termo - de excepcional para especial -, no trato com essa realidade presente em muitas famílias, qual o item que mais pode ser destacado?
Vou destacar aqui a questão dos termos, pois trata-se de assunto muito importante. Os termos são sempre questionados, mudados, na esperança de contribuir com a diminuição do preconceito. Mas o preconceito é a expressão dos nossos sentimentos de rejeição em relação ao outro. Enquanto for assim, não haverá palavras que resolvam a insatisfação com os termos. Veja: Kardec, professor sempre atualizado, usou os termos médicos em voga até a metade do século XX. Hoje as palavras são expressão de preconceito. A mesma coisa a palavra excepcional, cunhada por dona Helena Antipoff para falar de sua admiração em relação aos talentos das crianças com deficiência intelectual no Brasil pobre de 1930. Contudo, a falta de amor por si mesmo e pelo próximo associada à rejeição das verdades da vida espiritual faz com que os sentimentos de rejeição ainda sejam tão cristalizados na humanidade. Para as famílias isto causa um sofrimento muito grande porque enquanto houver preconceito em relação ao diferente haverá exclusão. E aqui tanto faz ser deficiente ou talentoso – a rejeição expressa o incômodo ou a inveja, ambos expressões de preconceito.

O Consolador: Que dizer da questão da inclusão, especialmente nas salas de aula?Bem, a inclusão nas salas de aulas é o maior desafio. Escola é direito humano. Aprendemos com os Espíritos que no nosso estágio evolutivo o progresso moral decorre do progresso intelectual, mas nem sempre o segue imediatamente, conforme nos ensina O Livro dos Espíritos, questão 780. Se estamos encarnados e precisamos da escola para as aprendizagens formais que nos auxiliam na construção das funções superiores da cognição, porque a partir daí passamos a ter condições de discernir entre o certo e o errado, evitando retardar mais ainda a nossa evolução, como é que os Espíritos que estão reencarnados em condições especiais poderão desenvolver suas capacidades cognitivas se a resistência à sua presença nas salas de aula é geral?
A inclusão entendida como medida imposta pelo governo federal para a escola tem sido motivo de resistência muito grave. O professor alega que não tem formação para realizar a inclusão, e não tem consciência de que esta resistência é a expressão mais pura do seu preconceito contra o diferente. Matrícula na escola não garante a inclusão. O conceito é novo e significa mudança social para que as crianças especiais possam se desenvolver aos níveis mais elevados da sua real capacidade, tanto os deficientes como os superdotados.

O Consolador: Das orientações espirituais havidas sobre a questão, qual é a mais expressiva em sua opinião?É a de que muitos desses Espíritos erraram por terem sido mal orientados por seus responsáveis (pais ou professores) ou por terem sofrido desilusões, traições nas relações amorosas. Ou seja, eles erraram porque nós os induzimos ao erro. Hoje, eles reencarnam nossos filhos, alunos, amores, para que nós os ajudemos a reconstruir seus caminhos. É um trabalho de amor, mas que demanda formação específica porque é muito difícil mudar clichês mentais cristalizados no ódio, na alienação mental, ou nos vícios que alimentamos por tempos incontáveis. Muitos desses Espíritos estão reencarnados com grandes possibilidades de aprendizagem. Vejam as pessoas com Síndrome de Down que desejam casar. Se antes eles não sobreviviam para além dos 15, 16 anos de idade, não se alfabetizavam, hoje eles já podem aproveitar a reencarnação para refazer seus vínculos, conseguem aprender com mais aproveitamento. E os que têm Transtorno de Asperger, tão talentosos, que acabam aceitando o fato de que o talento os ajuda a melhorar as condições de vida em sociedade. Em ambos os casos, isto só é possível quando as pessoas trabalham juntas, construtivamente, na ruptura das barreiras sociais, atitudinais etc. Quem construiu barreiras, hoje tem que demoli-las.

O Consolador: Que contribuição a casa espírita pode oferecer para pessoas especiais e suas famílias, considerando-se que ainda não há uma estrutura para tais casos?
A casa espírita pode oferecer consolo para os que ainda estão revoltados e não aceitam seus filhos como são. Podem esclarecer e libertar as almas dos conflitos que carregam pela culpa que o desconhecimento alimenta. Muito frequentemente, as mães sentem-se culpadas, são abandonadas porque tiveram um filho especial. A casa espírita pode apoiá-las, mostrando os mecanismos pedagógicos que a Providência Divina permite para que nós vençamos a nós mesmos. Além disso, as casas espíritas precisam receber as pessoas especiais com cidadania e respeito, adequando os espaços físicos para todos: rampas, portas largas, banheiros adaptados, livros espíritas em Braille, audiolivros, intérpretes da Língua Brasileira de Sinais durante as palestras para que pessoas surdas passem a frequentar nossas reuniões, tecnologia assistiva para os que não falam pelo aparelho fonador, avanço de aprendizagem para as crianças e adolescentes precoces e oportunidade de trabalho no bem para todos. Qualquer um pode fazer o bem na casa espírita e a casa espírita é lugar para se fazer o bem sem exceção. Cada pequeno avanço que a criança ou o jovem especial faça é muito para o seu progresso espiritual. A nossa responsabilidade é a de participar ativamente deste processo.


O Consolador: Nota-se que a temática tem sido pouco abordada no meio espírita. Falta estímulo para ampliar o estudo do tema?Não, eu acho que falta é consciência mesmo da presença deste assunto em nossas instituições. Tenho realizado alguns seminários para evangelizadores, tendo a participação de lideranças importantes do meio espírita e o que tenho tido de retorno é a perplexidade por não terem registrado tais questões em suas mentes. Além disso, também há o preconceito entre nós que não aceitamos barulho durante as reuniões públicas e crianças especiais que não estão habituadas à casa espírita fazem barulho. Logo, os pais percebem que a criança não é bem-vinda. Temos que superar este velho pensamento de exclusão e trazer os nossos amores para relembrarem as mensagens do Cristo, para conhecerem os ensinos dos Espíritos, para se reconhecerem como filhos de Deus, almas em evolução, com livre-arbítrio, que precisam se perdoar e perdoar a todos com quem ainda têm algum tipo de rusga.  Lembremos ainda que muitas crianças e jovens especiais sofrem com os processos obsessivos e a evangelização, o passe, a oração, o culto no lar são terapêuticas essenciais para o socorro necessário.

O Consolador: Por favor, acrescente algum ângulo do tema não indagado aqui e que julga importante ser citado.Gostaria de lembrar que os Espíritos endividados estão tendo uma oportunidade fantástica de voltarem ao corpo de carne para se reajustarem com a Criação. Embora o avanço das tecnologias da informação e da comunicação permita reconhecer os altos níveis de inteligência de pessoas com graves deficiências físicas, suas encarnações têm sido muito difíceis pelas próprias condições em que elas vivem. É preciso compreender que a tecnologia também foi criada para facilitar a comunicação dessas pessoas. Se para a pessoa com tetraplegia uma cadeira de rodas é fundamental para a autonomia nos deslocamentos, o computador portátil é essencial para a comunicação oral por meio dos sintetizadores de voz. Embora matriculados nas escolas, crianças e jovens especiais, deficientes e talentosos, ainda são invisíveis aos olhos dos professores. É preciso falar mais sobre este assunto de modo que nos conscientizemos da realidade da vida do Espírito. As obras de André Luiz, Emmanuel, Yvonne Pereira, entre outros, trazem exemplos que podem se transformar em estudos de casos para as reuniões públicas e as de evangelização de crianças e jovens, orientando e prevenindo quedas recorrentes.

O Consolador: Suas palavras finais.Eu gostaria de encerrar dizendo da importância de estudar Kardec e os demais corações que trouxeram ensinamentos coerentes com as obras da Codificação: André Luiz, Emmanuel, Victor Hugo, entre outros que escreveram por meio de médiuns respeitáveis. Reflitamos sobre o que os Espíritos revelaram nas obras já mencionadas para que possamos compreender o nosso papel na vida em sociedade nos tempos atuais. Professores espíritas não podem fazer coro ao materialismo, praticando a exclusão em sala de aula porque não foram formados para as práticas pedagógicas inclusivas. Todos nós estamos em evolução e aperfeiçoamento, logo precisamos despertar. Que tenhamos olhos de ver e ouvidos de ouvir. Que saibamos utilizar a nossa inteligência. Que sejamos agradecidos a Deus pelos talentos que já desenvolvemos e podemos usar para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas maravilhosas, que nos ensinam a cada dia a importância de amarmos a Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.
Fonte: www.oconsolador.com

domingo, 14 de outubro de 2012

Pineal: Glândula da Vida Espiritual do Homem



A epífise neural ou glândula pineal ou simplesmente pineal é uma pequenaglândula endócrina localizada perto do centro do cérebro, entre os dois hemisférios. Apesar das funções desta glândula serem muito discutidas, parece não haver dúvidas quanto ao importante papel que ela exerce na regulação dos chamados ciclos circadianos,que são os ciclos vitais (principalmente o sono) e no controle das atividades sexuais e de reprodução. Em torno do 4º e 5º mês de vida intra-uterina a glândula Pineal já apresenta células e tecido de sustentação, alcançando 2mm de diâmetro. Durante este período, via de regra o espírito reencarnante começa a perder a consciência atingindo rapidamente a total inconsciência. Na pineal é que as expansões energéticas do perispírito prendem-se mais profundamente, sendo por isto chamada "a glândula da vida espiritual" Não existindo duas pessoas com uma Pineal igual a outra, como nas impressões digitais.

À medida que o desenvolvimento da Pineal se processa cada vez mais se acentua a união com as energias espirituais que impulsionam todo o desenvolvimento fetal modelado pelas matrizes perispirituais.

As modificações que ocorrem na glândula pineal são observáveis até os dois anos de idade. Daí até 6 ou 7 anos, as transformações são muito lentas. É exatamente neste período entre 6 ou 7 anos que a reencarnação poderia ser considerada como definitiva pois o espírito passa a ter fixação completa ao organismo biológico e principalmente à Pineal. A pineal está localizada no meio do cérebro, na altura dos olhos. Ela é um órgão cronobiológico, um relógio interno. Como ela faz isso? Captando as radiações do sol e da lua. A pineal obedece a estímulos externos e internos.
Por exemplo, o Sol é um estímulo externos que regem as noções de tempo e que influencia a pineal, regendo o ciclo de sono e de vigília, quando esta glândula secreta o hormônio melatonina. Isso dá ao organismo a referência de horário. Os estímulo internos são os genes, trazendo o perfil de ritmo regular de cada pessoa.

Também produz naturalmente traços do químico dimetiltriptamina (ou DMT), que é alucinógeno (encontrado no chá Ayahuasca).

Para termos um sono reparador é necessário que a Melatonina seja secretada adequadamente pela pineal e supõe-se ainda que outras funções sejam exercidas por este hormônio, tais como a de regulação térmica do organismo e alterações do comportamento sexual.

A produção da Melatonina esta diretamente ligada à presença da luz. Quando a luz incide na retina o nervo óptico e as demais conexões neuronais levam até a glândula pineal essas informações inibindo a produção do hormônio. A maior produção da Melatonina ocorre à noite, entre 2:00 e 3:00 horas da manhã, num ritmo de vida normal, e esta produção aumentada produz sono. A glândula pineal é uma estrutura cinza-avermelhada do tamanho aproximado de uma ervilha (8 mm em humanos), facilmente visível em radiografias simples de crânio devido a um tipo de calcificação existente nela. Na verdade, alguns pesquisadores defendem a tese de que a pineal não se calcifica; ela forma cristais de apatita, independente da pessoa. Estes cristais têm a ver com o perfil da função da glândula. Uma criança pode ter estes cristais na pineal em grande quantidade enquanto um adulto pode não ter nada. Percebemos, pelas pesquisas, que quando um adulto tem muito destes cristais na pineal, ele tem mais facilidade de seqüestrar campos eletromagnéticos, essas vibrações eletromagnéticas chegam num cristal e ele é repelido e rebatido pelos outros cristais, e este indivíduo então apresenta mais facilidade no fenômeno da incorporação. Ele incorpora o campo com as informações do universo mental de outrem. Observamos também que quando o paciente tem muita facilidade de desdobramento, ele não apresenta estes cristais.

Os cristais de apatita (um dos poucos minerais produzidos por sistemas biológicos), vibram conforme as ondas eletromagnéticas que captam, o que explicaria a regulação do ciclo menstrual conforme as fases da lua, ou a orientação de uma andorinha em suas migrações. No ser humano, torna-se capaz de interagir com outras áreas do cérebro como o córtex cerebral, por exemplo, que é capaz de decodificar essas informações. Já nos outros animais, essa interação seria menos desenvolvida. Esta teoria pretende explicar fenômenos paranormais como a clarividência, a telepatia e a mediunidade.
Todos os animais têm essa glândula; ela os orienta nos processos migratórios, por exemplo, pois ela sintoniza com este tiopo de campo magnético. Nos animais, a glândula pineal tem fotorreceptores iguais aos presentes na retina dos olhos, porque a origem biológica da pineal é a mesma dos olhos, é um terceiro olho, literalmente.
Quando a espiritualidade se comunica é através de emissões eletromagnéticas, essas emissões são captadas pela pineal que depois é convertido, em estímulos eletroneuroquímicos; e apesar dessa alegações de que a pineal seria uma "antena" por onde a alma transmitiria os pensamentos para o cérebro, a extração completa da glândula por cirurgia, realizada em casos de tumores benignos ou malignos, não leva a morte ou qualquer alteração na capacidade de pensamento.
O Dr. Sérgio Felipe de Oliveira, médico, pesquisador do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo, em seu estudo sobre a pineal, chegou à seguinte conclusão: "A pineal é um sensor capaz de 'ver' o mundo espiritual” É uma glândula, portanto, que 'vive' o dualismo espírito-matéria. O cérebro capta o magnetismo externo através da glândula pineal". Outro cientista, Levdig, expressou-se de forma semelhante ao dizer que a glândula Pineal seria o órgão responsável pelo "sexto sentido" .

Com a forma de pinha (ou de grão), é considerada por estas correntes religioso-filosóficas como um terceiro olho devido à sua semelhança estrutural com o órgão visual. Localizada no centro geográfico do cérebro, seria um órgão atrofiado em mutação com relação em nossos ancestrais.

Animais: A pineal não explica integralmente o fenômeno mediúnico, como simplesmente os olhos não explicam a visão. Você pode ter os olhos perfeitos, mas não ter a área cerebral que interprete aquela imagem. É como um computador: você pode ter todos os programas em ordem, mas se a tela não funciona, você não vê nada. A pineal, no que diz respeito à mediunidade, capta o campo eletromagnético, impregnado de informações, como se fosse um telefone celular. Mas tudo isso tem que ser interpretado em áreas cerebrais, como por exemplo, o córtex frontal. Um papagaio tem a pineal, mas não vai receber um espírito, porque ele não tem uma área no cérebro que lhe permita fazer um julgamento. A mediunidade está ligada a uma questão de senso-percepção. Então, a ela não basta a existência da glândula pineal, mas sim, todo o cone que vai até o córtex frontal, que é onde você faz a crítica daquilo que absorve. A mediunidade é uma função de senso (captar)-percepção (faz a crítica do que está acontecendo). Então, a mediunidade é uma função humana.

Mantras: A glândula está localizada em uma área cheia de líquido. Talvez o som desses mantras faça vibrar o líquido, provocando alguma reação na glândula. Os cristais também recebem influências de vibração. Vibrando o liquido, vibra a glândula, alterando o metabolismo. Teria lógica!

Chakras: Algumas correntes defendem que o Ajna origina-se a partir da glândula pineal, muito embora outras, através do livro Os Chakras, de Leadbeater, fale que na maioria dos indivíduos o vórtice dos Chakras Coronário e Ajna convergem para a glândula pituitária, mas em alguns casos (médiuns? sensitivos?) o Coronário se inclina até a pineal. Confusão estabelecida, a maioria da bibliografia consultada encontramos o seguinte: “a relação dos chakras com glândulas é, segundo conhecimentos mais recentes, e médicos espiritualistas de alto discernimento, uma relação simbólica, por equivalência de funcionalidade. E ainda assim indireta, uma vez que os chakras se ligariam aos plexos, e estes sim às glândulas endócrinas". Então, ao meu ver, parece ser uma questão de discutir o sexo dos anjos, já que a coisa toda é metafísica, energética, e não física. Seja como for, pra explicar de uma forma didática e prática, o Ajna atua sobre a glândula HIPÓFISE (pituitária, embaixo), enquanto o Coronário atua sobre a glândula EPÍFISE (pineal, em cima).O Chakra coronário é a sede da perfeição maior no homem. Nele vivemos e nos sentimos em Deus. Quando o chakra coronário começa a se abrir, você experimenta cada vez mais aqueles momentos em que a separação entre o ser interior e a vdia exterior é anulada. Sua consciência fica totalmente quieta e plena.Com o crescente desdobramento do chakra coronário, esses momentos ocorrem com maior freqüência e se tornam cada vez mais claros, até se transformarem numa realidade permanente, não havendo emtão nenhum retrocesso em sua evolução. Ocorre a Felicidade pura.Quando você não se abre para as realidades espirituais, mantendo esse chakra menos desenvolvido, poderão aparecer sentimentos de insegurança e de desorientação, talvez você sinta uma certa incensatez em sua vida e provável até que surja o medo da morte, impelindo a você criar mecanismos de fuga através de novas atividades, ou se impondo mais responsabilidades.
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A Prece é força

                          A força da prece
Estudo brasileiro mostra que o corpo reage a preces. (1) 
                                     

A espiritualidade exerce ação efetiva sobre o corpo humano?

Cientistas do mundo inteiro vêm realizando estudos na tentativa de esclarecer essa questão.

No que depender da primeira pesquisa brasileira nessa área, a resposta é sim.

Segundo um estudo da UnB (Universidade de Brasília), um dos principais mecanismos de defesa do organismo - a fagocitose - pode ter a função estabilizada com preces feitas à distância.

O estudo foi realizado com 52 voluntários, todos estudantes de medicina da UnB. A cada semana, uma dupla fornecia amostras de sangue e respondia a um questionário sobre estresse.

(...) Encaminhava-se uma foto do voluntário, identificada apenas pelo nome, a um grupo de dez religiosos de diferentes credos, que, por uma semana, faziam preces para aquela pessoa.

Coordenada pelo professor de imunologia Carlos Eduardo Tosta, a pesquisa demorou três anos para ser concluída. "Eu e minha equipe ficamos surpresos porque, embora no fundo quiséssemos que houvesse influência [das orações], achávamos que a maior probabilidade seria a de não acontecer nada", diz o médico.

Ana Paula de Oliveira - da Folha de São Paulo, 09.07.2004.

Como vemos e constata também Joanna de Ângelis, “lentamente, mesmo sem dar-se conta, os cientistas se tornam sacerdotes do Espírito e avançam corajosamente ao encontro de Deus e de Suas Leis, que vigem em toda parte”. (2)

Gradativamente, a ciência vai comprovando fatos que a Doutrina Espírita já tem demonstrado. Na experiência aqui relatada identificamos vários eventos importantes: a força do pensamento, a ação dos fluidos e o valor da prece intercessória.

Allan Kardec, ao emitir seus comentários na questão 662 de O Livro dos Espíritos, afirma que “o pensamento e a vontade representam em nós um poder de ação que alcança muito além dos limites da nossa esfera corporal. A prece que façamos por outrem é um ato dessa vontade.” (6)

Diz-nos o Espírito Emmanuel que “O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram (...)” (7). E ainda esclarece: “a eletricidade é energia dinâmica; o magnetismo é energia estática; o pensamento é força eletromagnética”8. É através dessa força que emulamos nossas orações e também direcionamos nossas vibrações benéficas em favor de outras pessoas, pois “a oração é a emanação do pensamento bem direcionado e rico de conteúdos vibratórios” (3).

Vale a pena considerar a elucidação do Espírito André Luiz ao referir-se aos passes, que podem também ser transmitidos à distância, através das vibrações que são doadas e veiculadas pela ação da prece: “Pelo passe magnético, no entanto, notadamente naquele que se baseie no divino manancial da prece, a vontade fortalecida no bem pode soerguer a vontade enfraquecida de outrem para que essa vontade novamente ajustada à confiança magnetize naturalmente os milhões de agentes microscópicos a seu serviço, a fim de que o Estado Orgânico, nessa ou naquela contingência, se recomponha para o equilíbrio indispensável”. (9)

André Luiz esclarece-nos ainda que “reconhecendo-se a capacidade do fluido magnético para que as criaturas se influenciem reciprocamente, com muito mais amplitude e eficiência atuará ele sobre as entidades celulares do Estado Orgânico – particularmente as sanguíneas e as histiocitárias -, determinando-lhes o nível satisfatório, a migração ou a extrema mobilidade, a fabricação de anticorpos ou, ainda, a improvisação de outros recursos combativos e imunológicos, na defesa contra as invasões bacterianas e na redução ou extinção dos processos patogênicos (...)”. (9)

Verificamos que, na experiência da UnB, os voluntários comportaram-se como agentes passivos do experimento e, apesar disso, foram beneficiados pela ação das preces, no que se refere à estabilização das funções da fagocitose. Observou-se também, segundo os questionários que foram respondidos, que o nível de estresse dos estudantes destinatários das preces não mudou.

Pode-se concluir com isso que, se os voluntários tivessem consciência do processo e participassem dele ativamente, - “construindo as antenas receptoras para as energias balsâmicas, no recesso do ser” (4) - seguramente os resultados seriam ainda mais proveitosos. O mesmo aconteceria nos casos de aplicação direta de bioenergia (passes).

Comprova, ainda, a impropriedade de se criar grupos de intercessão para atender preces solicitadas, pois isso induz os necessitados à desistência do esforço pessoal, com prejuízo da responsabilidade e dos deveres que cumpre a todos realizar em benefício próprio. Quando “Jesus recomendou que orássemos uns pelos outros, num convite à solidariedade fraternal, (ele assim o fez) a fim de que nos ajudemos através das ondas mentais da comunhão com Deus”, (5) sem que isso significasse a instituição de profissionalismo religioso.

Só nos resta concitar a que os estudiosos e investigadores continuem a produzir experiências que tragam cada vez mais luzes ao conhecimento humano, pois “são eles os missionários da fé vibrante dos tempos passados, que retornam com o escalpelo da ciência para confirmar a predestinação do ser à glória imortal”. (2)

por: Lincoln Barros de Sousa


Bibliografia:
1 - Folha on-line_Folha de São Paulo, Jornal. Estudo Brasileiro mostra que corpo reage a prece. 08 de julho 2004, 07:36h.
2 - FRANCO, Divaldo Pereira. Desenvolvimento Científico. In:___. Dias Gloriosos, 1ª. ed. Salvador: LEAL, 1999. p. 12 e 20.
3 - ______ - Pedir e Conseguir. In:__ Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda, 1ª ed, Salvador: LEAL, 2000. p. 220.
4 - ______ - Orações Encomendadas. In:__ Messe de Amor, 7ª ed., Salvador: LEAL, 1964, p 155.
5 - ______ - Orações Solicitadas. In:__Desperte e Seja Feliz, 4ª ed. Salvador:LEAL, 1998. p.160.
6 - KARDEC, Allan. A Prece, Questão 662. In: ___O Livro dos Espíritos, 83ª.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. p. 320.
7 - XAVIER, Francisco Cândido. Intercessão.In: ___Pão Nosso, 5ª.ed. Rio de Janeiro:FEB, 1977. p.45.
8 - ______ - Vontade. In:___Pensamento e Vida, 9ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1991. p.16.
9 - ______ - Passe magnético. In: Evolução em Dois Mundos, 16ª ed. Rio de Janeiro:FEB, 1998, p. 200 e 201.

   
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Um fato que chamou a atenção de todos nós, no caso do tratamento a que Raul Teixeira vem-se submetendo nos Estados Unidos, é a rápida evolução de sua recuperação. Segundo informações divulgadas no site da Sociedade Espírita Fraternidade - http://www.sef.org.br/ - que temos reproduzido em nossa revista, os médicos que o assistem estão impressionados com a rapidez do processo, um fato que nunca haviam presenciado em 30 anos de trabalho com pacientes de AVC e que eles próprios atribuem, não só à força de vontade do estimado confrade, mas também à fé e às preces de todos os que, desde a internação de Raul, têm orado por seu restabelecimento.
Os efeitos da fé e da oração não constituem, hoje em dia, nenhuma novidade, pois estudos diversos no meio acadêmico já comprovaram os efeitos benéficos que a prece produz.
Lembremos, porém, que tal ideia não era estranha ao Dr. Alexis Carrel, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina por seus trabalhos em sutura de vasos sanguíneos e autor do livro “O Homem, Esse Desconhecido”, a obra mais vendida em 1935.
Em artigo publicado na revista Seleções de fevereiro de 1942, Dr. Carrel faz verdadeira apologia da prece, a começar pelo próprio título: “A Prece é Força”.
Ressalte-se a data do artigo: fevereiro de 1942, ou seja, uma época em que, no campo médico, constituía absoluta novidade admitir os efeitos da prece sobre a saúde.
Escreveu Dr. Carrel: “A oração é uma força tão real como a gravidade terrestre. No meu caráter de médico, tenho visto enfermos que, depois de tentarem, sem resultado, os outros meios terapêuticos, conseguiram libertar-se da melancolia e da doença, pelo sereno esforço da prece”.
Mais adiante, ele afirma: “Quando oramos, ligamo-nos, nós mesmos, à inexaurível força motriz que aciona o universo. Pedimos que uma parcela desta força se aplique na devida proporção das nossas necessidades. Com o próprio ato de pedir, nossas deficiências humanas são supridas, e erguemo-nos fortalecidos e restaurados”.
O notável cientista não se limitou, porém, aos efeitos da prece sobre o corpo, pois ressaltou no mesmo artigo seus efeitos sobre a alma e a sociedade como um todo, como o leitor pode aferir à vista destas palavras: “Hoje, mais do que nunca, a prece é uma necessidade inelutável na vida de homens e povos. A falta de intensidade no sentimento religioso acabou por trazer o mundo às bordas da ruína. O mais profundo manancial de energia e perfeição, que se acha ao nosso alcance, tem sido miseravelmente abandonado”.
Registre-se que em fevereiro de 1942 as nações mais ricas da Europa e a própria América, onde Dr. Carrel vivia, estavam mais uma vez engalfinhadas em um conflito que ficou conhecido pelo nome de Segunda Guerra Mundial.
Para os espíritas, obviamente, nada disso constitui novidade, mas faz-nos lembrar de uma recomendação que um estimado amigo disse à filha que partira para uma terra distante: “Filha, toda vez que você estiver em dificuldades ou quando a enfermidade bater à sua porta, não se esqueça dos recursos espíritas: a prece, o passe, a água fluidificada”.
Como sabemos, e foi aqui divulgado, Raul Teixeira – além das orações que faz e que recebe – tem recebido passes todos os dias. Não causa, pois, surpresa a rapidez de sua recuperação, que esperamos seja completa e permita que ele, em breve tempo, retome a importante tarefa que vem executando com mestria nos mais diferentes lugares do mundo em que vivemos.
O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita