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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Uma lembrança de vidas passadas - Revista Espírita 1864


     Num artigo biográfico sobre Méry, publicado pelo Journal littéraire de 25 de setembro de 1864, encontra-se a seguinte passagem:
     “Há teorias singulares, que para ele são convicções.
     Assim, ele crê firmemente que viveu várias vezes; lembra-se das menores circunstâncias de suas existências precedentes e as detalha com uma nota de certeza, que impõe como uma autoridade.
     Assim, foi um dos amigos de Virgílio e de Horácio, conheceu Augustus Germanicus e fez a guerra nas Gálias e na Germânia. Era general e comandava as linhas romanas quando estas atravessaram o Reno. Conhecia nas montanhas lugares onde havia acampado, nos vales campos de batalha onde combateu. Lembra-se de palestras em casa de Mecenas, que são o eterno objeto de seus pesares. Chamava-se Mínius.
     Um dia, na vida atual, estava em Roma e visitava a biblioteca do Vaticano. Ali foi recebido por gente moça, noviços em longas vestes escuras, que se puseram a lhe falar no latim mais puro. Méry era bom latinista, no que se refere à teoria e às coisas escritas, mas ainda não havia experimentado conversar familiarmente na língua de Juvenal. Ouvindo esses Romanos de hoje, admirando esse magnífico idioma, tão harmonizado com aqueles monumentos, com os costumes da época em que era usado, pareceu-lhe que um véu caía de seus olhos; pareceu-lhe que ele próprio havia conversado, em outros tempos, com amigos que se serviam dessa linguagem divina. Frases feitas e impecáveis saíam-lhe da boca; achava imediatamente a elegância e a correção; enfim, falou latim como fala francês; teve em latim o espírito que tem em francês. Nada disso podia fazer-se sem um aprendizado e, se não tivesse sido um súdito de Augusto, se não tivesse atravessado aquele século de todos os esplendores, não teria improvisado uma ciência, impossível de adquirir em poucas horas.
     Outra passagem sua na Terra foi nas Índias, por isso as conhece tão bem. Por isso, quando publicou a Guerre du Nizan, nenhum de seus leitores terá duvidado que não tivesse morado muito tempo na Ásia. Suas descrições são vivas, seus quadros são originais, toca com o dedo os mínimos detalhes e é impossível não tenha visto o que conta, pois lá está o cunho da verdade.
     Pretende ter entrado naquele país com uma expedição muçulmana, em 1035. Lá viveu cinqüenta anos, passou belos dias e lá se fixou para não mais sair. Lá, ainda, era poeta, mas menos letrado do que em Roma e em Paris. Inicialmente guerreiro, depois sonhador, guardou na alma as imagens empolgantes das margens do Rio Sagrado e dos ritos indus. Tinha várias moradas, na cidade e no campo, orou nos templos dos elefantes, conheceu a civilização avançada de Java, viu de pé as esplêndidas ruínas que assinala e ainda tão pouco conhecidas.
     É preciso ouvi-lo contar esses poemas, pois são verdadeiros poemas essas lembranças à maneira de Swedenborg. É muito sério, não tenhais dúvida. Não é uma mistificação arranjada à custa dos ouvintes: é uma realidade de que ele consegue vos convencer.
     E suas doutrinas sobre a história, que possui admiravelmente! E suas pilhérias tão finas, que lançam uma luz nova sobre tudo quanto elas tocam! E os relatos, que são romances, que quase nos fazem chorar, depois de não termos podido conter o riso! Tudo isto faz de Méry um dos mais maravilhosos homens dos tempos em que viveu e, mesmo, daqueles em que sua alma errante esperava a vez para entrar num corpo e novamente fazer que dela falassem as gerações sucessivas. (Pierre Dangeau). 
     O autor do artigo não acompanha este fato de nenhuma reflexão. Depois de ter exaltado o alto mérito de Méry e sua grande inteligência, teria sido inconseqüente taxá-la de loucura. Se, pois, Méry é um homem de bom senso, de alto valor intelectual; se a crença de já ter vivido é nele uma convicção; se essa convicção nele não é produto de um sistema de sua maneira, mas o resultado de uma lembrança retrospectiva e de um fato material, não há aí de que despertar a atenção de todo homem sério? Vejamos a que incalculáveis conseqüências nos conduz este simples fato.
     Se Méry já viveu, não deve isto ser exceção, porque as leis da natureza são as mesmas para todos e, assim, todos os homens também devem ter vivido; se se viveu, não é certamente pelo corpo que se renasce: é, pois, o princípio inteligente, a alma, o Espírito. Então temos uma alma. Desde que Méry conservou a lembrança de várias existências, desde que os lugares lhe recordam o que viu outrora, com a morte do corpo a alma não se perde no todo universal: conserva, pois, a sua individualidade, o conhecimento do seu eu.
     Lembrando-se Méry do que foi há dois mil anos, em que se tornou sua alma no intervalo? Abismou-se no oceano do infinito ou perdida nas profundezas do espaço? Não; sem isto ela não reencontraria sua individualidade de outrora. Então deve ter ficado na esfera da atividade terrestre, vivendo a vida espiritual, em nosso meio ou no espaço que nos rodeia, até tomar um novo corpo. Não sendo Méry único no mundo, deve haver em torno de nós uma população inteligente invisível.
     Renascendo para a vida corpórea, após um intervalo mais ou menos longo, a alma renasce no estado primitivo, no estado de alma nova, ou aproveita as idéias adquiridas em suas existências anteriores? A lembrança retrospectiva resolve a questão por um fato: se Méry tivesse perdido as idéias adquiridas, não teria readquirido a língua que falava outrora; a visão dos lugares nada lhe teria recordado.
     Mas se já vivemos, por que não reviveríamos ainda? Porque esta existência seria a última? Se renascemos com o desenvolvimento intelectual realizado, a intuição que trazemos das idéias adquiridas é um fundo que ajuda a aquisição de novas idéias, que tornam o estudo mais fácil. Se um homem for apenas meio matemático numa existência, menos trabalho lhe será preciso em nova existência para ser um matemático completo. É uma conseqüência lógica. Se se tornou bom pela metade, se se corrigiu de alguns defeitos, necessitará de menos esforço para tornar-se melhor, e assim por diante.
     Nada do que adquirimos em inteligência, em saber e em moralidade fica perdido; quer morramos jovens ou velhos, quer tenhamos ou não tempo de o aproveitar na existência presente, colheremos os seus frutos em existências subseqüentes. As almas que animam os franceses policiados de hoje podem, então, ser as mesmas que animavam os bárbaros francos, ostrogodos, visigodos, os gauleses selvagens, os conquistadores romanos, os fanáticos da idade média, mas que, a cada existência, deram um passo à frente, apoiadas nos passos anteriores, e que progredirão ainda.
     Eis, pois, resolvido o grande problema do progresso da humanidade, esse problema contra o qual se chocaram tantos filósofos! está resolvido pelo simples fato da pluralidade das existências. Mas quantos outros problemas vão encontrar a sua solução na solução deste! Que horizontes novos isto não abre! É toda uma revolução nas crenças e nas idéias.
     Assim raciocinará o pensador sério, o homem refletido. Um fato é um ponto de partida, do qual tira conseqüências. Ora, quais são os pensamentos que o caso de Méry desperta no autor do artigo? Ele próprio os resume nestas palavras: “Há teorias singulares, que para ele são convicções.”
     Mas se esse autor nisto vê apenas uma coisa bizarra, pouco digna de sua atenção, o mesmo não se daria com todo o mundo. Este encontra em seu caminho um diamante bruto, que não se digna apanhar, por lhe desconhecer o valor; ao passo que aquele saberá apreciá-lo e tirar proveito.
     As idéias espíritas hoje se produzem sob todas as formas; estão na ordem do dia e a imprensa, sem querer confessá-las, as registra e as semeia em profusão, crendo que apenas enriquece suas colunas de facécias. Não é admirável que todos os adversários da idéia, sem exceção, trabalhem a porfia na sua propagação? Gostariam de calar o que a força das coisas os arrasta a falar. Assim o quer a Providência - para os que crêem na Providência.
     Dirão que raciocinamos sobr).  e um fato isolado, que não faz lei. Porque, se a pluralidade das existências fosse uma condição inerente à humanidade, porque nem todos os homens se recordam, como Méry? A isto respondemos: Dai-vos ao trabalho de estudar o Espiritismo e o sabereis. Não repetiremos, pois, o que cem vezes foi demonstrado relativamente a inutilidade da lembrança, para aproveitar a experiência adquirida em vidas precedentes e o perigo dessa lembrança para as relações sociais.
     Há, porém, uma outra causa para o esquecimento, de certo modo fisiológica, devida, ao mesmo tempo à materialidade do nosso invólucro e à identificação do nosso Espírito pouco adiantado com a matéria. À medida que o Espírito se depura, os laços materiais são menos tenazes, o véu que obscurece o passado é menos opaco; assim, a faculdade da lembrança retrospectiva segue o desenvolvimento do Espírito. O fato é raro em nossa Terra, porque a humanidade ainda é muito material; mas seria erro supor que Méry seja um exemplo único. Deus permite, de vez em quando, que ele se apresente, a fim de trazer os homens ao conhecimento da grande lei da pluralidade das existências, a única que explica a origem das qualidades boas ou más, mostra-lhe a justiça das misérias que suporta aqui e lhe traça a rota do futuro.
     A inutilidade da lembrança para aproveitar o passado é o que têm mais dificuldade de compreender os que não estudaram o Espiritismo; para os Espíritas é uma questão elementar. Sem repetir o que a respeito foi dito, a seguinte comparação poderá facilitar a sua compreensão.
     O estudante percorre a série de classes, desde a oitava até a filosofia. O que aprendeu na oitava lhe serve para aprender o que ensinam na sétima. Suponhamos agora que no fim da oitava tenha perdido a lembrança do tempo passado nesta classe; nem por isto seu espírito será menos desenvolvido e ornado de conhecimentos adquiridos; apenas não se lembrará nem onde nem como os adquiriu, mas, à vista do progresso realizado, estará apto a aproveitar as lições da sétima. Suponhamos, ainda, que na oitava tenha sido preguiçoso, colérico, indócil, mas que, tendo sido castigado e moralizado, o caráter se tenha modificado, tornando-se laborioso, manso e obediente; levará estas qualidades para a nova classe que lhe parecerá ser a primeira. De que lhe serviria saber que foi fustigado pela preguiça, se não mais é preguiçoso? O essencial é que chegue a sétima classe melhor e mais capaz do que era na oitava. Assim será de classe em classe.
     Então! o que não acontece ao escolar, nem ao homem nos diversos períodos de sua vida, existe para ele de uma a outra existência: eis toda a diferença, mas o resultado é exatamente o mesmo, posto que em maior escala. 
(Allan  Kardec. Revista Espírita 1864)

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Tire suas dúvidas sobre reencarnação

                                                     
Ricardo Di Bernardi responde

::Quem reencarna?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Toda alma (conforme diriam alguns) ou espírito que ainda não alcançou a plenitude do conhecimento e do amor, necessita reencarnar.
::Qual o número de vezes que já reencarnamos? Dizem que são 7, é verdade ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Só se for o sete simbólico que significaria: "sempre" "eterno", "todo" .. 7 notas musicais, sete cores, 7 dias da semana significam todas as notas, todos os dias todas as cores.

Todos nós já contamos inúmeras existências e deveremos te um número incontável pela frente.
::Para quê reencarnar, ou seja, qual a finalidade básica da reencarnação ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - A evolução. A busca do conhecimento e do amor plenos. Em resumo a busca da felicidade.

::É possível diminuir-se o número das reencarnações? Como Posso fazer isto ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Depende do esforço próprio, do progresso e evolução alcançados .
::Qual a razão ou fundamento filosófico que vocês (reencarnacionistas) se baseiam para considerar lógica a hipótese ou teoria (não sei como dizer) da existência da reencarnação ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Justiça divina e amor, dando oportunidade a todas as criaturas.
::Há reencarnação apenas na Terra ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Não. Há inúmeros astros habitados no universo onde se pode reencarnar.
::Quem disse isso ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Jesus . Há muitas moradas na casa do meu pai. além disto todos os espíritos evoluídos nos dizem isto.
::Quando se reencarna em outro astro ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Bem, vamos dividir em três situações:

a) Espíritos que superam o conhecimento em seu planeta podem renascer em outro astro mais evoluído.É lhes dada esta opção.

b) espíritos superiores podem, também, reencarnar em outros astros mais atrasados em missões de auxílio.

c) Espíritos que não acompanham a evolução de um planeta podem reencarnar em astros mais atrasados que se adaptam a sua situação evolutiva.
::Em termos de reencarnação, como vocês espíritas vêem a posição da Terra no contexto do universo ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - A Terra é um planeta relativamente atrasado onde reencarnam espíritos que ainda não superaram suas limitações em todos os sentidos.Exceto alguns missionários planetários.
::Em resumo, como o Sr, diria quais são os tipos de reencarnações que existem aqui na Terra?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Segundo os espíritos, e não apenas segundo meu pensamento, há reencarnações
de provas (que equivalem à verificação de aprendizado=testes) Reencarnações de expiação (ressarcimento de dívidas anteriores) e reencarnações de missões (auxílio a terceiros)
::Leva-se muito tempo entre uma vida e outra ? Ou seja, quanto tempo se leva de intervalo ...?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Depende da situação específica de cada espírito, do seu merecimento ou evolução e da necessidade dos seus vínculos espirituais e materiais..
::Como assim vínculos ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Parentes, amigos, amores etc... são fatores que influenciam.
::Quer dizer que o tempo é muito variável ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Sim. Há quem reencarne meses após a morte física. Há quem leve séculos.
::Todos os espíritos desejam reencarnar ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Alguns não têm condições de escolha e são conduzidos ao retorno sob orientação dos mentores espirituais

::Quer dizer “na marra” ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Com suavidade, mas determinação dos espíritos superiores.
::Há um programa básico para cada nova vida ?

Dr. Ricardo Di Bernardi -  Sim ,as linhas gerais da vida são relativamente determinadas, para a melhor lição educativa ao espírito.
::Os espíritos podem participar da programação básica da sua reencarnação ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Sim, se tem nível de evolução espiritual para isto.

::Se um espírito não tiver a fim de reencarnar, relutar etc. Isto existe? O que acontece ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Existe em alguns casos. O livre arbítrio se estende também no mundo da dimensão espiritual. Pela ignorância se prejudicam quando assim agem. Retardam seu crescimento, que, no entanto mais cedo ou mais tarde se fará.
::Há evidências científicas de reencarnação ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Sim, há. Gostei de como perguntou: “Evidências".

Rigorosamente, não seriam provas, embora eu as considere satisfatórias em volume de casos , em nível de seriedade e em qualidade de pesquisa pelas universidades envolvidas.
::Você se refere a pesquisas oficiais de Universidades? quais?

Dr. Ricardo Di Bernardi - A Universidade de Virgínia nos USA, por exemplo, tem um trabalho com mais de 2000 casos pesquisados pelo neurologista Dr. Ian Stevenson.
::Como este pesquisou ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Estudando MEC (memória extracerebral) ,. são crianças de tenra idade que se recordam ,em detalhes significativos, de vidas anteriores.
::Há algum livro publicado ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Sim. POR EXEMPLO: Twenty Cases Sugestive of Reincarnation.
::Este autor é espírita ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Não, é um pesquisador , o que dá mais credibilidade.
::Há pesquisas em outros centros ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Sem dúvida. Albert De Rochas do Instituto Politécnico de Paris publicou: Les vies successives.
::E no Brasil ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Excelente contribuição do Dr. Hernani Guimarães Andrade : o LIVRO REENCARNAÇÃO NO BRASIL. PESQUISAS NO IBPP (INSTITUTO BRASILEIRO DE PESQUISAS PSICOBIOFÍSICAS).
::Á outras provas ? Ou melhor, evidências?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Há. Terapia Regressiva a Vidas (Vivências) Passadas documentam vidas anteriores. Há também a Retrocognição Hipnótica onde a pessoa relata as vidas anteriores...
::Qual o momento inicial da Reencarnação nesta vida. Ou melhor, a reencarnação dá-se quando o bebê nasce ou na gestação ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - O processo reencarnatório se inicia no momento da concepção ou fecundação. O
espírito se fixa ao ovo.
::Quer dizer que o aborto seria um mal ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Sem dúvida, o aborto irresponsável ou provocado é um atentado a Lei da Natureza, ou Lei de Deus.
::Como o espírito reencarnado se expressa pelo novo corpo físico ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Pelos órgãos disponíveis. Conforme ocorre o desenvolvimento dos órgãos, vão se
abrindo os canais de expressão para o espírito. Órgãos, ou sistema nervoso deficientes são limitações de expressão necessárias como provas ou expiações do espírito.
::São castigos por vidas passadas ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Não. São reajustes necessários ao desequilíbrio do corpo espiritual. O corpo espiritual registra, armazena as experiências desastrosas de vidas anteriores e agora influencia a genética atraindo estas anormalidades ou deficiências.
::Isto parece explicação técnica e não religiosa...
Dr. Ricardo Di Bernardi - De fato a Doutrina Espírita é uma ciência nova que vem explicar aos homens por meio de provas irrecusáveis a existência do mundo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo.
::Este corpo espiritual é o mesmo que o apóstolo Paulo falava? Qual o papel deste corpo espiritual na reencarnação ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Sim é o mesmo.O corpo espiritual, fazendo uma analogia , é como um computador que armazenou os registros passados e transmite ou programa as tendências no novo corpo físico. Este corpo espiritual (perispírito=corpo astral) dá um molde energético o qual será o orientador do material genético disponível. Digamos que dá o estímulo para a formação do corpo adequado 'as necessidades cármicas e evolutivas do espírito.
::Parece Lógico... os conhecimentos das vidas passada nós os perdemos ?
Dr. Ricardo Di Bernardi - Não . Estão nos porões do nosso inconsciente.
::O esquecimento das vidas passadas nos é necessário? Por quê ?
Dr. Ricardo Di Bernardi - É necessário para facilitar a superação de problemas Por exemplo: para facilitar a convivência com adversários nossos de vidas anteriores que renascem no mesmo lar.
::Então o passado é apagado ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Não totalmente. Há situações que as lembranças de vidas passadas podem ser trazidas ‘a tona do consciente com finalidade terapêutica. (Terapia Regressiva de Vivências Passadas).No entanto o esquecimento procura estabelecer o equilíbrio psíquico.
::Sob a ótica da reencarnação qual o seu conceito de família ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - a verdadeira família é a família espiritual, constituída de espíritos afins que se compreendem e se auxiliam.
::Esta visão não exime de responsabilidade junto à família convencional?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Não. A maior responsabilidade é junto aqueles quer encarnam e convivem sob o mesmo teto e possuem conosco laços consangüíneos. Assim nos orientam os espíritos superiores.
::Os espíritos reencarnam sempre com o mesmo sexo ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Não. O espírito em essência não tem sexo.Conforme a necessidade de sua missão, prova ou expiação pode reencarnar como homem ou mulher, sem que isto determine qualquer alteração na manifestação da sexualidade.
::Quer dizer que não é por causa da reencarnação em sexo diferente que ocorre homossexualidade ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - A Homossexualidade decorre de dificuldades mais profundas onde o espírito já traz questões adaptativas ao sexo ligadas a situações sofridas nesta vida ou em outras anteriores. Não é a simples mudança de sexo que ocasiona esta situação.
::O espírito reencarna com uma determinada vocação ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - As percepções e conhecimentos adquiridos e vivenciados anteriormente nos dão tendências inatas que podem ser chamadas de vocação.
::O espírito reencarnado está totalmente fixo ao corpo ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Não. durante o sono ou em outras situações como meditação, treinamento etc.. pode projetar-se ou desdobra-se para fora do corpo biológico.
::Isto seria a tal da viagem astral ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Sim. Há viagens pequenas... tours longos, com bom guia turístico ou com um péssimo guia turístico,,, sem guia turístico... etc. isto é pode-se sair com proteção ou sem ...
::Qual o espírito que reencarnou na Terra que foi o mais evoluído ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Provavelmente Jesus. Digo provavelmente por isto não ser um dogma.
::O que o Senhor acha que foi em vida passada ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Fui ainda menos evoluído menos tolerante, menos inteligente , menos amoroso... Melhorei um pouquinho. Quero dizer com isso, que todos nós evoluímos a cada existência.
::Há referências bíblicas favoráveis a reencarnação ?

Dr. Ricardo Di Bernardi - Sim. Inúmeras. Veja em João III versículos de 1 a 20, por exemplo, ou Mateus XVII de 10 a 14. Basta procurar as obras espíritas que há explicações detalhadas.

Dr. Ricardo Di Bernardi em entrevista a José Silveira Papapoulos
sobre o tema reencarnação.