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terça-feira, 24 de novembro de 2015

Classificação do Casamento

CLASSIFICAÇÃO DO CASAMENTO - Martins peralva


 


Martins Peralva, sugere a seguinte classificação dos casamentos: Acidentais, Provacionais, Sacrificiais, Afins (Afinidade superior), Transcendentes.

 
ACIDENTAIS : Se dá por efeito de atração momentânea, de almas ainda inferiorizadas. São as pessoas que se encontram, se vêem, se conhecem, se aproximam, surgindo, daí, o enlace acidental, sem qualquer ascendente espiritual. Usando de seu livre arbítrio, uma vez que por ele construímos sempre o nosso destino. No nosso mundo, tais casamentos são comuns, ainda.
PROVACIONAIS: Reencontro de almas, para reajustamentos necessários à evolução delas. São os mais frequentes. É por essa razão que há tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes, em dolorosas tragédias. Deus permite a união deles, através das leis do Mundo, a fim de que, pelo convívio diário, a Lei Maior, da fraternidade, seja por eles exercida nas lutas comuns. A compreensão evangélica, a boa vontade, a tolerância e a humildade são virtudes que funcionam à maneira de suaves amortecedores.
O Espiritismo, pelos conhecimentos que espalha, é meio eficiente para que muitos lares em provação, se reajustem e se consolidem, dando, assim, os primeiros passos na direção do Infinito Bem. O Espírita esclarecido sabe que somente ele pagará as suas próprias faltas, porém sempre contando com o auxílio Divino.
SACRIFICIAIS: Deus permite aí, o reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada, com o objetivo de redimir a que se pedeu pelo caminho. Reúnem almas possuidoras de virtude a outras de sentimentos opostos. Acontece quando uma alma esclarecida, ou iluminada se propõe ajudar a que se atrasou na jornada ascensional. Como a própria palavra indica, é casamento de sacrifício, para um deles. E o sacrificado tanto pode ser a mulher como o homem. Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda, torturado e sofredor, o objeto de sua afeição.Volta, então, e, na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor retardatário, a fim de, com o seu carinho e com a sua luz, estimular-lhe a caminhada.  O Evangelho nos lares, como em toda a parte, funciona à maneira de estimulante da harmonia e construtor do entendimento.
AFINS : Pela lei da afinidade, reencontram-se corações amigos, para consolidação de afetos. São os que reúnem almas esclarecidas e que muito se amam. São Espíritos que, pelo casamento, no doce aconchego do lar, consolidam velhos laços de afeição.
TRANSCENDENTES: São Almas engrandecidas no Bem que se buscam para realizações imortais. São constituídos por almas que se reencontram, no plano físico, para as grandes realizações de interesse geral. A vida desses casais encerra uma finalidade superior. O ideal do Bem e do Belo enche-lhes as horas e os minutos repletando-lhes as almas de doce ventura, acima de quaisquer vulgaridades terrenas, acima das emoções inferiores, o amor puro e santo. Todos nós passamos, ou passaremos ainda, segundo o caso, por essa sequência de casamentos: acidentais, provacionais e sacrificiais, até alcançarmos no futuro, sob o sol de um novo dia, a condição de construirmos um lar terreno na base do idealismo transcendental ou da afinidade superior. E enquanto caminhamos, o Espiritismo, abençoada Doutrina, cumulará os nossos dias das mais santas esperanças…
É evidente que o matrimônio, sagrado em suas origens, tem reunido sob o mesmo teto os mais variados tipos evolutivos, o que vem demonstrar que a união, na Terra, funciona, às vezes como meio de consolidação de laços de pura afinidade espiritual, e, noutros casos, em sua maioria, como instrumento de reajuste.
Algumas vezes o lar é um santuário, um templo, onde almas engrandecidas pela legítima compreensão exaltam a glória suprema do amor sublimado. Porém, a maioia dos lares funcionam como oficina e hospital purificadores, onde, sob o calor de rudes provas e dolorosos testemunhos, Espíritos frágeis caminham, lentamente, na direção da Vida Superior.

 
Autor: Martins Peralva
Livro : Estudando a Mediunidade – cap. XVIII

No livro de sua autoria, Fé, Paz e Amor, página 92, Emmanuel, o sábio amigo do médium Chico Xavier, ensina:“Se encontrastes em casa, o campo de batalha, em que sentes compelido a graves indenizações do pretérito, não te detenhas na dúvida! Suporta os conflitos à própria redenção, com valor moral do soldado que carrega o fardo da própria responsabilidade, enquanto se desenvolver a guerra a que foi trazido. Não te esqueças de que o lar é o espelho, onde o mundo contempla o teu perfil e, por isso mesmo, intrépidas e tranquilas nos compromissos esposados, saibamos enobrecê-los e santificá-los.”

 
Observação de Édo Mariano: Sendo assim, verificamos que não é compensadora a separação. Para tanto, toma-se necessário que cada um dos cônjuges compreenda a importância de sua participação empenhada no êxito resolutivo nas divergências. Assumindo, com boa vontade e compreensão, a parte que lhes compete, receberão, necessariamente, uma solução positiva. Isso é de Lei. A separação, portanto, toma-se necessária em casos extremos, quando a irracionalidade de um ou de ambos os cônjuges não propiciar ambiente para entendimentos; quando a convivência, ao invés de pacificar, cria maiores divergências, complicando, ainda mais, as dificuldades para o bom relacionamento; quando as agressões podem causar prática de crimes ou por adultério. Todavia, mais cedo ou mais tarde, as partes se encontrarão para os devidos reparos, pois, nas Leis de Deus, só a prática do AMOR nos fará felizes.
 

 
Leiam o livro "PLANO B" de Richard Simonetti para entender melhor este assunto

sábado, 27 de outubro de 2012

Resumo do livro A Diversidade dos Carismas - Hermínio Miranda

                                                          

DIVERSIDADE DOS CARISMAS - (RESUMO)

 

Sobre Diversidade dos Carismas - Hermínio C. Miranda (Resumo)

Estudo sobre a mediunidade, dividido em 3 partes: problemas do médium em potencial, animismo (manifestações do espírito do próprio sensitivo) e mediunidade propriamente dita. A abordagem integra teoria e prática. O autor relata um estudo de caso e confronta casos cientificamente estudados, citando autores espíritas e inclusive não-espíritas com o objetivo de enriquecer, ilustrar e formular suas hipóteses.


Cap. 1 - O médium: eclosão, desenvolvimento e exercício de suas faculdades (Resumo)
O livro se inicia com o autor nos apresentando Regina, personagem que irá nos acompanhar durante todos os capítulos.
Mediante a eclosão dos fenômenos mediúnicos (Regina é médium espontânea), começa então uma busca visando o controle e desenvolvimento apropriados da mediunidade para a prática do bem.
O autor nos mostra que essa parte inicial da mediunidade tem suas dificuldades, focando especialmente a falta de preparo que alguns grupos espíritas apresentam para receber os aspirantes ao trabalho mediúnico.
Identifica que o papel do dirigente é crucial nesse momento, observando o importante papel da observação, do bom senso e da crítica construtiva no desenvolvimento do médium.
Demonstra que uma orientação insuficiente e mal dirigida coloca o médium, já em situação delicada, em conflito e desequilíbrio, podendo mesmo exterminar a faculdade que desponta.
No caso, Regina consegue vencer essas dificuldades buscando auxílio nos amigos espirituais, conforme será mostrado no capítulo seguinte.
Cap.2 - Minibiografia (Resumo)
Regina havia sido um espírito lúcido desde as suas primeiras semanas de vida. Dotada de memória espantosa, tinha flashes de uma outra vida, anterior a essa. Não conseguia entender como, de uma hora para outra, tudo havia mudado. Tinha muita dificuldade em aceitar sua família e sua condição atuais.
Quando chegou à adolescência a situação se agravou: sua perturbação aumentou e sua negação da família se acentuou. Começou, então a fixar-se cada vez mais em suas lembranças como fuga à sua realidade. Como seus períodos de alienação estavam cada vez mais longos e freqüentes, acabou por consultar uma analista.
O analista, mesmo tendo formação espírita, manteve-se rigoroso em sua postura técnica e catalogou os fenômenos que Regina manifestava com os jargões de sua especialidade (psicanálise). Na verdade, a fenomenologia apresentada por Regina correspondia a um fenômeno chamado memória remota e que é anímico (próprio do espírito de Regina), pois era resultante da manipulação voluntária ou involuntária do seu próprio inconsciente. Porém, certamente tinha a participação de um componente mediúnico, uma vez que animismo e mediunidade são fenômenos conjugados e complementares.
A terapia não estava produzindo melhoras e o encontro real com uma das pessoas de suas visões (seu marido) terminou por agravar-lhe grandemente a situação. Nesse ponto, as visões já a estavam dominando e se impondo espontaneamente. Foi quando, em suas orações, começou a ouvir a voz de um amigo espiritual. Foi ele, com sua conversa nos momentos de recolhimento, quem a orientou, clareou seus pensamentos e lhe deu forças para prosseguir. Também através dessa orientação, entrou em contato com os livros da doutrina espírita e foi quando começou sua peregrinação por centros espíritas.
Hermínio Miranda discorre então sobre os fatores cruciais para um bom desenvolvimento mediúnico:
1- Teoria e Prática: Estudo teórico das questões pertinentes ao mediunato (quanto mais preparado o cérebro, melhor se torna o instrumento mediúnico) é de vital importância. Leitura indicada: Livro dos Médiuns e Livro dos Espíritos (ambos de Allan Kardec). Note-se que é recomendado o estudo aprofundado/ sistemático e não uma simples leitura.
2- Definições e Decisões: Mediunidade é uma faculdade natural, que se descobre, identifica e se aprende a utilizar para que dela se faça bom uso. Para tanto é fundamental a disponibilidade para a adoção de disciplina pessoal (mental e de comportamento), a qual possibilite a aproximação de verdadeiros amigos espirituais. Ela é um instrumento de trabalho e não de gozo pessoal; é para servir. O médium deve ter bem claro que se trata de uma responsabilidade e compromisso, a qual lhe exigirá dedicação, cultivo e sacrifício.
3- Reflexões sobre a Humildade: O médium deve ter humildade para realizar constante auto-exame a fim de identificar atitudes e pensamentos que deve mudar e os que deve manter e reforçar. Deve reconhecer também que é preciso haver disciplina, tempo e lugares certos para o exercício do trabalho mediúnico. Sua humildade também é necessária na aceitação de que sua tarefa não obedece a suas escolhas e preferências pessoais e que sua mediunidade, se esse for realmente o seu caminho, também não será aquela a que ele tiver mais simpatia; em suma, deve estar preparado para aceitar que tipo de contribuição efetivamente pode dar e sentir-se grato por ela.

4- Mediunidade como Trabalho de Equipe:

A faculdade mediúnica não se destina ao uso pessoal e exclusivo, mas para servir ao próximo. Além disso, o trabalho em grupo também é ferramenta para se evitar mistificações, uma vez que o grupo viabiliza trocas, onde se debate o teor das comunicações bem como o comportamento mediúnico e, através do exercício ordenado da mediunidade, possibilita uma maior atenção, harmonização e vigilância.
5- Riscos e Desvios: O exercício inadequado da mediunidade é quando ela é canalizada para a promoção pessoal desse ou daquele médium, desta ou daquela instituição. Na prática, normalmente isso leva a cobranças pelos serviços que deveriam ser ofertados voluntariamente ou ao endeusamento de um ou mais médiuns, aviltando suas vaidades e promovendo, ao invés do bem estar dos irmãos necessitados, a fascinação e a realização de verdadeiros shows, desvirtuando dessa forma a real essência da mediunidade.
6- O Médium e a Crítica: A crítica é necessária ao aperfeiçoamento do nosso trabalho, das nossas faculdades e de nós mesmos como seres humanos. O médium deve ser receptivo ao seu grupo de trabalho, não só depositando confiança para entregar-se ao trabalho, como também para debater seus resultados a fim de realizar correções e ajustes que visem o aperfeiçoamento de sua mediunidade. É necessário, portanto, ser receptivo às críticas que lhe são feitas por pessoas mais experientes e de maior conhecimento, ao mesmo tempo em que deve precaver-se com relação a crítica exagerada e, principalmente, a injusta, para que não venha a sufocar suas faculdades nascentes ou criar inibições insuperáveis devido a insegurança e desconfiança. É preciso também atentar para o contrário, ou seja, tomar cuidado com elogios bajuladores que poderiam indevidamente levá-lo a crer-se na categoria dos semi-deuses.
7- Crítica e Autocrítica: O autor nos orienta sobre como identificar as críticas construtivas e fundamentadas, bem como distinguir entre as palavras de estímulo e elogios bajuladores. Informa-nos que, para tanto, é imprescindível o estudo para sermos capazes de discernir aquilo que está de acordo com a doutrina espírita. Além disso, deve-se avaliar a própria conduta, ou seja, se está havendo cumprimento dos compromissos profissionais e pessoais, se está cuidando para desenvolver uma moral mais elevada no seu comportamento diário, se não se está cultivando vícios, se tem se dedicado ao exercício da prece com regularidade, etc.
8- O Crivo da Razão: É o bom senso aliado ao espírito crítico, na verificação da autenticidade e da natureza das manifestações mediúnicas. O autor alerta para a sedução que alguns espíritos de natureza infeiror exercem sobre médiuns e outras pessoas; são espíritos que querem impressionar através de fenômenos de pequena monta, revelações e elogios, para assim conquistar a confiança e a partir daí começam a impor regras e rituais, criando uma situação de cumplicidade que melhor seria definida como de dependência.
9- Excessos da Autocritica: A atitude crítica deve ser reservada para os resultados somente e não para bloquear o processo em si. O médium deve manter a livre circulação de idéias para dar espaço ao fenômeno mediúnico. Somente se os resultados forem verdadeiramente insatisfatórios, deve-se repassar os fatores envolvidos na instrumentação mediúnica, identificar o ponto defeituoso e efetuar as devidas correções. Além disso, o médium deve manter uma postura saudável de auto-confiança, mantendo o equilíbrio entre os dois (confiança e crítica vigilantes).

10- O Trabalho Mediúnico no Centro Espírita

Selecionar um bom grupo que se possa frequentar com regularidade e no qual encontre apoio, orientação e espaço para trabalhar, além de pessoas bem preparadas (teoria e prática mediúnicas) e dispostas a auxiliar o médium em seu aperfeiçoamento com orientação segura e tratamento compreensivo. Kardec e outros autores também nos dizem que, para propiciar uma maior unidade e consequente uniformidade de idéias, o ideal é trabalhar-se com grupos pequenos de médiuns, onde a harmonia é mais facilmente conseguida.
11- Os Espíritos são Gente: "Os espíritos não são brinquedos infantis, mas indivíduos dotados de um claro propósito na vida e que escolhem seus médiuns como a melhor instrumentação para alcançarem os objetivos que têm em mente". Acrescente-se também que, embora alguns estejam degraus acima e outros abaixo de nós, todos são seres humanos, não havendo justificativa para tratá-los como deuses e nem para tratá-los como seres desprezíveis.
12- O Médium e o Grupo:Palavras Finais: Não é tão fácil encontrar o grupo ideal e nesse caso sempre se faz necessária uma certa dose de humildade e flexibilidade. Se no entanto, as concessões forem muitas a ponto de descaracterizarem as singularidades do trabalho que as partes realizam, o médium deve procurar um outro local onde possa exercer suas faculdades. Uma observação importante, nos agrupamentos espíritas, é que a presença de um dirigente de tarefas mediúnicas consciente (e não insconsciente) é mais favorecedora para a tarefa que ele tem a desempenhar.
13- Que é Concentração? Tanto no fenômeno anímico como no mediúnico, o esforço da chamada concentração é uma das principais causas inibidoras do fenômeno. O relaxamento físico e mental é fator de primária importância para o desenvolvimento da mediunidade. Na verdade, a concentração é justamente esvaziar a mente de pensamentos e essa receptividade abre espaço para que o fenômeno, seja ele anímico ou mediúnico, se produza. Evidentemente, isso diz respeito basicamente ao fenômeno da incorporação, onde a mente tem que estar livre para deixar penetrar os pensamentos do espírito da maneira mais fiel possível.
14- De Novo a Passividade: A passividade é resultante do estado de relaxamento, entretanto, embora o médium deva ser um instrumento passivo, isso não significa inércia ou ausência de participação. A mediunidade deve, nesse sentido, ser o resultado de uma equação equilibrada entre permitir e vigiar, coibindo abusos não somente durante as manifestações em si como no discernimento do momento adequado para elas ocorrerem.

Cap.3 - Animismo (Resumo)

Animismo é a atividade da alma que engloba "todos os fenômenos intelectuais e físicos que supõem uma atividade extracorpórea ou à distância do organismo humano e mais especialmente todos os fenômenos mediúnicos que podem ser explicados por uma ação que o homem vivo exerce além dos limites do corpo" (Aksakof, Alexandre, 1983). Na codificação, ele aparece subentendido no Livro dos Médiuns, onde se menciona que, se é possível a um espírito encarnado realizar comunicações, enquanto espírito, conosco, fica claro que o espírito do próprio médium também pode se manifestar em uma comunicação. Exemplos de fenômenos anímicos: telepatia, letargia, catalepsia, morte aparente, sonambulismo, êxtase, dupla visão, contatos com outros indivíduos durante o desdobramento, etc.
Ressalte-se que não existe fenômeno mediúnico puro, uma vez que, para que ele ocorra, faz-se necessário um espírito encarnado e suas faculdades, portanto anímicas. O que varia nesse caso é o grau de fidelidade com a qual o médium irá transmitir a comunicação recebida. Uma manifestação anímica não invalida o espiritismo, pois seria uma decorrência natural da própria teoria e também não deve desmerecer o médium, que nesse momento necessita de compreensão e apoio fraterno. O que deve ser observado são as circunstâncias e os porquês dessa manifestação, bem como é necessário verificar se o fenômeno se trata mesmo de animismo ou se o médium está interferindo nas comunicações, porquê e qual a melhor maneira de ajudá-lo. Nesse último caso, as comunicações passam a ser fraudulentas, seja por ação consciente ou inconsciente do médium e o mesmo deve ser orientado. Ainda sobre a questão do animismo X espiritismo, o mais importante é que as mensagens transmitidas sejam avaliadas e, consequentemente, aceitas ou rejeitadas pelo que são em si e não por sua origem.

Cap.4 - Interação animismo/mediunidade (Resumo)
Cap.5 - Desdobramento (Resumo)
Cap.6 - Desdobramento como precondição do trabalho mediúnico (Resumo)
Cap.7 - Condomínio Espiritual (Resumo)
Hermínio Miranda comenta sobre um fenômeno involuntário de "ausência" que ocorria com Regina, período no qual era vista por outras pessoas e realizando atividades cotidianas mas do qual não tinha consciência e que com o passar do tempo ela conseguiu controlar com certa eficiência.
Inicialmente, para explicar essas ocorrências, ele as coloca como um fenômeno de bilocação, ou seja, deslocamentos do persipírito quando se emancipa da alma. Porém, a bilocação ou bicorporeidade é um fenômeno que normalmente ocorre com o corpo em repouso ou relaxado. Como no caso dela, a "ausência" também ocorria com o corpo em movimento e realizando atividades, ele propôs que se tratava de um fenômeno anímico de desdobramento junto com outro fenômeno, de cunho mediúnico, de incorporação.
O autor explicita então o que define como condomínio espiritual e coloca que a múltipla personalidade pode ser vista como um fenômeno dessa espécie. Ele define o termo como um acordo mútuo entre um grupo de espíritos autônomos, incluindo o de uma pessoa encarnada, no qual eles dividem entre si, o uso de um corpo e onde o espírito encarnado não preserva as lembranças do ocorrido durante sua "ausência" (a memória fica com o "invasor"). Acresenta que esse fenômeno pode ser mais ou menos pacífico.

Hermínio Miranda também nos alerta que para encontrar explicações para esse e outros fenômenos a melhor hipótese é normalmente aquela que nos oferece menor resistência, onde há uma economia de esforço, sendo então a hipótese mais provável.
Cap.8 - Clarividência (Resumo)
O autor coloca que a clarividência normalmente engloba um conjunto bastante vasto de manifestações, passando por percepções de memória, visão de desencarnados, autoscopia (visão dos órgãos internos), deslocamentos no tempo/espaço, premonição, flashes de intuição, gerando uma confusão sobre o termo. Ele propõe que se classifique a clarividência como o fenômeno onde há visão à distância, no tempo e/ou no espaço e que tal fato ocorre usualmente através de um desdobramento perispiritual, como por exemplo no fenômeno da janela psíquica. Trata-se portanto de um fenômeno anímico, ou seja, uma atividade do espírito encarnado, sem a participação dos espíritos.
Dessa forma, o autor distingue a mediunidade de vidência da clarividência. A vidência é um fenômeno mediúnico pois, como postula Kardec, faz-se necessária a intervenção de um espírito desencarnado para que ela ocorra, constituindo um intercâmbio energético e de vontades, sendo possível através da combinação de fluidos das partes participantes. É a faculdade de ver espíritos, seja em estado normal (acordado), sonambúlico ou próximo dele e que usualmente trata-se de uma crise passageira, não sendo permanente. Kardec inclusive recomenda que se espere o desenvolvimento natural dessa faculdade para evitar os perigos de superexcitação da imaginação (alucinações).
Hermínio Miranda complementa sua informações nos dando a saber que os órgãos físicos estimulados pelos espíritos para a produção de quadros/imagens e sons/vozes nos médiuns são respectivamente o diencéfalo e a cóclea.
Cap.9 - Psicometria (Resumo)
Cap.10 - Déjà vu (Resumo)
Déjà vu = o já visto.
O autor propõe três hipóteses para a ocorrência do fenômeno:
1) A pessoa viveu em determinado local com determinadas pessoas em uma encarnação passada e consegue identificá-los em alguma instância quando os reencontra;
2) A pessoa teve um desdobramento perispiritual anterior ao fato (em sonho, por exemplo) e viu com seu espírito, o que depois acaba vendo fisicamente;
3) A pessoa consegue deslocar-se também no tempo e antevê algo que está para acontecer e que quando ocorre é como se fosse um filme que assiste pela segunda vez.
Hermínio Miranda também fala em particular sobre o êxtase.
O êxtase é um fenômeno de desdobramento mais profundo, onde o espírito se torna mais independente.
Kardec nos fala sobre as complicações na análise das experiências ocorridas durante este fenômeno pois quando não dispomos de conceitos ou palavras adequados para compreender e relatar essas experiências, podemos ser levados a certas especulações que nada tem com o fenômeno em si. Citando Kardec, em Óbras Póstumas:
Há por vezes, no extático, mais exaltação que verdadeira lucidez, ou melhor, a exaltação lhe prejudica a lucidez, razão porque suas revelações são com frequência uma mistura de verdades e erros, de coisas sublimes e outras ridículas. (Kardec, Allan,1978)
Cap.11 - Mau-olhado (Resumo)
Hermínio Miranda nos alerta que a sabedoria popular é muito mais profunda do que pode parecer. Infelizmente, fenômenos de grande magnitude e importância continuam sendo vistos até hoje como meras superstições, quando, na verdade, tratam-se apenas de uma realidade não muito bem estudada.
O mau-olhado no sentido de um olhar poderoso capaz de murchar plantas ou causar incidentes e doenças não existe; o que existe são sentimentos desamornizados que canalizados por uma vontade (podendo esta ser consciente ou inconsciente), produzem distúrbios acentuados em plantas, animais ou pessoas. Essa emissão, na verdade, pode ser tanto para construir como para destruir, dependendo da intenção na qual o pensamento foi emitido (boa ou ruim). A pessoa não precisa ser necessariamente má para produzir esses efeitos desagradáveis, pois, como é sabido, sentimentos como cobiça e inveja não são positivos e são até bastante comuns. Além disso, o autor destaca que nem sempre a pessoa se dá conta de que gera essa descarga em outras pessoas.
Trata-se portanto de um fenômeno anímico (do espírito encarnado), que pode ser ou não potencializado pela presença de espíritos afins.
Cap.12 - Fenômenos de efeito físico (Resumo)
Cap.13 - Mediunidade (Resumo)
Cap.14 - Aura (Resumo)
Cap.15 - Psicofonia (Resumo)
Cap.16 - Semiologia da comunicação mediúnica (Resumo)
Cap.17 - Canais de comunicação: contribuição dos amigos espirituais (Resumo)
Cap.18 - Desenvolvimento (Resumo)
Cap.19 - O médium em ação (Resumo)
Cap.20 - Atividades paralelas e complementares (Resumo)
Hermínio Miranda fala sobre o trabalho de orientação espiritual e sua importância, comentando ainda que é um trabalho, infelizmente, pouco realizado pelos médiuns.
Trata-se de um trabalho mediúnico que consiste na consulta formal aos amigos espirituais. É justamente o que o nome diz, ou seja, uma sugestão dos espíritos que tem como base o conhecimento mais amplo da situação da pessoa, visando a um certo esclarecimento dos fatores implicados na causa da situação atual e, com base nessa compreensão, sugerem uma mudança de postura na pessoa ou naqueles que se encontram diretamente envolvidos com ela. Faz-se necessário um médium bem ajustado e que esteja sob o controle de espíritos responsáveis e esclarecidos para que o trabalho de orientação seja realizado com eficiência.
Interessante ressaltar que, raramente, os espíritos apontam para um caso de obsessão ou mediunidade embotada como geradores de distúrbios emocionais ou psíquicos e que, somente quando entendem que esse é realmente o caso, explicitam-no e dão sua sugestão. Além disso, uma vez que seu conselho está permeado por um conhecimento mais amplo, casos de gravidade podem ser explicitados e elucidados e os eclarecimentos são passados de acordo com o nível de entendimento e de desenvolvimento das pessoas envolvidas.
Cap.21 - Os carismas e a caridade (Resumo)
A caridade espiritual necessita do amparo da caridade material, que a sustenta, balanceia e complementa. Daí a importância de se realizar alguma atividade assistencial para quem se dedica ao exercício regular da mediunidade. O autor cita Paulo para ressaltar a importância da caridade e faz uma interessante observação de que a mediunidade não reside somente na comunicação com os espíritos, pois esta mediunidade auxilia àqueles que já tem noção da existência do lado espiritual e, uma vez que a caridade deve ser praticada com todos, a mesma atenção e carinho devem ser dispensados àqueles que ainda não se encontram convencidos dessa realidade, fornecendo encorajamento e esperança aos que ainda não tem o suporte da fé.
Para ilustrar isso, o autor cita algumas histórias onde o singelo ato de caridade de Regina (realizando enxovais para famílias pobres) acabou sendo crucial para reavivar esperanças e ânimo, mudar atitudes e auxiliar na tomada de decisões sérias na vida dessas pessoas.
Regina não se afinava com a idéia de caridade estatística. A filosofia de Regina para seu pequeno trabalho era dar com amor, roupas de qualidade, de vários tamanhos e em quantidade suficiente para que a família humilde pudesse ter fôlego para se reestruturar financeiramente. Ela tinha consciência de que acendia somente uma vela e, embora algumas pessoas acendam holofotes, há aquelas que passam a vida inteira sem riscar um só fósforo.

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Quem é Maria de Nazaré para nós Espíritas?


QUEM É MARIA PARA OS ESPÍRITAS?

Maria ganhou muitos nomes pelos católicos. Por exemplo: Nossa Senhora de Fátima, pela aparição em Fátima (Portugal); Nossa Senhora Aparecida, por ter sido encontrado uma imagem na cidade de Aparecida durante uma pesca; o título de rainha, etc., são nomes e títulos que a Igreja Católica deu a Maria. Para nós espíritas ela foi aqui na Terra, Maria a mãe de Jesus. Hoje, é um espírito que continua a trabalhar na Seara do Senhor, não mais como mãe, mas como irmã de Jesus e de todos nós, já que aprendemos que somos todos filhos de Deus, e aqui na Terra nós não “somos” mães, filhos, netos, etc., nós “estamos” por um breve tempo desempenhando tais papéis. Temos grande admiração e respeito a este espírito que aceitou a missão de receber o maior espírito que o planeta Terra já recebeu: JESUS. E foi ele que pediu que fossemos "mansos como as pombas, mas prudentes como as serpentes". E nós somos mansos como as pombas e nos esquecemos de ser prudente como a serpente. E tudo que os outros dizem, nós acreditamos. Vejamos que na idade média, a religião tradicional dizia para o povo que o mundo ia acabar. E o povo saía entregando as fazendas, as cabras, as casas, para a religião dominante. Mas, se o mundo ia acabar, porque a religião recebia? E ninguém refletia sobre isto? Mostrando como somos tolos. Temos que pensar no que está sendo apregoado, se faz sentido. E na maioria das vezes, veremos que são coisas ridículas. E os zombeteiros tiram proveito disso, enquanto nós nos conformamos dizemos que isso é das religiões. As pessoas mais atentas dirão: “Tá vendo, o que a religião faz com a cabeça dos outros?” Mas não é a religião, são alguns religiosos encarnados ou desencarnados, ou pseudo religiosos, seria melhor dizer, que se valem do nome da crença, da atitude das pessoas, da imaturidade emocional dos indivíduos, e saem por ai pregando.
J. Raul Teixeira conta, em uma de suas palestras que certa vez, no seu Estado (R.J.), apareceu um indivíduo com um cobertor nas costas, fazendo profecia e dizendo que aquele cobertor havia sido mandado tecer por Maria de Nazaré para ele. E as pessoas iam lá colocar a mão no tal cobertor e queriam levar um pedacinho. E conclui dizendo: “em pleno século 21, é um vexame. Muita gente sofre enganos, é enganada, é iludida, furtada, roubada, porque não amadureceu emocionalmente, intelectualmente, não aprendeu a raciocinar. E estes quesitos não podem ser imputados à Deus, à Jesus e nem à religião, mas sim, aos grupos sócio-econômico, político-econômico, que adotam os nomes das religiões. Bom senso e água fluidificada, não fazem mal a ninguém. É a ingenuidade que faz com que as pessoas busquem este tipo de coisa. Isso vai gerando a ignorância cada vez maior das pessoas. Quando alguém ouve que apareceu Nossa Senhora na janela, o povo todo marcha para lá. Encontraremos universitários ou não, é uma ignorância generalizada. Usemos o raciocínio e perguntemos: “Será que Nossa Senhora não tem mais o que fazer nos páramos celestiais?” ; “Será que para ajudar a humanidade ela precisa vir aqui em São Paulo, Rio de Janeiro, etc.?”; “Por que Maria não apareceria para os povos africanos, japoneses ou da Etiópia?” Por detrás desta psicologia da credulidade tem sempre alguém tirando vantagem. Nós estamos desacostumados a pensar. Nós estamos acostumados a acreditar. Somos pouco criteriosos. O Espiritismo está nos ajudando a pensar, questionar e não aceitar tudo que nos dizem.”
O QUE É SANTO NA VISÃO ESPÍRITA? André Luiz responde: “É um atributo dirigido a determinadas pessoas que aparentemente atenderam, na Terra, à execução do próprio dever.” Os santos são chamados pela Doutrina Espírita de socorristas, e estes trabalham e não querem outro pagamento a não ser adquirir vontade de serem bons e servos de Jesus. Trabalham por toda parte, nos umbrais, nos postos de socorro e também ajudam os encarnados e muitas vezes, atendem os chamados de fé em nome das diversas entidades conhecidas na Terra (Maria, Jesus, Expedito, etc.). Há grande concentração de socorristas em lugares de romaria onde muitos oram e fazem pedidos. Estes abnegados trabalhadores atendem em nome de Nossa Senhora, dos diversos santos, de Jesus, etc. Os bons acodem sempre. Se os pedidos são mais complexos, são encaminhados a ministérios próprios e analisados pelos que lá trabalham. Para serem atendidos, são levados em conta alguns critérios como: “O que pede é bom para ele?” As vezes, pede-se uma graça que seria um bem no momento, e causa de dor no futuro; pedem fim de sofrimentos, doenças e às vezes não se pode interromper o curso de seu resgate; também é levado em conta, se ao receber a graça, a pessoa melhora se voltando mais ao “Pai”. Se aprovado, vão os socorristas e ajudam a pessoa, não importando a eles para quem foi feito o pedido, embora, há equipes que trabalham atendendo os pedido à Nossa Senhora, santos do lugar, etc . . . Podemos também ser atendidos pelos próprios santos, que nada são que servos de Jesus.
O ESPÍRITA FAZ PROMESSA? Não. Promessa é costume dos católicos. Nós espíritas não barganhamos com Deus, Maria ou qualquer outro "santo". Por exemplo, há quem vá a Aparecida do Norte para agradecer a Nossa Senhora (Maria) por um pedido alcançado como se ela estivesse lá. Caminham quilômetros, carregam cruzes, velas, sobem ladeiras de joelhos, etc. Nós espíritas questionamos: "será que ela não ficaria mais contente se fizessem algo por alguém para retribuir o que "ela" fez?" O sacrifício que Maria, Deus, Jesus e os benfeitores espirituais querem de nós é o da alma e não a do corpo físico. É a reforma íntima onde nos despojamos dos sentimentos, atitudes e palavras inferiores. Estes Espíritos de grande evolução que viveram e vivem conosco neste planeta devem ser exemplos para que sigamos seus ensinamentos na prática e não para virarem "santos(as)" para que, depois de sua desencarnação fiquemos pedindo, pedindo e pedindo. Aliás, eles também fazem seus pedidos e nós não lhes damos ouvidos. Perguntemos: "Como estamos tratando nossos familiares, nossos colegas de escola ou trabalho?" "Nós perdoamos ou revidamos as ofensas?" "Respeitamos os mais velhos, os animais, as crianças, o próximo e a nós mesmos?" Enquanto isso, muitos comercializam o nome de Maria e sua falsa imagem, pois ela era simples como o filho, não usaria coroa de ouro e não aceitaria estar vestida com roupa cuja franja é de ouro 14 K, as lantejoulas vieram da Tchecoslovaquia, o veludo é inglês e sua imagem é guardada em uma caixa de ouro. Precisamos lembrar que Jesus repreendeu o comércio no templo religioso. Este é o que o espírita pensa, sem querer impor ou ir contra quem pensa e age de maneira diferente.
OS ESPÍRITAS ACREDITAM EM MILAGRE? As curas realizadas por Jesus, por exemplo, foram consideradas pelo povo como milagres, no sentido que a palavra tinha na época: o de coisa admirável, prodígio. Atualmente, o Espiritismo esclarece que os fenômenos de curas se dão pela ação fluídica, transmissão de energias, intervenção no perispírito, e permite examinar e compreender as curas realizadas por médiuns (espíritas ou não); por pessoas dotadas de excelente magnetismo; ou direto pelos socorristas (santos) desencarnados. Essa explicação não diminui nem invalida as curas admiráveis, feitas por Jesus; pelo contrário, leva-nos a reconhecer que Jesus tinha alto grau de sabedoria e ação, para poder acionar assim as leis divinas e produzir tais fenômenos. Os fatos como milagres nada mais são do que fenômenos; fenômenos que estão dentro das leis naturais; são efeitos cuja causa escapa à razão do homem comum. Podem ocorrer sempre que se conjuguem os fatores necessários para isso.
E A VIRGINDADE DE MARIA? A virgindade perene de Maria, defendida pelos teólogos medievais, mesmo os mais ilustres como Agostinho e Tomás de Aquino, entranhou-se de tal forma na mente popular que se incorporou ao seu nome. Os fiéis evocam a Virgem Maria. No entanto, a virgindade da mãe de Jesus, que teria sido preservada mesmo depois do parto, contraria os textos evangélicos, onde está registrado que ela teve outros filhos. Em Mateus (13:53-56) diz o povo, em Nazaré, onde Jesus acabara de fazer uma pregação: Não é este o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs, não moram conosco? Então, de onde vem tudo isso? Pretendem os teólogos que os enunciados irmãos de Jesus eram primos ou, então, filhos de um primeiro casamento de José. Mera especulação. Por outro lado, Lucas foi o único evangelista a registrar o episódio da anunciação. Médico grego, discípulo do apóstolo Paulo, não conviveu com Jesus. Escreveu seu Evangelho com base na tradição oral ( transmissão oral de fatos ), décadas mais tarde. Jesus tornara-se uma figura mitológica, e nada melhor para exaltar o homem mito do que situá-lo como filho de uma virgem. Outro motivo ponderável para que se optasse pela virgindade de Maria: o sexo.
O simbolismo sobre o suposto pecado cometido por Adão e Eva resultou na perda do paraíso, como encontra-se no Livro Gênese, do Velho Testamento. Sexo, portanto, era sinônimo de pecado. Os casais eram orientados a buscar a comunhão carnal apenas com o objetivo de procriação. Os teólogos, buscavam fórmulas para que o sexo, que não podiam proibir, sob pena de extinguirem a raça humana, fosse minimizado na vida familiar e exercitado não como parte da comunhão afetiva, mas exclusivamente para a procriação.
O sexo era vedado aos domingos, dias consagrados ao Senhor; no jejum de quarenta dias, antes da Páscoa; vinte dias antes do Natal; dias antes de Pentecostes; três ou mais dias antes de receber a comunhão; durante o período menstrual, semanas entes e depois do parto . . . Quanto menos tempo disponível, menos pecado. Para conter os fiéis apregoava-se que o sexo nos períodos proibidos gera filhos deficientes físicos e mentais e doenças como a lepra e a tuberculose. Vítimas inocentes das supostas artes do original casal, estamos todos maculados pelo seu “pecado”. Todos menos Maria. Por graça de exceção ela teria nascido pura, imaculada. A idéia da “imaculada conceição” gerou um problema para os teólogos. Segundo o dogma do pecado original experimentamos a morte por causa dele. Então, se Maria nasceu sem essa mácula não poderia morrer. Resolveu-se a questão com outro dogma: a assunção de Maria. Ela não morreu. Foi arrebatada aos céus em corpo e espírito! Não há limites para a fantasia quando renunciamos à lógica e ao bom senso.
Kardec situa Maria como a imaculada, não sob o ponto de vista físico, mas espiritualmente. Porque para nós espírita SEXO não é pecaminoso. Pecaminoso é a maneira que alguns utilizam o SEXO. Porque este foi feito para gerar vida, e muitos acham que a vida foi feita para o sexo. Se sexo fosse errado, Deus teria arrumado outro meio para que seus filhos fossem gerados na Terra. Portanto, para nós espíritas, Maria será sempre um grande espírito, tenha ela sido virgem ou não.
DE QUEM É A FOTO ACIMA? É de Maria, ditada por Emmanuel ao pintor Vicente Avela através da mediunidade de Chico Xavier. Em uma rápida entrevista, Chico frisou que a fisionomia de Maria é tal qual Ela é conhecida quando suas visitas às esferas espirituais mais próximas e perturbadas da crosta terrestre; como a Legião dos Servos de Maria que agem na instituição em amparo aos suicidas que está detalhado no livro Memórias de um suicida.

OBSERVAÇÃO: NÃO SOMOS CONTRA QUEM PENSA E AGE DE MANEIRA CONTRÁRIA, COLOCAMOS AQUI O QUE NÓS ESPÍRITAS PENSAMOS SOBRE MARIA E COMO A RESPEITAMOS.

sábado, 6 de outubro de 2012

A grande Literatura Espírita a nos enriquecer a alma

O GRANDE ALCANCE DA LITERATURA ESPÍRITA



Sala de Leitura - Luz Espírita

 LIVROS CONTÉM A OPINIÃO DOS ENVOLVIDOS EM SUA COMPOSIÇÃO (AUTORES, PSICÓGRAFOS E MENTORES ESPÍRITUAIS), AO QUE, DEVEMOS LEMBRAR O CARÁTER GENERALIZADO DA DOUTRINA ESPÍRITA, EM QUE, INDIVIDUALMENTE, NINGUÉM ESTÁ AUTORIZADO A SE INTITULAR PORTA-VOZ DO ESPIRITISMO, DEVENDO CADA PUBLICAÇÃO SER ANALISADA RACIONALMENTE. 

ACESSEM O ENDEREÇO ABAIXO PARA A LEITURA DE INÚMERAS OBRAS ESPÍRITAS

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Site só de Paslestras Espíritas

Queridos amigos!

Estamos lhes enviando o endereço de acesso de um site bastante interessante e totalmente voltado para Palestras Espíritas.

É só acessar o endereço abaixo:

http://palestrasespiritas.blogspot.com

Aproveitem bastante!

domingo, 3 de julho de 2011

Egoísmo e Orgulho

Egoísmo e Orgulho

Palestra Virtual
Promovida pelo IRC-Espiritismo
http://www.irc-espiritismo.org.br
Centro Espírita Léon Denis
http://www.celd.org.br
em conjunto com a Escola Espírita Cristã Maria de Nazaré e
Grupo Rita de Cássia de Estudos Espíritas
e-mail: eecmnrio@unisys.com.br

Palestrante: Regina De Agostini
Rio de Janeiro


Palestrante: Regina De Agostini

(trabalhadora do Grupo Rita de Cássia de Estudos Espíritas)

É com alegria que mais uma vez temos a oportunidade de refletirmos sobre um tema tão importante como Orgulho e Egoísmo. Sobre o tema da noite vou transcrever texto de Kardec do Livro "Obras Póstumas" entitulado "O Egoísmo e Orgulho":

"É bem sabido que a maior parte das misérias da vida têm origem no egoísmo dos homens. Desde que cada um pense em si, antes de pensar nos outros e cogita, antes de tudo, de satisfazer seus desejos, cada um naturalmente cuida de proporcionar a si mesmo essa satisfação, a todo custo, e sacrifica sem escrúpulo os interesses alheios, assim nas mais insignificantes coisas, como nas maiores, tanto de ordem moral, quanto de ordem material. Daí todos os antagonismos sociais, todas as lutas, todos os conflitos e todas as misérias visto que cada um só trata de despojar o seu próximo."

Este texto é bastante significativo para nossa reflexão desta noite. Nos informam os Espíritos que o egoísmo se origina do orgulho que é a exaltação da personalidade levando o homem a considerar-se acima dos outros, que é contrário à Lei de igualdade, à caridade, e todos as recomendações trazidas por Jesus. (t)

Perguntas/Respostas:

Qual a maneira mais eficaz para eliminarmos o egoísmo e o orgulho de nossos sentimentos?

A compreensão de quem somos, de onde viemos e para onde vamos. Buscando esta compreensão, o sentimento da importância da personalidade tende a desaparecer dando abertura à nossa mente para vermos no mundo aqueles que nos cercam como irmãos e não como antagonistas. O estudo da Doutrina Espírita nos ajuda bastante nesta compreensão.

Após uma vida inteira, sentir que não realizou o que queria é uma forma de orgulho?

A Doutrina nos ensina que o que não conseguimos realizar nesta encarnação sempre teremos novas oportunidades. Sem dúvida é bastante frustrante chegarmos ao final da vida com o sentimento de não ter realizado tudo aquilo que esperávamos. Não sei se é uma forma de orgulho. O importante, me parece, é a reflexão do por quê da não realização do que buscávamos. Foi falta de oportunidade? Ou um certo comodismo? Tantas perguntas podemos nos fazer nesta reflexão...

Quando fazemos algo bom e somos elogiados por isso, nos sentimos orgulhosos por algo bem feito, ou então, às vezes, dizermos ter muito orgulho por sermos brasileiros. Este orgulho também é pernicioso? Existe uma medida para sabermos quando o orgulho é excessivo e, portanto, pernicioso?

Existe, sim, uma medida para sabermos quando o sentimento do orgulho é pernicioso em nossas vidas. Como vimos no princípio, pela dissertação de Kardec, o orgulho se assenta na importância da personalidade. Ele é pernicioso quando esta importância que damos a nós mesmos sobrepõe-se nas relações, não nos permitindo perceber o próximo e fazer as escolhas necessárias sempre priorizando o que é de justiça em detrimento de nosso interesse pessoal. Para o orgulhoso de si mesmo é muito difícil esta escolha.

Quanto à sua pergunta em relação ao ficarmos felizes por sermos elogiados eu diria que todos nós necessitamos de estímulos para continuarmos a fazer o melhor. Depende de como recebemos o elogio.

Quanto ao orgulho de ser brasileiro também depende de como me coloco em relação às outras nacionalidades e como lido com isto.

Temos no Evangelho alguma passagem que nos lembra a necessidade de deixarmos o egoísmo e o orgulho?

Por mais estranho que pareça, em "O Evangelho Segundo o Espiritismo", a dissertação sobre o egoísmo esta no capítulo que se entitula "Amar o próximo como a si mesmo". Penso que todo o Evangelho do Senhor Jesus é uma exaltação da necessidade de nos libertarmos de nossas imperfeições e buscarmos realizar em nós o sentimento de amor que é absolutamente contrário ao egoísmo e ao orgulho. O amor é uma entrega, é uma doação constante da criatura à vida ao próximo, não sendo possível esta realização àqueles que só percebem a si mesmo. (t)

O orgulho e a vaidade são dois sentimentos que me parecem gêmeos. Que tipo de reação sofrerá, em vida futura, ou na erraticidade, um espírito que alimenta esses sentimentos?

Decepção... quando perceber a realidade espiritual, os valores reais do Espírito. Decepção e profunda tristeza que nos levam, muitas vezes, a buscarmos posições difíceis em outras encarnações. (t)

O que poderia dizer sobre o ORGULHO religioso?

Todo e qualquer orgulho, seja de casta, seja raça, seja de religião é prejudicial à criatura. Orgulho religioso seria o sentimento da exclusividade de uma religião? O que realmente você está querendo enfocar? (t)

É prejudicial, segundo a doutrina, o orgulho que pais sentem em relação aos filhos, quando esses se destacam nos esportes, artes, etc.?

Não é o sentimento de felicidade pela atuação de nossos filhos que é prejudicial. Quando aqueles que amamos se destacam nas atividades que empreendem é absolutamente natural o sentimento de felicidade que sentimos. Mas quando passamos a desconsiderar as vitórias dos outros e somente valorizamos a de nossos filhos, ai sim diríamos que existe um problema. Penso que a nossa dificuldade é que usamos sempre a mesma palavra ORGULHO, quando significa, muitas vezes, o sentimento de felicidade, de satisfação pelas realizações daqueles que amamos.

O egoísmo seria uma parcela do orgulho? Ou o orgulho, uma parcela daquele?

Os Espíritos nos esclarecem que o egoísmo se origina do orgulho, da importância da personalidade. No mesmo texto citado no princípio, Kardec nos coloca que o egoísmo e o orgulho nascem de um sentimento natural: O instinto de conservação. E como Deus nada pode ter feito inútil, o instinto de conservação e todos os outros instintos que trazemos têm a sua utilidade.

Desta forma, contidos nos justos limites, estes sentimentos não são maus em si mesmos, "a exaltação é o que o torna mau e pernicioso. O mesmo acontece com todas as paixões que o homem freqüentemente desvia do seu objetivo principal. Ele não foi criado egoísta, nem orgulhoso por Deus, que o criou simples e ignorante; O Homem é que se fez egoísta e orgulhoso, exagerando o instinto que Deus lhe outorgou para sua conservação". (t)

O amor em nossas vidas é ainda, digamos, um tanto possessivo e egoísta. Como podemos distinguir em nós o amor sem egoísmo?

O amor deixa de ser egoísta quando não pede nada em troca. Certamente ainda precisamos trabalhar bastante o nosso sentimento, as nossas percepções, para compreendermos e vivenciarmos o amor em sua plenitude, que é um sentimento que liberta a criatura humana. No livro "Cartas e Crônicas" de Irmão X, existe uma passagem que sempre me chamou a atenção, na página entitulada "Treino para a Morte" que diz o seguinte : Aqui (no plano espiritual) encontramos muita gente boa carregando o inferno rotulado de amor. Certamente que este não é o sentimento de amor em sua plenitude, pois quem ama não se sente no inferno, não cobra. Perdoa, compreende, aceita, pacifica. (t)

Podemos atribuir a origem dos sentimentos de egoísmo e orgulho a uma supervalorização de nossa personalidade?

Sem dúvida nenhuma, é a exaltação da personalidade. E por que exaltamos a personalidade? Não será por não compreendermos a nossa origem e a nossa destinação? Por que exaltar-se se todos nós somos criados simples e ignorantes, e nos instruímos todos nas tribulações da vida?

Muitas vezes, o motivo de nosso orgulho esta calcado nas posições sociais e materiais, assim como as possibilidades intelectuais que trazemos nos esquecendo da limitação da vida material, que podemos a cada vida trocar de posições pois esta é a didática de Deus para nossa educação.

A questão 914 de "O Livro dos Espíritos" nos diz o seguinte: "A medida que os homens se instruem a cerca das coisas espirituais, menos valor dão às coisas materiais". O orgulho e egoísmo se prendem a inferioridade de todos nós.

Quando o espírito, no início de sua jornada evolutiva, é posto em planetas primitivos, onde predomina a barbárie, não é, de certa forma, motivado às tendências do mal e, consequentemente, motivado a alimentar as chagas do orgulho e do egoísmo?

Em outra pergunta respondemos que o egoísmo nasce de um sentimento natural: O instinto de conservação. O homem na luta pela sobrevivência, ainda brutalizado nos seus sentimentos mais calcados no instinto, necessitava ter uma ação que hoje nos parece violenta, mas que cabia admiravelmente para sua sobrevivência. É a forma que ele (o homem) sabia realizar para manter-se vivo. Neste momento não nos parece que suas ações fossem um mal.

No momento atual, se buscamos ou temos uma ação similar, com todo o conhecimento que hoje detemos, com todo o desenvolvimento das nossas percepções, ai sim esta mesma ação seria um mal, pois não mais cabe para nos manter vivos, existem outras formas de luta mais de acordo com a evolução que já alcançamos. (t)

Considerações Finais do Palestrante:

O que podemos dizer em relação a este tema é da necessidade de buscarmos uma compreensão mais dilatada dos objetivos da vida buscando realizar, em nós, os sentimentos de amor. Buscando dilatar a nossa percepção e trabalhar a nossa alma com as virtudes preconizadas por Jesus. Nos parece que somente quando realmente percebemos o alcance de dor que estes sentimentos têm nos trazidos é que estaremos pronto à trabalhar os nossos sentimentos, e pedimos a Deus, nosso Pai, e Jesus, nosso Mestre, que nos sustentem e amparem para que possamos realizar as transformações necessárias.