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segunda-feira, 28 de novembro de 2011

As grandes religiões do passado

                                                                        

AS PRIMEIRAS ORGANIZAÇÕES RELIGIOSAS. As primeiras organizações religiosas da Terra tiveram, naturalmente, sua origem entre os povos primitivos do Oriente, aos quais enviava Jesus, periodicamente, os seus mensageiros e missionários.
Dada a ausência da escrita, naquelas épocas longínquas, todas as tradições se transmitiam de geração a geração através do mecanismo das palavras. Todavia, com a cooperação dos degredados do sistema da Capela, os rudimentos das artes gráficas receberam os primeiros impulsos, começando a florescer uma nova era de conhecimento espiritual, no campo das concepções religiosas.
Os Vedas, que contam mais de seis mil anos, já nos falam da sabedoria dos "Sastras", ou grandes mestres das ciências hindus, que os antecederam de mais ou menos dois milênios, nas margens dos rios sagrados da Índia. Vê-se, pois, que a idéia religiosa nasceu com a própria Humanidade, constituindo o alicerce de todos os seus esforços e realizações no plano terráqueo.
AINDA AS RAÇAS ADÂMICAS. Não podemos, porém, esquecer que Jesus reunira nos espaços infinitos os seres proscritos que se exilaram na Terra, antes de sua reencarnação geral na vizinhança dos planaltos do Irã e do Palmir.
Obedecendo às determinações superiores do mundo espiritual, eles nunca puderam esquecer a palavra salvadora do Messias e as suas divinas promessas. As belezas do espaço, aliadas à paisagem mirífica do plano que foram obrigados a abandonar, viviam no cerne das suas recordações mais queridas. As exortações confortadoras do Cristo, nas vésperas de sua dolorosa imersão nos fluidos pesados do planeta terrestre, cantavam-lhes no íntimo os mais formosos hosanas de alegria e de esperança.
Era por isso que aquelas civilizações antigas possuíam mais fé, colocando a intuição divina acima da razão puramente humana. A crença, como íntima e sagrada aquisição de suas almas, era a força motora de todas as realizações, e todos os degredados com os mais santos entusiasmos do coração, falaram d'Ele e da sua infinita misericórdia. Suas vozes enchem todo o âmbito das civilizações que passaram no pentagrama dos séculos sem-fim e, apresentado com mil nomes, segundo as mais variadas épocas, o Cordeiro de Deus foi guardado pela compreensão e pela memória do mundo, com todas as suas expressões divinas ou, aliás, como a própria face de Deus, segundo as modalidades dos mistérios religiosos.
A GÊNESE DAS CRENÇAS RELIGIOSAS. A gênese de todas as religiões da Humanidade tem suas origens no seu coração augusto e misericordioso. Não queremos, com a nossas exposições, divinizar, dogmaticamente, a figura luminosa do Cristo, e sim esclarecer a sua gloriosa ascendência na direção do orbe terrestre, considerada a circunstância de que cada mundo, como cada família, tem seu chefe supremo, ante a justiça e a sabedoria do Criador.
Fora erro crasso julgar como bárbaros e pagãos os povos terrestres que ainda não conhecem diretamente as lições sublimes do seu Evangelho de redenção, porquanto a sua desvelada assistência acompanhou, como acompanha a todo tempo, a evolução das criaturas em todas as latitudes do orbe. A história da China, da Pérsia, do Egito, da Índia, dos árabes, dos israelitas, dos celtas, dos gregos e dos romanos está alumiada pela luz dos seus poderosos emissários.
E muitos deles tão bem se houveram, no cumprimento dos seus grandes e abençoados deveres, que foram havidos como sendo Ele próprio, em reencarnações sucessivas e periódicas do seu divinizado amor. No Manava-Darma, encontramos a lição do Cristo; na China encontramos Fo-Hi, Lao-Tsé, Confúcio; nas crenças do Tibete encontramos Moisés; no Alcorão vemos Maomet. Cada raça recebeu os seus instrutores, como se fosse Ele mesmo, chegando das resplandecências de sua glória divina.
Todas elas, conhecendo intuitivamente a palavra das profecias, arquivaram a história dos seus enviados, nos moldes de sua vinda futura, em virtude das lembranças latentes que guardavam no coração, acerca da sua palavra nos espaços, tocada de esclarecimento e de amor.
A UNIDADE SUBSTANCIAL DAS RELIGIÕES. A verdade é que todos os livros e tradições religiosas da antiguidade guardam, entre si, a mais estreita unidade substancial. As revelações evolucionam numa esfera gradativa de conhecimento. Todas se referem ao Deus impersonificável, que é a essência da vida de todo o Universo, e no tradicionalismo de todas palpita a visão sublimada do Cristo, esperado em todos os pontos do globo.
Os vários povos do mundo traziam de longe as suas concepções e as suas esperanças, sem falarmos das grandes coletividades que floresciam na América do Sul, então quase ligada à China pelas extensões da Lemúria e da América do Norte, que se ligava à Atlântida. Não é, porém, nosso propósito estudar aqui outras questões que se não refiram à superioridade do Cristo e à ascendência do seu Evangelho, nestes apontamentos desprentensiosos.
Citando, porém, todos os povos antigos do planeta, somos compelidos a recordar, igualmente, as grandes civilizações pré-históricas, que desabrocharam e desapareceram no continente americano, de cujos cataclismos e arrasamentos ficaram ainda as expressões interessantes dos incas e dos astecas, que, como todos os outros agrupamentos do mundo, receberam a palavra indireta do Senhor, na sua marcha coletiva através de augustos caminhos.
AS REVELAÇÕES GRADATIVAS. Até à palavra simples e pura do Cristo, a Humanidade terrestre viveu etapas gradativas de conhecimento e de possibilidades, na senda das revelações espirituais.
Os milênios, com as suas experiências consecutivas e dolorosas, prepararam os caminhos d'Aquele que vinha, não somente com a sua palavra, mas, principalmente, com a sua exemplificação salvadora. Cada emissário trouxe uma das modalidades da grande lição de que foi teatro a região humilde da Galiléia. É por esse motivo que numerosas coletividades asiáticas não conhecem a lição direta do Mestre, mas sabem do conteúdo da sua palavra, em virtude das próprias revelações do seu ambiente, e, se a Boa Nova não se dilatou no curso dos tempos, pelas estradas dos povos, é que os pretensos missionários do Cristo, nos séculos posteriores aos seus ensinos, não souberam cultivar a flor da vida e da verdade, do amor e da esperança, que os seus exemplos haviam implantado no mundo: - abafando-a nos templos de uma falsa religiosidade, ou encarcerando-a no silêncio dos claustros, a planta maravilhosa do Evangelho foi sacrificada no seu desenvolvimento e contrariada nos seus mais lídimos objetivos.
PREPARAÇÃO DO CRISTIANISMO. As lições da Palestina foram, desse modo, precedidas de laboriosa e longa preparação na intimidade dos milênios. Os sacerdotes de todas as grandes religiões do passado supuseram, nos seus mestres e nos seus mais altos iniciados, a personalidade do Senhor, mas temos de convir que Jesus foi inconfundível.
À luz significativa da história, observamos muitas vezes, nos seus auxiliares ou instrumentos humanos, as características das vulgaridades terrestres. Alguns foram ditadores de consciências, enérgicos e ferozes no sentido de manter e fomentar a fé; outros, traídos em suas forças e desprezando os compromissos sagrados com o Salvador, longe de serem instrumentos do Divino Mestre, abusaram da própria liberdade, dando ouvidos às forças subversivas da Treva, prejudicando a harmonia geral.
O CRISTO INCONFUNDÍVEL. Mas Jesus assinala a sua passagem pela Terra com o selo constante da mais augusta caridade e do mais abnegado amor. Suas parábolas e advertências estão impregnadas do perfume das verdades eternas e gloriosas. A manjedoura e o calvário são lições maravilhosas, cujas claridades iluminam os caminhos milenários da humanidade inteira, e sobretudo os seus exemplos e atos constituem um roteiro de todas as grandiosas finalidades, no aperfeiçoamento da vida terrestre.
Com esses elementos, fez uma revolução espiritual que permanece no globo há dois milênios. Respeitando as leis do mundo, aludindo à efigie de César, ensinou as criaturas humanas a se elevarem para Deus, na dilatada compreensão das mais santas verdades da vida. Remodelou todos os conceitos da vida social, exemplificando a mais pura fraternidade.
Cumprindo a Lei Antiga, encheu-lhe o organismo de tolerância, de piedade e de amor, com as suas lições na praça pública, em frente das criaturas desregradas e infelizes, e somente Ele ensinou o "Amai-vos uns aos outros", vivendo a situação de quem sabia cumpri-lo. Os Espíritos incapacitados de o compreender podem alegar que as suas fórmulas verbais eram antigas e conhecidas; mas ninguém poderá contestar que a sua exemplificação foi única, até agora, na face da Terra.
A maioria dos missionários religiosos da antiguidade se compunha de príncipes, de sábios ou de grandes iniciados, que saíam da intimidade confortável dos palácios e dos templos; mas o Senhor da semeadura e da seara era a personificação de toda a sabedoria, de todo o amor, e o seu único palácio era a tenda humilde de um carpinteiro, onde fazia questão de ensinar à posteridade que a verdadeira aristocracia deve ser a do trabalho, lançando a fórmula sagrada, definida pelo pensamento moderno, como o coletivismo das mãos, aliado ao individualismo dos corações - síntese social para a qual caminham as coletividades dos tempos que passam - e que, desprezando todas as convenções e honrarias terrestres, preferiu não possuir pedra onde repousasse o pensamento dolorido, a fim de que aprendessem os seus irmãos a lição inesquecível do "Caminho, da Verdade e da Vida". 
EMMANUEL

domingo, 13 de novembro de 2011

Quem é Maria de Nazaré para os espíritas?

MARIA   DE   NAZARÉ


Maria ganhou muitos nomes pelos católicos. Por exemplo: Nossa Senhora de Fátima, pela aparição em Fátima (Portugal); Nossa Senhora Aparecida, por ter sido encontrado uma imagem na cidade de Aparecida durante uma pesca; o título de rainha, etc., são nomes e títulos que a Igreja Católica deu a Maria. Para nós espíritas ela foi aqui na Terra, Maria a mãe de Jesus. Hoje, é um espírito que continua a trabalhar na Seara do Senhor, não mais como mãe, mas como irmã de Jesus e de todos nós, já que aprendemos que somos todos filhos de Deus, e aqui na Terra nós não “somos” mães, filhos, netos, etc., nós “estamos” por um breve tempo desempenhando tais papéis. Temos grande admiração e respeito a este espírito que aceitou a missão de receber o maior espírito que o planeta Terra já recebeu: JESUS. E foi ele que pediu que fossemos "mansos como as pombas, mas prudentes como as serpentes". E nós somos mansos como as pombas e nos esquecemos de ser prudente como a serpente. E tudo que os outros dizem, nós acreditamos. Vejamos que na idade média, a religião tradicional dizia para o povo que o mundo ia acabar. E o povo saía entregando as fazendas, as cabras, as casas, para a religião dominante. Mas, se o mundo ia acabar, porque a religião recebia? E ninguém refletia sobre isto? Mostrando como somos tolos. Temos que pensar no que está sendo apregoado, se faz sentido. E na maioria das vezes, veremos que são coisas ridículas. E os zombeteiros tiram proveito disso, enquanto nós nos conformamos dizemos que isso é das religiões. As pessoas mais atentas dirão: “Tá vendo, o que a religião faz com a cabeça dos outros?” Mas não é a religião, são alguns religiosos encarnados ou desencarnados, ou pseudo religiosos, seria melhor dizer, que se valem do nome da crença, da atitude das pessoas, da imaturidade emocional dos indivíduos, e saem por ai pregando.
J. Raul Teixeira conta, em uma de suas palestras que certa vez, no seu Estado (R.J.), apareceu um indivíduo com um cobertor nas costas, fazendo profecia e dizendo que aquele cobertor havia sido mandado tecer por Maria de Nazaré para ele. E as pessoas iam lá colocar a mão no tal cobertor e queriam levar um pedacinho. E conclui dizendo: “em pleno século 21, é um vexame. Muita gente sofre enganos, é enganada, é iludida, furtada, roubada, porque não amadureceu emocionalmente, intelectualmente, não aprendeu a raciocinar. E estes quesitos não podem ser imputados à Deus, à Jesus e nem à religião, mas sim, aos grupos sócio-econômico, político-econômico, que adotam os nomes das religiões. Bom senso e água fluidificada, não fazem mal a ninguém. É a ingenuidade que faz com que as pessoas busquem este tipo de coisa. Isso vai gerando a ignorância cada vez maior das pessoas. Quando alguém ouve que apareceu Nossa Senhora na janela, o povo todo marcha para lá. Encontraremos universitários ou não, é uma ignorância generalizada. Usemos o raciocínio e perguntemos: “Será que Nossa Senhora não tem mais o que fazer nos páramos celestiais?” ; “Será que para ajudar a humanidade ela precisa vir aqui em São Paulo, Rio de Janeiro, etc.?”; “Por que Maria não apareceria para os povos africanos, japoneses ou da Etiópia?” Por detrás desta psicologia da credulidade tem sempre alguém tirando vantagem. Nós estamos desacostumados a pensar. Nós estamos acostumados a acreditar. Somos pouco criteriosos. O Espiritismo está nos ajudando a pensar, questionar e não aceitar tudo que nos dizem.”
O QUE É SANTO NA VISÃO ESPÍRITA? André Luiz responde: “É um atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente atenderam, na Terra, à execução do próprio dever.” Os santos são chamados pela Doutrina Espírita de socorristas, e estes trabalham e não querem outro pagamento a não ser adquirir vontade de serem bons e servos de Jesus. Trabalham por toda parte, nos umbrais, nos postos de socorro e também ajudam os encarnados e muitas vezes, atendem os chamados de fé em nome das diversas entidades conhecidas na Terra (Maria, Jesus, Expedito, etc.). Há grande concentração de socorristas em lugares de romaria onde muitos oram e fazem pedidos. Estes abnegados trabalhadores atendem em nome de Nossa Senhora, dos diversos santos, de Jesus, etc. Os bons acodem sempre. Se os pedidos são mais complexos, são encaminhados a ministérios próprios e analisados pelos que lá trabalham. Para serem atendidos, são levados em conta alguns critérios como: “O que pede é bom para ele?” As vezes, pede-se uma graça que seria um bem no momento, e causa de dor no futuro; pedem fim de sofrimentos, doenças e às vezes não se pode interromper o curso de seu resgate; também é levado em conta, se ao receber a graça, a pessoa melhora se voltando mais ao “Pai”. Se aprovado, vão os socorristas e ajudam a pessoa, não importando a eles para quem foi feito o pedido, embora, há equipes que trabalham atendendo os pedido à Nossa Senhora, santos do lugar, etc . . . Podemos também ser atendidos pelos próprios santos, que nada são que servos de Jesus.
O ESPÍRITA FAZ PROMESSA? Não. Promessa é costume dos católicos. Nós espíritas não barganhamos com Deus, Maria ou qualquer outro "santo". Por exemplo, há quem vá a Aparecida do Norte para agradecer a Nossa Senhora (Maria) por um pedido alcançado como se ela estivesse lá. Caminham quilômetros, carregam cruzes, velas, sobem ladeiras de joelhos, etc. Nós espíritas questionamos: "será que ela não ficaria mais contente se fizessem algo por alguém para retribuir o que "ela" fez?" O sacrifício que Maria, Deus, Jesus e os benfeitores espirituais querem de nós é o da alma e não a do corpo físico. É a reforma íntima onde nos despojamos dos sentimentos, atitudes e palavras inferiores. Estes Espíritos de grande evolução que viveram e vivem conosco neste planeta devem ser exemplos para que sigamos seus ensinamentos na prática e não para virarem "santos(as)" para que, depois de sua desencarnação fiquemos pedindo, pedindo e pedindo. Aliás, eles também fazem seus pedidos e nós não lhes damos ouvidos. Perguntemos: "Como estamos tratando nossos familiares, nossos colegas de escola ou trabalho?" "Nós perdoamos ou revidamos as ofensas?" "Respeitamos os mais velhos, os animais, as crianças, o próximo e a nós mesmos?" Enquanto isso, muitos comercializam o nome de Maria e sua falsa imagem, pois ela era simples como o filho, não usaria coroa de ouro e não aceitaria estar vestida com roupa bordada de ouro e guardada em uma caixa de ouro. Precisamos lembrar que Jesus repreendeu o comércio no templo religioso. Este é o que o espírita pensa, sem querer impor ou ir contra quem pensa e age de maneira diferente.
OS ESPÍRITAS ACREDITAM EM MILAGRE? As curas realizadas por Jesus, por exemplo, foram consideradas pelo povo como milagres, no sentido que a palavra tinha na época: o de coisa admirável, prodígio. Atualmente, o Espiritismo esclarece que os fenômenos de curas se dão pela ação fluídica, transmissão de energias, intervenção no perispírito, e permite examinar e compreender as curas realizadas por médiuns (espíritas ou não); por pessoas dotadas de excelente magnetismo; ou direto pelos socorristas (santos) desencarnados. Essa explicação não diminui nem invalida as curas admiráveis, feitas por Jesus; pelo contrário, leva-nos a reconhecer que Jesus tinha alto grau de sabedoria e ação, para poder acionar assim as leis divinas e produzir tais fenômenos. Os fatos como milagres nada mais são do que fenômenos; fenômenos que estão dentro das leis naturais; são efeitos cuja causa escapa à razão do homem comum. Podem ocorrer sempre que se conjuguem os fatores necessários para isso.
E A VIRGINDADE DE MARIA? A virgindade perene de Maria, defendida pelos teólogos medievais, mesmo os mais ilustres como Agostinho e Tomás de Aquino, entranhou-se de tal forma na mente popular que se incorporou ao seu nome. Os fiéis evocam a Virgem Maria. No entanto, a virgindade da mãe de Jesus, que teria sido preservada mesmo depois do parto, contraria os textos evangélicos, onde está registrado que ela teve outros filhos. Em Mateus (13:53-56) diz o povo, em Nazaré, onde Jesus acabara de fazer uma pregação: Não é este o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não moram conosco? Então, de onde vem tudo isso? Pretendem os teólogos que os enunciados irmãos de Jesus eram primos ou, então, filhos de um primeiro casamento de José. Mera especulação. Por outro lado, Lucas foi o único evangelista a registrar o episódio da anunciação. Médico grego, discípulo do apóstolo Paulo, não conviveu com Jesus. Escreveu seu Evangelho com base na tradição oral ( transmissão oral de fatos ), décadas mais tarde. Jesus tornara-se uma figura mitológica, e nada melhor para exaltar o homem mito do que situá-lo como filho de uma virgem. Outro motivo ponderável para que se optasse pela virgindade de Maria: o sexo.
O simbolismo sobre o suposto pecado cometido por Adão e Eva resultou na perda do paraíso, como encontra-se no Livro Gênese, do Velho Testamento. Sexo, portanto, era sinônimo de pecado. Os casais eram orientados a buscar a comunhão carnal apenas com o objetivo de procriação. Os teólogos, buscavam fórmulas para que o sexo, que não podiam proibir, sob pena de extinguirem a raça humana, fosse minimizado na vida familiar e exercitado não como parte da comunhão afetiva, mas exclusivamente para a procriação.
O sexo era vedado aos domingos, dias consagrados ao Senhor; no jejum de quarenta dias, antes da Páscoa; vinte dias antes do Natal; dias antes de Pentecostes; três ou mais dias antes de receber a comunhão; durante o período menstrual, semanas entes e depois do parto . . . Quanto menos tempo disponível, menos pecado. Para conter os fiéis apregoava-se que o sexo nos períodos proibidos gera filhos deficientes físicos e mentais e doenças como a lepra e a tuberculose. Vítimas inocentes das supostas artes do original casal, estamos todos maculados pelo seu “pecado”. Todos menos Maria. Por graça de exceção ela teria nascido pura, imaculada. A idéia da “imaculada conceição” gerou um problema para os teólogos. Segundo o dogma do pecado original experimentamos a morte por causa dele. Então, se Maria nasceu sem essa mácula não poderia morrer. Resolveu-se a questão com outro dogma: a assunção de Maria. Ela não morreu. Foi arrebatada aos céus em corpo e espírito! Não há limites para a fantasia quando renunciamos à lógica e ao bom senso.
Kardec situa Maria como a imaculada, não sob o ponto de vista físico, mas espiritualmente. Porque para nós espírita SEXO não é pecaminoso. Pecaminoso é a maneira que alguns utilizam o SEXO. Porque este foi feito para gerar vida, e muitos acham que a vida foi feita para o sexo. Se sexo fosse errado, Deus teria arrumado outro meio para que seus filhos fossem gerados na Terra. Portanto, para nós espíritas, Maria será sempre um grande espírito, tenha ela sido virgem ou não.
DE QUEM É A FOTO ACIMA? É de Maria, ditada por Emmanuel ao pintor Vicente Avela através da mediunidade de Chico Xavier. Em uma rápida entrevista, Chico frisou que a fisionomia de Maria é tal qual Ela é conhecida quando suas visitas às esferas espirituais mais próximas e perturbadas da crosta terrestre; como a Legião dos Servos de Maria que agem na instituição em amparo aos suicidas que está detalhado no livro Memórias de um suicida.

OBSERVAÇÃO: NÃO SOMOS CONTRA QUEM PENSA E AGE DE MANEIRA CONTRÁRIA, COLOCAMOS AQUI O QUE NÓS ESPÍRITAS PENSAMOS SOBRE MARIA E COMO A RESPEITAMOS.

domingo, 24 de abril de 2011

Saudades de Braghavan Sri Sathya Sai Baba, mais um dos grandes Avatares da Humanidade


"Deixem que existam diferentes religiões, deixem que floresçam, deixem que a glória Divina seja louvada em todos os idiomas do mundo. Respeitem as diferenças entre religiões e reconheçam-nas como válidas, sempre que estas diferenças não tratem de extinguir a chama da irmandade do homem e a paternidade de Deus." Sri Sathya Sai Baba

Triste notícia a do falecimento de mais um grande Avatar que este século pode conviver, o doce Swami. Claramente praticante do amor universal que une todas as criaturas como verdadeiros irmãos e filhos de um mesmo Pai. sem qualquer tipo de discriminação religiosa. Que seus exemplos de amor universal possam se manter perenes e a obra que deixou, acessível a quem dela necessitar.

Sempre admirei seres humanos que traduzem em testemunhos de vida plena e diária o Amor Universal, indiferentemente a qualquer religião que professem. Assim, espero muito que a vida de Sai Baba possa ser exemplo para as nossas próprias vidas.

Wilza de Castro Rabelo Suanno

sábado, 23 de abril de 2011

As bases do Islamismo são belíssimas: conheça-as!

OS PILARES DO ISLÃ E OS VALORES MORAIS

Razões da Profecia - Perfeição da Moralidade
O Profeta Mohammad assim asseverou o propósito primordial de ele ter sido enviado a este mundo e o método do seu chamado aos povos:
"Eu foi enviado para o propósito único de aperfeiçoar a boa conduta."
Essa é a grande mensagem que deixou uma impressão indelével sobre a história da vida, e para cuja propagação e para a unificação dos povos sob cuja influência, o Profeta (S) trabalhou incessantemente. O propósito dela não é outro senão o de fortalecer o caráter moral dos povos, para que o mundo de beleza e perfeição possa ser percebido por eles de modo a que possam tentar alcançá-lo conscientemente e com saber.
O culto tornou-se compulsório no Islam, e foi feito um dos pilares básicos da fé. Entretanto, as formas Islâmicas de adoração não são quaisquer exercícios místicos que ligam o homem a algum ser desconhecido e misterioso, nem submetem o homem a realizar atos ou outros movimentos sem sentido. Todas as formas compulsórias islâmicas de culto consistem de exercícios e treinamento que habilitem as pessoas à aquisição de uma moralidade e de hábitos corretos, e a viver virtuosamente, praticando tais virtudes permanentemente, independentemente de quaisquer mudanças que venham a ocorrer nas circunstâncias.
A Oração Impede que se Cometa o Mal
O Salat (oração) é uma forma compulsória de culto, que é como um exercício ao qual o homem é atraído com interesse e vontade. Ele a oferece continuamente, para que a vida dele possa estar livre de todas as doenças e o corpo dele possa ser sadio e forte.
O Sagrado Alcorão e a Sunna (tradições) do Profeta são as provas claras destas realidades.
Quando ordenou que se instituíssem as orações compulsórias, Ele expressou a sábia conveniência disso da seguinte maneira:
"A Oração preseva o homem da obscenidade e do ilícito."
São também realidades da oração o (desejo) de manter-se afastado do mal, da maldade, e de purificar-se (redimir-se) de males cometidos.
Em uma Tradição Santificada (Hadice Qudsi) afirma-se:
"Eu aceito as orações das pessoas que assumem por atitude a humildade ao pronunciá-las em face da Minha grandeza, que obsequiam as Minhas criaturas, que não persistem em pecar contra Mim, passam o dia se lembrando de Mim, e são bondosos para com os pobres, os viajantes, os fracos e os sofredores."

O zakat é um meio de purificação
O zakat foi imposto às pessoas escolhidas dentre os eleitos. Não se trata de um mero tributo recolhido dos bolsos do povo, pois seu propósito primordial é o de lançar as sementes da bondade, simpatia e benevolência, e para proporcionar uma oportunidade de acesso entre os vários segmentos da sociedade, e para estabelecer (entre esses), uma relação de amor e de amizade.
O propósito em se pagar o zakat foi asseverado no Alcorão:
"Recebe, de seus bens, uma caridade que os purifique e os santifique" (9ª:103)
Para limpar-se das impurezas mundanas e elevar o padrão da sociedade ao ápice da decência e da pureza, a sabedoria oculta na arrecadação do zakat.
Por esta razão, o Profeta o entendeu no sentido mais lato, e recolher o zakat fez-se compulsório a todo muçulmano. Disse o Profeta:
"Sorrir no rosto de seu irmão é uma caridade. Praticar boas ações e impedir que outrem cometa o mal é uma caridade. Orientar uma pessoa impedindo que ela se perca, é uma caridade. Remover coisas incômodas tais como espinhos e ossos do caminho é uma caridade. Guiar uma pessoa que tenha visão defeituosa é uma caridade." (Bukhári)
O ambiente do deserto e da vida de beduíno - um ambiente que tem origem em querelas e lutas intestinas - este foi o ambiente em que os ensinamentos do Islam foram apresentados ao mundo, mostrando as metas e propósitos que esses ensinamentos tiveram, e mostrando aonde esses ensinamentos levaram os árabes a partir daquele ambiente obscuro e sinistro.
O Jejum é um passo na direção da virtuosidade
Também ao jejum, o Islam tornou compulsório. Mas ele não foi projetado para afastar os homens dos seus desejos carnais e outras coisas proibidas somente por um período pre-fixado. Disse o Profeta:
"O jejum não significa apenas abster-se de comer e beber, mas de manter-se afastado das coisas más e obscenos. Se durante o período de jejum alguém abusar de ti ou te incitar a uma querela, diga-lhe: "Estou jejuando."
O Alcorão assim assevera o propósito da imposição do jejum:
"Ó crentes, está-vos prescrito o jejum, tal como foi prescrito a vossos antepassados, para que temais a Allah." (2ª:183)


O Hajj é uma peregrinação obrigatória para reduzir o amor pelo que é terreno. Às vezes o homem pensa que viajar aos lugares sagrados e realizar (o rito da) peregrinação que foi feita compulsória a todo muçulmano rico, e que está incluída entre os pilares básicos do Islam, é meramente um ritual de adoração que não tem nenhuma relação com a esfera de moralidade e caráter. Este é um ledo engano. Instruindo a respeito desse culto compulsório, Allah assevera:
"A peregrinação se realiza em meses determinados. Quem a empreender, deverá abster-se das relações sexuais, da perversidade e da polémica. Tudo o que fizerdes de bom Allah o saberá. Equipai-vos de provisões, mas sabei que a melhor provisão é a devoção" (2ª:197).
Estas são, em linhas gerais, as formas de culto que são sobejamente conhecidas e geralmente praticadas no Islam, e que são seus pilares fundamentais. Elas nos mostram quão profunda é a relação existente entre a religião e a moralidade, e quão forte e duradoura é esta relação.
Como são diferentes entre si estas formas de culto, no seu espírito e sua aparência, mas como são estreitamente ligadas (uma as outras) no tocante à meta e propósito que constituem o principal objetivo proclamado pelo Profeta.
Portanto, a oração (salat), o jejum (saum), a contribuição (zakat) e a peregrinação (Hajj), e outras formas de adoração como estas, são degraus em direção à verdadeira perfeição, e são os meios para se alcançar a integridade e castidade que tornam a vida segura e magnífica. Em virtude dos elevados atributos e nobres qualidades que são parte inalienável e as consequências de tais formas de culto, foi-lhes dado um lugar de grande destaque e importância na religião de Allah.
Se tais formas de culto não purificam os corações dos homens, se elas não nutrem as melhores qualidades naqueles que as cumprem, e se elas não aprimoram e tornam sólida a relação entre Allah e os Seus servos, então não resta nada aos homens senão a destruição e a devastação.
"E quem comparecer como pecador, ante seu Senhor, merecerá o inferno, onde não poderá morrer nem viver. E aqueles que comparecerem ante Ele, sendo crentes e tendo praticado o bem, obterão as mais elevadas dignidades; Jardins do Éden, abaixo dos quais correm rios, onde morarão eternamente. Tal será a retribuição de quem se purifica" (20ª:74-76)

Ensinamentos do grande Avatar - Sai baba

SAI-BABA DISSE:

"A vida é uma longa peregrinação pela estrada áspera e tortuosa deste mundo. Mas, com o Nome de Deus em seus lábios, o peregrino não terá sede; com a Forma de Deus em seu coração, ele não se sentirá esgotado. A companhia do sagrado inspirará uma viagem com esperança e fé. A segurança de que Deus está sempre próximo conferirá força a seus membros. Lembre-se de que, a cada passo, você está se aproximando de Deus e Deus também está Se aproximando de você, pois Ele dá dez passos em sua direção quando você dá um passo em direção a Ele. Esta jornada não tem paradas. Ela é uma viagem contínua através de lágrimas e sorrisos, e através de nascimentos e mortes. Quando a estrada termina, e a Meta é alcançada, o peregrino descobre que apenas viajou de si para si mesmo, porque compreende que o Deus que procurou estava o tempo todo nele, ao seu redor e ao seu lado! Ele mesmo era sempre Divino."

SATHYA SAI BABA

A Glândula Pineal

GLÂNDULA PINEAL

Desenvolvimento do Raciocínio através da Glândula Pineal
Epífise - A Glândula do Raciocínio

A máquina do raciocínio chamada científicamente de
Glândula Pineal ou Epífise, teve várias denominações ao longo do tempo. Há pelo menos 2.000 anos, foi considerada pelos cientistas-místicos como a "sede da alma"
(sua morada). René Descartes, filósofo, místico e fundador
da moderna matemática, referiu-se a ela como sendo a "sede da alma Racional", ou "glândula do saber, do conhecer".
Do ponto de vista tradicional vem sendo considerada como
o órgão de percepção da razão. Do ponto de vista científico moderno, é frequentemente chamada de "reguladora das reguladoras" e "glândulas das glândulas", pelo seu papel na sensação física de bem estar. Em profecias de Nostradamus, encontramos esclarecimentos da importância dessa glândula nos tempos atuais, considerando-a "a antena mais fina e alta de nosso sistama nervoso central, a nossa central elétrica".
É uma central dirigente do corpo como o capitão de uma navio". Ocupa o centro de gravidade da massa cerebral e morfologicamente apresenta-se como um vestígio de algum terceiro olho a surgir remotamente nos homens do futuro.
É uma espécie de radar psíquico, chamado também de
"olho pineal", "sexto sentido", "corpo pineal".
Para os hindus "centro de força", para os ocultistas "olho de shiva", por ser o responsável pela clarividência, a vidência Racional. É realmente o "olho" pelo qual o homem faz a ligação do mundo exterior com o mundo interior, o elo de ligação entre o macrocosmo e o microcosmo. Em forma de pinha, localizada no ístmo do mesencéfalo, a máquina do raciocínio chamada de glândula Pineal ou Epífise Cerebral, tem função relacionada com a luz, mas não com a luz física
e sim com a LUZ DIVINA, a Energia Racional.

Na geração do ser humano, a Glândula Pineal aparece no período embrionário desde as primeiras semanas e a microscopia eletrônica revela que em sua estrutura
encontra-se capilares fenestrados, diferentes de todos os capilares que integram o sistema nervoso central e células ovais específicas nesta área. É uma máquina que se destaca entre as demais pelo seu grande significado: representa um habitante do MUNDO RACIONAL que se materializou em forma de máquina do raciocínio, quando nos transformamos de Racionais, corpos de energia, para animais Racionais sofredores e mortais.

Muitos, por falta de conhecimento costumam fazer confusões de "epífise" com "hipófise", dois órgãos de funções completamente distintas. Para esclarecimentos sobre isso, nem precisamos aprofundarmos nos conceitos técnicos, basta analisarmos a etimologia das palavras, o significado das mesmas.

Hipófise ou Glândula Pituitária: "Hipo" corresponde ao prefixo grego que indica em posição inferior a alguma coisa. A hipófise, identifica ao seu meio que é este universo eletromagnético, funciona através das energias elétrica e magnética. Sendo uma das glândulas vitais do corpo humano, comanda a função de outras partes do organismo, responsabilizando-se por importantes funções, como:
o crescimento e a reprodução. alimentadas por impulsos eletromagnéticos, ajuda a compor a máquina do pensamento, que influencia nos diversos aspectos das atividades humanas.

Epífise ou Glândula Pineal: "Epi" significa acima, de forma superior, de ordem superior. É um prefixo da língua grega. "Fise" origina-se da palavra grega "Phisis", denotando natureza. Portanto "epi"+"fise"="epífise", que é uma glândula que está em termos de qualidade natural e em grau superior, acima da natureza material da terra e do pensamento humano.

A partir do momento em que a epífise começa a se desenvolver exclusivamente através do contacto com a ENERGIA RACIONAL, essa glândula (o raciocínio) passa a funcionar, assumindo a sua verdadeira função de "dono da vida", comandando assim um novo progresso consciente e real, a caminho do nosso verdadeiro mundo de origem,
o MUNDO RACIONAL

(Livro: Universo em Desencanto)