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domingo, 28 de agosto de 2011

Dependência Química - endereços de sites especializados para ajudas específicas

                   Dependência Química

Anete de Lourdes Blefari
Editora do Guia de Dependência Química
   
                     TÓPICOS MUITO IMPORTANTES PARA SEREM CONSULTADOS


Informações Gerais:
Sites Nacionais  - ATUALIZADO  
Informações gerais sobre drogas, artigos, projetos de prevenção, pesquisas sobre substâncias psicoativas no Brasil, guia de auxílio aos pais e muito mais.
Sites Governamentais
Sites governamentais sobre substâncias psicoativas e encontre conceitos e informações sobre drogas em geral, notícias relacionadas ao tráfico, cursos, projetos nas áreas, prevenção, controle de drogas, prevenção a crimes e muito mais.
Infanto-Juvenil
Sites direcionados aos públicos infanto-juvenil, com linguagem acessível, questões que abordam temas como drogas, AIDS, sexualidade. Tudo de fácil compreensão.
Sites Internacionais    - ATUALIZADO  
Sites em inglês de conceituados institutos do exterior, contendo relatórios, publicações, recursos diversos para pesquisas e trabalhos em geral sobre drogas. Vale a pena conferir!
Grupos de Apoio:
Para Dependentes 
Grupos anônimos para ajuda a fumantes, alcoólicos e dependentes químicos em geral. É só você clicar no site de interesse e buscar ajuda.
Para Familiares
Grupos anônimos para ajuda a familiares de dependentes químicos. Se você tem um dependente químico em casa, não sofra sozinha. Busque ajuda nesses grupos e liberte-se do sofrimento.
Busca de Ajuda:
Centros de Tratamento-SUS
Aqui você encontra um site que disponibiliza a pesquisa de centros de tratamento do SUS, por Estado. Muito útil e prático.
Comunidades Terapêuticas    - ATUALIZADO  
Comunidades terapêuticas para tratamento, com internação, do dependente químico. Vale a pena pesquisar, buscar informações sobre a entidade escolhida e optar por aquele que tiver melhor referência e idoneidade na área de dependência química.
Tratamento Ambulatorial  
Tratamento, com equipe multidisciplinar, para o dependente químico, via ambulatório, ou seja, não interna.
Viva Voz
Serviços de ajuda e atendimento via telefone.
Clínicas/Instituições Particulares
instituções particulares que oferecem o tratamento de internação a dependentes químicos. Pesquise preço, idoneidade e referências.
Outros Tópicos :
Álcool e Tabaco  - ATUALIZADO  
Sites de entidades relacionadas às duas maiores e mais devastadoras das drogas: as licitas (permitidas por lei) Álcool e Tabaco.
Outras Dependências
Grupos anônimos para ajudar o dependente de comportamentos compulsivos para emoções, sexo, comida, jogo, introversão e muito mais.
Artigos  
livretos sobre drogas para "dowloads" gratuitos, apostilas e ótimos artigos sobre drogas, família, co-dependência e alcoolismo.

sábado, 23 de abril de 2011

Carta de Paulo aos Coríntios

TRECHO DA CARTA DE PAULO AOS CORÍNTIOS

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver caridade, serei como o bronze que soa, ou como o címbalo que retine.
Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada serei.

E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver caridade, nada disso me aproveitará.

A caridade é paciente, é benigna, a caridade não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensoberbece, não se conduz incovenientemente, não procura seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.

A caridade jamais acaba. Mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará. Porque em parte conhecemos, e em parte profetizamos. Quando, porém, vier o que é perfeito, o que então é em parte será aniquilado.

Quando eu era menino, falava como um menino, sentia como um menino. Quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.

Porque agora vemos como em espelho, obscuramente, e então veremos face a face; agora conheço em parte, e então conhecerei como sou conhecido.

Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, e a caridade. Estas três. Porém, a maior delas é a caridade.

CARTA DE SÃO PAULO AOS CORÍNTIOS DE HOJE

Se eu aprender inglês, espanhol, alemão e chinês, e dezenas de outros idiomas, mas não souber me comunicar como pessoa, de nada valem minhas palavras.

Se eu concluir um curso superior, andar de anel no dedo, freqüentar cursos e mais cursos de atualização, mas viver distante dos problemas do povo, minha cultura não passa de inútil erudição.

Se eu morar no Nordeste, mas desconhecer os problemas e sofrimentos de minha região e fugir para férias no Sul, até na América ou Europa, e nada fizer pela promoção do homem, não sou cristão.

Se eu possuísse a melhor casa de minha rua, a roupa mais avançada do momento e o sapato da moda, e não me lembrasse de que sou responsável por aqueles que moram na minha cidade e andam de pés no chão e se cobrem de molambo, sou apenas um manequim colorido.

Se eu passar os fins de semana em festas e programas, sem ver a fome, o desemprego, o analfabetismo e a doença, sem escutar o grito abafado do povo que se arrasta a margem da história, não sirvo para nada.

O cristão não foge dos desafios de sua época. Não fica de braços cruzados, de boca fechada, de cabeça vazia; não tolera a injustiça nem as desigualdades gritantes de nosso mundo; luta pela verdade e pela justiça, com as armas do amor.

O cristão não desanima nem se desespera diante das derrotas e dificuldades, porque sabe que a única coisa que vai sobrar de tudo isso, é o AMOR.

Dom Hélder Câmara,

parafraseando 1Cor 13,1-13

A Filantropia está na moda!

"POIS É DANDO QUE SE RECEBE…" (São Francisco de Assis)

Filantropia - Na surdina

A história do americano que doou 4 bilhões de
dólares sem que ninguém tivesse percebido


Feeney, um crítico dos impostos: as pessoas sabem gastar melhor do que o governo

A filantropia é parte indissociável do capitalismo americano. Os principais magnatas da história dos Estados Unidos deixaram bilhões de dólares para museus, escolas e todo tipo de instituição sem fins lucrativos. Criaram ainda fundações poderosas que carregam seus nomes até hoje. No início do século passado, figuraram como grandes filantropos Henry Ford (indústria automobilística), John Rockefeller (petróleo) e Andrew Carnegie (aço). Essa tradição persevera ainda hoje, em razão de uma cultura que valoriza a filantropia e do estímulo tributário (o imposto sobre transmissão de grandes fortunas pode chegar a 70% em alguns estados). Qualquer que seja a razão que os leve a fazer doações, o fato é que todos os magnatas americanos são grandes filantropos. A maioria deles faz questão de propagandear seus atos de generosidade. Mas existe um time de empresários que prefere fazer filantropia anonimamente. Entre estes, nenhum é mais excêntrico e reservado do que o americano de origem irlandesa Charles "Chuck" Feeney, que doou toda a sua fortuna de 4 bilhões de dólares sem que ninguém tivesse notado. Uma das particularidades desse filantropo é o fato de ele ter no processo de paz da Irlanda do Norte uma de suas principais causas.

Até recentemente, pouco se conhecia sobre a trajetória de Feeney. Parte do mistério começa a ser desvendada agora, com a publicação, nos Estados Unidos, do livro The Billionaire Who Wasn’t: How Chuck Feeney Secretly Made and Gave Away a Fortune, ainda sem tradução no Brasil, escrito pelo jornalista irlandês Conor O’Cleary com a ajuda do próprio perfilado. Nascido em Nova Jersey e descendente de irlandeses, Feeney, hoje com 76 anos, ficou rico como sócio da Duty Free Shoppers, uma rede de lojas de aeroportos que vende produtos livres de impostos. Feeney descobriu esse filão nos tempos em que vendia produtos a soldados americanos no exterior. Nos anos 1960, o negócio floresceu com a explosão do turismo japonês. Sua cadeia tornou-se uma das maiores do mundo, com forte presença nos países da rota do Pacífico, como Austrália, Taiwan e Cingapura.

Gerry Adams (à dir.), ao lado de outros dirigentes do Sinn Fein: escritório financiado pelo filantropo de origem irlandesa

A história de Feeney, que começou como simples comerciante, iguala-se à de tantos outros descendentes de imigrantes que realizaram o sonho de enriquecer na América. Não fosse por um detalhe: em vez de acumular sua riqueza, Feeney, que tem cidadania americana e irlandesa, sempre doou praticamente tudo o que ganhava, reservando apenas uma fração para o sustento de sua família. O empresário não tem carro nem casa própria, e acompanhava seus negócios viajando de classe econômica. Doava em parte por ideal, mas em boa medida pela aversão completa ao ato de contribuir para o Fisco. Ele afirmou certa vez que preferia dar esmolas a pagar impostos. "As pessoas sabem o que fazer com o dinheiro melhor do que o governo." Evitar tributos, para Feeney, é uma filosofia de vida: além de ter ascendido num ramo cujo negócio é vender produtos com isenção de impostos, sua empresa tinha sede em paraísos fiscais.

A filantropia de Feeney passou despercebida até 1996, quando vendeu a Duty Free Shoppers. Na transação, o empresário embolsou 3,5 bilhões de dólares. Embolsou, não, embolsaria – porque doou essa dinheirama à Atlantic Philanthropies, criada por ele em 1982 e que já havia recebido outros 500 milhões. Com isso, a instituição se tornou uma das maiores entidades americanas de filantropia. Em 2006, ela investiu 500 milhões de dólares, valor inferior apenas ao de duas das mais ricas fundações americanas, a Ford e a Bill and Melinda Gates. A Atlantic se dedica, entre outras ações, a aprimorar a saúde e a educação em diversos países. Feeney doou também 600 milhões de dólares à Universidade Cornell, onde estudou hotelaria, transformando-se, assim, no maior colaborador individual dessa instituição. Mas a mais conhecida de suas causas é, sem dúvida, o apoio dado ao partido Sinn Fein, o braço político do IRA. Feeney conheceu Gerry Adams, o líder do Sinn Fein, no início dos anos 90, e passou a ajudar o movimento republicano da Irlanda do Norte. Doou, por exemplo, 720.000 dólares para que o partido mantivesse um escritório em Washington. Ao empenhar-se na institucionalização do movimento republicano irlandês, Feeney deu a sua contribuição ao processo de pacificação naquela região.

O lema de Feeney é "doe enquanto ainda está vivo". Conforme afirmou nas raras entrevistas que concedeu, sua intenção é utilizar os recursos disponíveis para resolver problemas atuais. Por isso a Atlantic Philanthropies é uma entidade fadada a desaparecer: investe o máximo possível e, quando seus recursos acabarem, simplesmente fechará as portas. Estima-se que isso ocorra em 2016. Uma das frases de Feeney poderia estar na cabeça dos governantes brasileiros: "Gastar não é problema, mas gastar bem, sim".