Seja bem-vindo. Hoje é

sábado, 23 de abril de 2011

A guerra é um monstro cego e surdo à dor humana

A LENDA DA GUERRA

Quando o primeiro pastor de almas se elevou da Terra, no carro da morte, o Senhor esperou-o no Trono de Justiça e Misericórdia, de modo a ouvir-lhe o relatótio alusivo às ovelhas do mundo.

Nos céus, aves felizes entoavam cânticos à paz, enquanto serafins tangiam harmoniosas citaras ao longe…

Tudo era esperança e júbilo no paraíso; no entanto, o pastor, que fora também no Planeta Terrestre o primeiro homem bom, trazia consigo dolorosa expressão de amargura. Os cabelos brancos caíam-lhe em desalinho, seus pés e mãos tinham marcas sangrentas e de seus olhos fluíam lágrimas abundantes.

O Todo-Poderoso recebeu-o, surpreendido.

O ancião inclinou-se, reverente; saudou-o, respeitoso, e manteve-se em profundo silêncio.

As interrogações paternais, todavia, explodiram afetuosas.

Como seguia o rebanho da Terra? observa-se o regulamento da Natureza? atendia-se ao caminho traçado? havia suficiente respeito na vida de todos? bastante compreensão no serviço individual? – Conforme o desdobramento dos negócios terrestres, abriria novos horizontes ao progresso dos homens. O dever bem vivido conferiria mais extenso direito às criaturas.

O velhinho, contudo, ouvia e chorava.

Mais austeramente inquirido, respondeu, soluçando:

- Ai de mim, Senhor! As ovelhas que me confiastes, segundo me parece, trazem corações de animais cruéis. A maioria tem gestos de lobos, algumas revelam a dureza do tigre e outros a peçonha de víboras ingratas…

- Oh!… Oh!…

Gritos de admiração partiam de todos os lados.

De fisionomia severa, embora serena, o Senhor perguntou:

- Não têm a ovelhas a dádiva do corpo para o sublime aprendizado na escola terrestre?

- Sim – suspirou o ancião -, mas desprezam-no e insultam-no, todos os dias, através do relaxamento e da viciação.

- Não possuem a casa, o ninho doce que lhes dei?

- Mas fazem do campo doméstico verdadeiro reduto de hostilidades cordiais, no qual se combatem mutuamente, a distância do entendimento e do perdão.

- Não guardam a bênção do parentesco entre si?

- Transformam os elos consanguíneos em telas grossas de egoísmo, dentro das quais se encarneceram.

- E os filhinhos? não conservam o sorriso das crianças?

- Convertem as ovelhinhas em pequenos demônios de vaidade, que perturbam todo o rebanho no curso do tempo.

- A pátria? não lhes concedi o grande lar para a expansão coletiva?

- Cristalizam a idéia de pátria em absurdo propósito de dominação, espalhando em seu nome a miséria e a morte.

- E o amor? determinei que o amor lhes constituísse sagrada lâmpada no caminho da vida…

- Perfeitamente – prosseguiu o pastor, desalentado -; entretanto, o amor para eles representa máquina de gozar na esfera física; quando levemente contrariados em seus jogos de ilusão, odeiam e ferem…

- A verdade? – tornou o Senhor, compassivo.

- Somente acreditam nela e aceitam-na, se os seus interesses imediatos, mesmo quando criminosos, não são prejudicados.

- E não te ouvem os ensinos, inspirados por meu coração?

O velhinho sorriu pela primeira vez, em meio da infinita amargura a lhe transparecer do rosto, e acentuou:

- De modo algum. Recebem-me com indisfarçável sarcasmo. Preferem aprender em queda espetacular no despenhadeiro, que ouvir minha voz.

- Mas, não combinam entre si, quanto aos interesses de todos?

- Não. Muita vez se mordem uns aos outros.

- Não estabelecem acordos pacíficos com os vizinhos?

- Intensificam as discórdias, atiram pedras ao próximo e o crime costuma ser o juiz de suas disputas.

- Todavia – continuou o Misericordioso -, e a Natureza que os cerca? Porventura, não lhes falam ao coração a claridade do Sol, a bênçao do ar, a bondade da água, a carícia do vento, a cooperação dos animais, a proteção do arvoredo, o perfume da flores, a sabedoia da semente e a dádiva dos frutos?!…

- Infelizmente – esclareceu o ancião -, vagueiam como cegos e surdos, ante o concerto harmonioso de vossas graças, e oprimem a Natureza simbolizando gênios do mal, destruidores e despóticos.

- E a morte? – indagou o Altíssimo – não temem a justiça do fim?

- Parecem ignorá-la; peregrinam na Crosta do Planeta como duendes loucos, embriagados de ilusão, indiferentes ao vosso amor, endurecidos para com vossa orientação, despreocupados de vossa justiça…

Nesse momento, o Senhor Todo-Poderoso mostrou-se igualmente entristecido. Após meditar alguns minutos, falou ao pastor em pranto:

- Não chores, nem te desespere. Volta à Terra e retoma o teu trabalho. Outros companheiros contribuirão em teu ministério, encaminhando, corrigindo, refazendo e amando em meu nome… Alguém, contudo, estará presente no mundo, colaborando contigo e com os demais para que as minhas ovelhas infelizes compreendam a estrada do aprisco pela dor.

Em seguida, cumprindo ordens divinas, alguns anjos desceram aos infernos e libertaram perigoso monstro sem olhos e sem ouvidos, mas com milhões de garras e bocas.

Foi então que, desde esse dia, o monstro cego e surdo da guerra acompanha os pastores do bem, a fim de exterminar, em tormentas de suor e lágrimas, tudo o que, na Terra, constitua obra de vaidade e orgulho, egoísmo e tirania dos homens, contrários aos sublimes desígnios de Deus.

Livro Estante da Vida – Pelo Espírito “Irmão X” - Psicografia Francisco C. Xavier

Gratidão - virtude natural do ser humano


No mês de agosto de 2001, Moshê (nome fictício), um bem sucedido
empresário judeu, viajou para Israel a negócios.
Na quinta feira, dia nove, entre uma reunião e outra, o empresário
aproveitou para ir fazer um lanche rápido em uma pizzaria na esquina
das ruas Yafo e Mêlech George no centro de Jerusalém.
O estabelecimento estava superlotado. Logo ao entrar na pizzaria,Moshê
percebeu que teria que esperar muito tempo numa enorme fila, se
realmente desejasse comer alguma coisa - mas ele não dispunha de tanto tempo. Indeciso e impaciente, pôs-se a ziguezaguear por perto do balcão de pedidos, esperando que alguma solução caísse do céu.
Percebendo a angústia do estrangeiro, um israelense perguntou-lhe se
ele aceitaria entrar na fila na sua frente. Mais do que agradecido, Moshê aceitou. Fez seu pedido, comeu rapidamente e saiu em direção à sua próxima reunião.
Menos de dois minutos após ter saído, ele ouviu um estrondo
aterrorizador. Assustado, perguntou a um rapaz que vinha pelo mesmo caminho que ele acabara de percorrer o que acontecera. O jovem disse que um homem-bomba acabara de detonar uma bomba na pizzaria Sbarro`s.
Moshê ficou branco. Por apenas dois minutos ele escapara do atentado.
Imediatamente lembrou do homem israelense que lhe oferecera o lugar na fila. Certamente ele ainda estava na pizzaria.
Aquele sujeito salvara a sua vida e agora poderia estar morto.
Atemorizado, correu para o local do atentado para verificar se aquele
homem necessitava de ajuda. Mas encontrou uma situação caótica no local. A Jihad Islâmica enchera a bomba do suicida com milhares de pregos para aumentar seu poder destrutivo. Além do terrorista, de vinte e três anos, outras dezoito pessoas morreram, sendo seis crianças. Cerca de outras noventa pessoas ficaram feridas, algumas em condições críticas. As cadeiras do restaurante estavam espalhadas pela calçada. Pessoas gritavam e acotovelavam-se na rua, algumas em pânico, outras tentando ajudar de alguma forma.
Entre feridos e mortos estendidos pelo chão, vítimas ensangüentadas
eram socorridas por policiais e voluntários. Uma mulher com um bebê coberto de sangue implorava por ajuda. Um dispositivo adicional já estava sendo desmontado pelo exército.
Moshê procurou seu "salvador" entre as sirenes sem fim, mas não
conseguiu encontrá-lo.
Ele decidiu que tentaria de todas as formas saber o que acontecera com
o israelense que lhe salvara a vida. Moshê estava vivo por causa dele.
Precisava saber o que acontecera, se ele precisava de alguma ajuda e,
acima de tudo, agradecer-lhe por sua vida.
O senso de gratidão fez com que esquecesse da importante reunião que o aguardava.
Ele começou a percorrer os hospitais da região, para onde tinham sido
levados os feridos no atentado. Finalmente encontrou o israelense num leito de um dos hospitais. Ele estava ferido, mas não corria risco de vida.
Moshê conversou com o filho daquele homem, que já estava
acompanhando seu pai, e contou tudo o que acontecera. Disse que faria tudo que fosse preciso por ele. Que estava extremamente grato àquele homem e que lhe devia sua vida.
Depois de alguns momento, Moshê se despediu do rapaz e deixou seu
cartão com ele. Caso seu pai necessitasse de qualquer tipo de ajuda, o jovem não deveria hesitar em comunicá-lo.
Quase um mês depois, Moshê recebeu um telefonema em seu escritório em Nova Iorque daquele rapaz, contando que seu pai precisava de uma operação de emergência. Segundo especialistas, o melhor hospital para fazer aquela delicada cirurgia fica em Boston, Massachussets. Moshê não hesitou. Arrumou tudo para que a cirurgia fosse realizada dentro de poucos dias. Além disso, fez questão de ir pessoalmente receber e acompanhar seu amigo em Boston, que fica a uma hora de avião de Nova Iorque.
Talvez outra pessoa não tivesse feito tantos esforços apenas pelo senso
de gratidão. Outra pessoa poderia ter dito "Afinal, ele não teve intenção
de salvar a minha vida: apenas me ofereceu um lugar na fila ."
Mas não Moshê. Ele se sentia profundamente grato, mesmo um mês após o atentado. E ele sabia como retribuir um favor.
Naquela manhã de terça-feira, Moshê foi pessoalmente acompanhar seu
amigo - e deixou de ir trabalhar. Sendo assim, pouco antes das nove horas da manhã, naquele dia onze de setembro de 2001. Moshê não estava no seu escritório no 101º andar do World Trade Center Twin Towers.

Relatado em palestra do Rabino Issocher Frand

"Entrai pelas portas Dele com gratidão, e em Seus átrios com louvor;
louvai-O, e bendizei o Seu nome." Salmos 100:4

Acesse esse enderço para você ouvir de Divaldo Pereira Franco aquele poema tão doce aos nossos ouvidos com que ele encerra todas as suas conferências - POEMA DA GRATIDÃO - verdadeiro cântico de louvor à vida e às oportunidades que ela nos dá em reparar nossos defeitos morais através do sofrimento no corpo físico e em oportunidades.

Digite: http–www.plenus.net-acervo-acervo_arquivos-divaldo_gratidao.jpg

Invisíveis muitas vezes, mas presentes sempre

INVISÍVEIS, MAS NÃO AUSENTES

Quando morreu, no século XIX, Victor Hugo arrastou nada menos que dois milhões de acompanhantes em seu cortejo fúnebre, em plena Paris.
Lutador das causas sociais, defensor dos oprimidos, divulgador do ensino e da educação, o genial literato deixou textos inéditos que, por sua vontade, somente foram publicados após a sua morte.
Um deles fala exatamente do homem e da imortalidade e se traduz mais ou menos nas seguintes palavras:
"A morte não é o fim de tudo. Ela não é senão o fim de uma coisa e o começo de outra. Na morte o homem acaba, e a alma começa.
"Que digam esses que atravessam a hora fúnebre, a última alegria, a primeira do luto. Digam se não é verdade que ainda há ali alguém, e que não acabou tudo?
"Eu sou uma alma. Bem sinto que o que darei ao túmulo não é o meu eu, o meu ser. O que constitui o meu eu, irá além.
"O homem é um prisioneiro. O prisioneiro escala penosamente os muros da sua masmorra, coloca o pé em todas as saliências e sobe até ao respiradouro.
"Aí, olha, distingue ao longe a campina, aspira o ar livre, vê a luz.
"Assim é o homem. O prisioneiro não duvida que encontrará a claridade do dia, a liberdade. Como pode o homem duvidar se vai encontrar a eternidade à sua saída?
"Por que não possuirá ele um corpo sutil, etéreo, de que o nosso corpo humano não pode ser senão um esboço grosseiro?
"A alma tem sede do absoluto e o absoluto não é deste mundo. É por demais pesado para esta terra.
"O mundo luminoso é o mundo invisível. O mundo do luminoso é o que não vemos. Os nossos olhos carnais só vêem a noite.
"A morte é uma mudança de vestimenta. A alma, que estava vestida de sombra, vai ser vestida de luz.
"Na morte o homem fica sendo imortal. A vida é o poder que tem o corpo de manter a alma sobre a terra, pelo peso que faz nela.
"A morte é uma continuação. Para além das sombras, estendes-se o brilho da eternidade.
"As almas passam de uma esfera para outra, tornam-se cada vez mais luz, aproximam-se cada vez mais e mais de Deus.
"O ponto de reunião é no infinito.
"Aquele que dorme e desperta, desperta e vê que é homem.
"Aquele que é vivo e morre, desperta e vê que é Espírito."
………………..
Muitos consideram que o falecimento de uma pessoa amada é verdadeira desgraça, quando, em verdade, morrer não é finar-se nem consumir-se, mas libertar-se.
Assim, diante dos que partiram na direção da morte, assuma o compromisso de preparar-se para o reencontro com eles na vida espiritual.
Prossegue em sua jornada na terra sem adiar as realizações superiores que lhe competem, pois elas serão valiosas, quando você fizer a grande viagem, rumo à madrugada clarificadora da eternidade.
………………..
Equipe do site www.momento.com.br, a partir da obra Victor Hugo e Seus Fantasmas, de Eduardo Carvalho Monteiro, em seu cap. "Palavras do Autor" e cap. "A França Chora Seu Maior Poeta".

Ouça!: http://www.espiritual.com.br/site/Audiobook..html

Apenas o corpo físico é sujeito ao envelhecimento

AS MULHERES DE OITENTA Vinícius de Moraes, agora com 90 anos, poderia cantarolar: olha que coisa mais linda, mais cheia de graça, é uma velhinha que vem e que passa, no doce balanço, a caminho do lar... Se ainda existe uma mulher do lar, ela tem oitenta anos. Principalmente no nosso lar.

Me responda: existe alguma coisa mais bonita do que ver uma senhora de oitenta anos, aqueles cabelos brancos (mulher honesta de oitenta não pinta mais os cabelos), caminhando pela rua de mãos dadas com o marido, bem mais trôpego do que ela?

Quantas vidas existem naquelas duas mãos entrelaçadas? Quantos filhos, netos e bisnetos? Quanta vida, quanta história. Quanta gente aquela mulher de oitenta colocou no mundo?

E agora lá vai ela, caminhando, sem pressa nenhuma, sabe lá pra onde. Ela e o homem dela. Eternos enquanto duraram.

É, já não se fazem mais mulheres como as de 80. Perdemos a fórmula e esquecemos, quase sempre, que elas existem. Mulher de um só amor, de uma só dedicação. As
mulheres de oitenta se dividem basicamente em três categorias: as ainda casadas (como sofreram com seus maridos há algumas décadas!), as viúvas (como sofreram com o morte do marido!) e as com o mal de Alzhaimer (que não sofrem, porque não sabem mais!).

O incrível é que a gente olha para uma velhinha e pensa que ela não saca mais nada. Que está apenas sentada ali na porta esperando o próprio enterro passar. Lêdo e lerdo engano. Aquela que faz aniversário, com filhos, netos e bisnetos em volta. Olha ela lá, na dela, sentada na cadeira, olhando o nada. Engana-se, minha filha. Ela está percebendo tudo. Ela sabe o que está rolando na festinha da bisa. Sabe quem trai quem, quem deve pra quem, quem odeia quem, dentro de seus próprios descendentes. Mas ninguém da bola pra ela.

A mulher de oitenta é a mais sábia das mulheres. Ela já teve trinta, achando que sabia de tudo. Chegou as quarenta pensando: agora é que eu sei. E aí foi indo até chegar ali. Cada vez conhecendo mais o mundo e as pessoas do mundo. Quando vê o Bush dizendo besteira na televisão, ninguém lhe pergunta o que achou. Têm certeza que ela vai dizer bobagem. Mas se ousarem vão ouvir uma frase curta, perfeita, exata. Quase filosófica. As mulheres de oitenta filosofa, mas infelizmente ninguém as ouvem. (…) Quanto àquelas que têm o mal de Alzhaimer (antigamente eram apenas caducas. Pioraram o nome e não arrumaram o remédio) não sabem o que está acontecendo no mundo. Sua mente não guarda nada do presente (o que tem lá suas vantagens), mas se lembram do passado como se fosse ontem. Pergunte sobre o baile de debutantes, como foi que ela conheceu o marido dela, daquela famosa quadrilha, das fofocas familiares dos anos 30.

Um diário do passado vai invadir a sua cabeça e seus olhos vão ficar brilhando.

Ah, as mulheres de oitenta com seus cabelos brancos, seus óculos redondos, seu terço e sua caixinha de remédios. Sábias, filósofas, boas. Gente finíssima. (Mário Prata)

Nós mesmos escolhemos as nossas companhias

CAUSAS, SINTONIAS E COMPANHIAS ESPIRITUAIS
Wagner Borges

Somos responsáveis por tudo que geramos de expressão vital.
Cada causa gera o seu efeito correspondente; cada efeito busca sua própria causa.
Somos muito mais do que aparentamos, somos a luz divina particularizada.
Cada um de nós é um centro vital! Cada um de nós é um portal interdimensional.

Dependendo do que buscamos na existência, podemos dar passagem em nós mesmo à diversos tipos de energias.
Tudo depende da sintonia.
Nossos pensamentos e sentimentos são causas. Nossas energias são seus efeitos.

Temos as companhias espirituais de acordo com o que fazemos no mundo.
De nada adianta estudar temas espirituais teoricamente (só com a mente) e não
convertê-los em ações práticas no próprio viver.
É necessário adicionar ao estudo consciencial o calor vital do amor, a luz da alegria e um estado íntimo de agradecimento ao Todo.

Somos a causa do que somos. Os efeitos são apenas o desdobramento do que vive em nosso íntimo.
Cada um de nós é governado por leis invisíveis e inexoráveis.

"A cada um segundo suas obras!"
"O semelhante atrai o semelhante!".

Nossas companhias espirituais surgem conectadas aos nossos interesses. É questão de
ressonância consciencial. O Invisível conhece os segredos mais guardados em cada ser
(nossas energias revelam muito mais do que supomos… )

Somos mais do que aparentamos e nossas vidas atuais são a colheita de antigas semeaduras.

Somos a luz divina em forma humana temporária. E a espiritualidade é a grande riqueza que portamos.
Façamos juz a tal riqueza em atitudes práticas no mundo, aqui e agora, pois somos luz
e o paraíso é um estado de consciência interior.

Esses escritos foram feitos de improviso no quadro de aula do IPPB durante uma prática espiritual
com a turma de 50 pessoas do curso Om Sattva - 21ª fase. Logo depois, já com as luzes
do salão acesas, e enquanto o pessoal conversava em grupos de quatro pessoas para avaliarem
o exercício e trocarem impressões, fui inspirado pelos amparadores que coordenavam
o trabalho para escrever o que se segue:

"Algumas palavras são escritas em folha de papel.
Outras são escritas dentro do coração.
Algumas palavras são escritas no tecido vivo do universo.
E outras palavras são escritas nas paredes vivas do umbral.*
Para ler as palavras no papel, basta apenas a visão normal.
Para ler as palavras escritas no coração, só com olhos do amor.
Para ler as palavras impressas no tecido estelar, só com a consciência cósmica.
Para ler as palavras nas paredes umbralinas, só com os olhos da vontade de crescer.
Palavras escritas no papel podem formar livros e transformarem pensamentos.
Palavras escritas no coração podem transformar sentimentos.
Palavras escritas no espaço podem expandir a consciência.
Palavras escritas nas paredes umbralinas podem iniciar processos de redenção.
Palavras escritas no papel, no coração, no espaço, no umbral, todas são palavras escritas no coração de Deus.

Há também as palavras escritas na alma de um grupo. Palavras vivas escritas na egrégora** de um trabalho. Palavras escritas com pensamentos, sentimentos e energias. Gravadas na pele espiritual.
E que poderão ser lidas com os olhos, com o coração, com a mente ou com a redenção,
por onde quer que elas forem passadas. Uma egrégora é semelhante a uma caixa de ressonância.
O que se passa dentro dela pode repercutir nos olhos, no coração, na mente e no umbral.
Aquilo que é escrito com palavras vivas, comandadas pelo amor, porta o selo da espiritualidade superior.

Aquilo que você lê com os olhos físicos e o cérebro são apenas palavras, porém se elas portarem amor,
também serão lidas dentro do coração. Se elas portarem o brilho estelar, também poderão ser lidas
na consciência cósmica. E mais ainda, se elas portarem redenção, poderão ser lidas
nos ambientes obscuros por aquelas consciências adoentadas, que poderão melhorar."

* Umbral: Plano extrafísico denso; Plano astral atrasado; plano espiritual inferior.

** Egrégora: É a atmosfera psíquica resultante da união dos pensamentos,
sentimentos e energias de grupos direcionados para uma finalidade de bem coletivo.
É a atmosfera espiritual luminosa compatível com os objetivos virtuosos de um grupo
e que se liga com as atmosferas extrafísicas correspondentes no Astral Superior.

Wagner Borges é pesquisador,
conferencista e instrutor de cursos de Projeciologia
e autor dos livros Viagem Espiritual 1, 2 e 3 entre outros

As bases do Islamismo são belíssimas: conheça-as!

OS PILARES DO ISLÃ E OS VALORES MORAIS

Razões da Profecia - Perfeição da Moralidade
O Profeta Mohammad assim asseverou o propósito primordial de ele ter sido enviado a este mundo e o método do seu chamado aos povos:
"Eu foi enviado para o propósito único de aperfeiçoar a boa conduta."
Essa é a grande mensagem que deixou uma impressão indelével sobre a história da vida, e para cuja propagação e para a unificação dos povos sob cuja influência, o Profeta (S) trabalhou incessantemente. O propósito dela não é outro senão o de fortalecer o caráter moral dos povos, para que o mundo de beleza e perfeição possa ser percebido por eles de modo a que possam tentar alcançá-lo conscientemente e com saber.
O culto tornou-se compulsório no Islam, e foi feito um dos pilares básicos da fé. Entretanto, as formas Islâmicas de adoração não são quaisquer exercícios místicos que ligam o homem a algum ser desconhecido e misterioso, nem submetem o homem a realizar atos ou outros movimentos sem sentido. Todas as formas compulsórias islâmicas de culto consistem de exercícios e treinamento que habilitem as pessoas à aquisição de uma moralidade e de hábitos corretos, e a viver virtuosamente, praticando tais virtudes permanentemente, independentemente de quaisquer mudanças que venham a ocorrer nas circunstâncias.
A Oração Impede que se Cometa o Mal
O Salat (oração) é uma forma compulsória de culto, que é como um exercício ao qual o homem é atraído com interesse e vontade. Ele a oferece continuamente, para que a vida dele possa estar livre de todas as doenças e o corpo dele possa ser sadio e forte.
O Sagrado Alcorão e a Sunna (tradições) do Profeta são as provas claras destas realidades.
Quando ordenou que se instituíssem as orações compulsórias, Ele expressou a sábia conveniência disso da seguinte maneira:
"A Oração preseva o homem da obscenidade e do ilícito."
São também realidades da oração o (desejo) de manter-se afastado do mal, da maldade, e de purificar-se (redimir-se) de males cometidos.
Em uma Tradição Santificada (Hadice Qudsi) afirma-se:
"Eu aceito as orações das pessoas que assumem por atitude a humildade ao pronunciá-las em face da Minha grandeza, que obsequiam as Minhas criaturas, que não persistem em pecar contra Mim, passam o dia se lembrando de Mim, e são bondosos para com os pobres, os viajantes, os fracos e os sofredores."

O zakat é um meio de purificação
O zakat foi imposto às pessoas escolhidas dentre os eleitos. Não se trata de um mero tributo recolhido dos bolsos do povo, pois seu propósito primordial é o de lançar as sementes da bondade, simpatia e benevolência, e para proporcionar uma oportunidade de acesso entre os vários segmentos da sociedade, e para estabelecer (entre esses), uma relação de amor e de amizade.
O propósito em se pagar o zakat foi asseverado no Alcorão:
"Recebe, de seus bens, uma caridade que os purifique e os santifique" (9ª:103)
Para limpar-se das impurezas mundanas e elevar o padrão da sociedade ao ápice da decência e da pureza, a sabedoria oculta na arrecadação do zakat.
Por esta razão, o Profeta o entendeu no sentido mais lato, e recolher o zakat fez-se compulsório a todo muçulmano. Disse o Profeta:
"Sorrir no rosto de seu irmão é uma caridade. Praticar boas ações e impedir que outrem cometa o mal é uma caridade. Orientar uma pessoa impedindo que ela se perca, é uma caridade. Remover coisas incômodas tais como espinhos e ossos do caminho é uma caridade. Guiar uma pessoa que tenha visão defeituosa é uma caridade." (Bukhári)
O ambiente do deserto e da vida de beduíno - um ambiente que tem origem em querelas e lutas intestinas - este foi o ambiente em que os ensinamentos do Islam foram apresentados ao mundo, mostrando as metas e propósitos que esses ensinamentos tiveram, e mostrando aonde esses ensinamentos levaram os árabes a partir daquele ambiente obscuro e sinistro.
O Jejum é um passo na direção da virtuosidade
Também ao jejum, o Islam tornou compulsório. Mas ele não foi projetado para afastar os homens dos seus desejos carnais e outras coisas proibidas somente por um período pre-fixado. Disse o Profeta:
"O jejum não significa apenas abster-se de comer e beber, mas de manter-se afastado das coisas más e obscenos. Se durante o período de jejum alguém abusar de ti ou te incitar a uma querela, diga-lhe: "Estou jejuando."
O Alcorão assim assevera o propósito da imposição do jejum:
"Ó crentes, está-vos prescrito o jejum, tal como foi prescrito a vossos antepassados, para que temais a Allah." (2ª:183)


O Hajj é uma peregrinação obrigatória para reduzir o amor pelo que é terreno. Às vezes o homem pensa que viajar aos lugares sagrados e realizar (o rito da) peregrinação que foi feita compulsória a todo muçulmano rico, e que está incluída entre os pilares básicos do Islam, é meramente um ritual de adoração que não tem nenhuma relação com a esfera de moralidade e caráter. Este é um ledo engano. Instruindo a respeito desse culto compulsório, Allah assevera:
"A peregrinação se realiza em meses determinados. Quem a empreender, deverá abster-se das relações sexuais, da perversidade e da polémica. Tudo o que fizerdes de bom Allah o saberá. Equipai-vos de provisões, mas sabei que a melhor provisão é a devoção" (2ª:197).
Estas são, em linhas gerais, as formas de culto que são sobejamente conhecidas e geralmente praticadas no Islam, e que são seus pilares fundamentais. Elas nos mostram quão profunda é a relação existente entre a religião e a moralidade, e quão forte e duradoura é esta relação.
Como são diferentes entre si estas formas de culto, no seu espírito e sua aparência, mas como são estreitamente ligadas (uma as outras) no tocante à meta e propósito que constituem o principal objetivo proclamado pelo Profeta.
Portanto, a oração (salat), o jejum (saum), a contribuição (zakat) e a peregrinação (Hajj), e outras formas de adoração como estas, são degraus em direção à verdadeira perfeição, e são os meios para se alcançar a integridade e castidade que tornam a vida segura e magnífica. Em virtude dos elevados atributos e nobres qualidades que são parte inalienável e as consequências de tais formas de culto, foi-lhes dado um lugar de grande destaque e importância na religião de Allah.
Se tais formas de culto não purificam os corações dos homens, se elas não nutrem as melhores qualidades naqueles que as cumprem, e se elas não aprimoram e tornam sólida a relação entre Allah e os Seus servos, então não resta nada aos homens senão a destruição e a devastação.
"E quem comparecer como pecador, ante seu Senhor, merecerá o inferno, onde não poderá morrer nem viver. E aqueles que comparecerem ante Ele, sendo crentes e tendo praticado o bem, obterão as mais elevadas dignidades; Jardins do Éden, abaixo dos quais correm rios, onde morarão eternamente. Tal será a retribuição de quem se purifica" (20ª:74-76)

Tem cego pior que aquele que não quer ver?

CEGO É AQUELE QUE NÃO QUER ENXERGAR

A pior cegueira: a cegueira da alma.

Narrou-nos uma irmã o seguinte:
“Durante uma visita à parentes em uma cidade de Minas Gerais, soube de uma Igreja aonde se faziam “curas milagrosas”.
Interessou-se por tal, pois tinha um problema de reter muito líquido no organismo, há 25 anos, e não expeli-los como também sua Mãe necessitava de cuidados, o tratamento era feito com ervas medicinais.
"Resolveu tentar a cura procurando essa Igreja, que curava através da medicina Bioenergética (como diziam)".
Como tem um parente que é Padre informou-se e foi à procura da tal Paróquia.
Era um local de grande freqüência e com grande fila de espera para consultas.
Mas quando temos a necessidade de cura tudo é válido.
"Após longa espera da vaga, foi com sua Mãe".
Em lá chegando, ao ser atendida, narra assim o ocorrido:
"Na abertura dos trabalhos fez-se uma oração de abertura pedindo ajuda. Ficou sentada em uma cadeira com uma das mãos em cima de um livro onde haviam várias figuras, com várias doenças provocadas por um tipo de verme da figura".
"Duas Senhoras que coadjuvavam nos trabalhos, uma com uma vara de metal e dando a mão à outra, passava-a por sobre a cabeça e demais órgãos do corpo da paciente, analisando onde haveria de estar a parte doente, que eram todas provenientes do mesmo verme".
"A consulente segurava a mão da senhora que por sua vez segurava a mão da outra Senhora que vibrava ao encontrar algo, indicando assim, o tipo do verme".
"Passava novamente a vara de metal por cada parte do corpo, a mão tremia ao indicar o local exato do verme".
"Havia em uma outra mesa uma série de caixas de isopor, cada uma com uma qualidade de ervas medicinais que ao ser apontada com a vara, também, vibrava a mão da Senhora".
"Detectado o tipo de verme e da erva remédio, era receitado aquela qualidade de erva".
Essa irmã, seguiu as instruções e obteve melhoras consideráveis, caso que não a surpreendeu em virtude do conhecimento da Doutrina Espírita.
"Ao retornar à São Carlos, S. P., e não podendo voltar para dar prosseguimento, foi informada que seu retorno seria feito através de uma foto sua".
Antes de retornar, conversou com o Padre, perguntando se aquilo não era Espiritismo, ao que foi prontamente respondido com veemência:
"Não Senhora aqui não se trata disso, é medicina bioenergética".
"Bioenergética de acordo com o dicionario eletrônico Aurélio - século XXI:"
1. Biol. Estudo das transformações da energia nos seres vivos (produção de movimento, luz, calor, eletricidade). 2. Teoria criada por Alexander Lowen (1920) a qual considera a personalidade em termos do corpo e seus processos energéticos (produção da energia através da respiração e do metabolismo e descarga de energia pelo movimento).
3. Método terapêutico baseado nessa teoria e que combina o trabalho com o corpo e com a mente, para ajudar a resolver problemas emocionais.


**COMO GOSTAMOS DE INVENTAR NOVOS NOMES À COISAS ANTIGAS, SÓ PARA NÃO ACEITAR FENÔMENOS NATURAIS E AJUDA DA ESPIRITUALIDADE SUPERIOR.**
CONCLUSÃO ELUCIDATIVA
Na realidade estamos dentro do terceiro milênio, quanto às predições para o conhecimento dos fenômenos das vidas, ainda não conhecidos da maioria encarnada virão a baila e teremos uma só Religião, e assim estaremos cumprindo a máxima de "Jesus":
“CONHEÇA A VERDADE, E ELA VOS LIBERTARÁ”.
Àqueles que conhecem a Doutrina do “AMOR MAIOR”, que reflitam a luz da razão, estamos ou não diante de um fato totalmente Espírita, pois para convencer incrédulos, estão iniciando aquilo que já é conhecido dos seguidores do Espiritismo no mínimo há duzentos anos, sem contar o fato do aparecimento do Homem ao Orbe, início dos fenômenos Espíritas.
O que se faz em uma reunião dedicada a ajudar os irmãos desencarnados e encarnados que necessitam de orientação?
É justamente o que fazem esses paroquianos, aquilo que se fazia nos primórdios do Espiritismo.
Hoje, inventam-se nomes mirabolantes disfarçando os fenômenos provenientes da vida Maior.
Hora, a Senhora que segurava a mão da irmã consulente, e que vibrava ao estar ciente do tipo de verme encontrado ou o tipo de erva a ser utilizada como remédio eliminador do verme, era uma médium de efeito curador. A vara de metal, que vibrava sobre as caixas, era segura por outra médium.
Como já citamos alhures, neste livro, a mediunidade não escolhe, nós a escolhemos ao reencarnar, e quando há fatos, com testemunhas oculares, não há argumentos contrários, mesmo que se queira inventar designativos novos.
Em verdade, afirmamos que as transformações não são feitas da noite para o dia, ou ainda, com uma vara de condão.
As transformações são milenares, é necessário acontecer uma coisa para depois a outra, analisem, vão fazer vinte séculos que "Jesus Cristo" esteve entre nós para nos dar testemunho da verdade, dos fenômenos da vida, e até hoje, além de não termos aprendido, apesar da Bíblia mostrar miríades de fenômenos Espíritas, duvidamos e inventamos ser “milagres" quando não temos uma explicação plausível ou racional, e aí jogamos a culpa em tudo que é irracional, menos na verdade.
Como é patente, o fenômeno é Espírita, tal como é feito nos Centros Espíritas; o único problema é que a casa é outra e as pessoas são outras, diga-se de passagem não querem admitir os fenômenos Espíritas, talvez para continuar o que vem sendo feito a séculos, a escravidão Religiosa.
Só há um meio de nos libertarmos, conhecendo a verdade, que muitos não querem que isso aconteça por medo de perder seu rebanho sustentador.
**A MEDIUNIDADE É UM FENÔMENO NATURAL QUE EXISTE DESDE QUE O HOMEM PASSOU A HABITAR A TERRA**

O essencial é invisível aos olhos

A PALAVRA DE JESUS É IMORTAL PORQUE É A MAIS PURA EXPRESSÃO DA VERDADE
"As palavras de Jesus ão eternas, porque são a verdade. Elas são não somente a salvaguarda da vida celeste, mas a garantia da paz, da tranqüilidade e da estabilidade nas coisas da vida terrestre; por isso, todas as instituições humanas, políticas, sociais e religiosas que se apoiarem sobre suas palavras, serão estáveis como a casa construída sobre a pedra; os homens as conservarão porque nelas encontrarão sua felicidade; mas aqueles que as violarem, serão como a casa construída sobre a areia: o vento das revoluções e o io do progresso as carregarão."

O INVISÍVEL NÃO É VISTO COM OS OLHOS

O verdadeiro milagre de um olhar
é descobrir a beleza escondida
no nada onde o tudo se refugia
à cegueira da insensibilidade.

O verdadeiro milagre de um olhar
é vislumbrar com os olhos da alma.
João Falcato "S. Miguel - Açores

Errar também traz grandes experiências

A Coragem de Errar

Jael Coaracy

O que fazer quando uma situação se repete em sua vida trazendo sentimentos de desconforto e dor?

Cada vez que isso acontece, a trilha no seu cérebro que associa determinadas circunstâncias a esses sentimentos dolorosos se intensifica. Como uma dobra na roupa feita no mesmo lugar e conservada assim.

Ao associar determinadas experiências ao sofrimento emocional, você se torna vulnerável a repetição que desejaria evitar.

As situações aparentemente são diferentes. Olhadas a partir do seu centro, percebe-se que são, na verdade, variações sobre o mesmo tema. E que tema é esse, capaz de provocar um mal estar que pode ir do desconforto à depressão?

Embora você possa acreditar que a fonte da angústia, do sentimento de rejeição, da tristeza profunda ou mesmo da depressão, esteja na atitude do seu namorado, do seu chefe ou do seu companheiro de turma, do seu filho, pai, quem quer que seja, é necessário ir além.

Em algum ponto do seu passado, seja na infância, na adolescência, ou mesmo na barriga da sua mãe, você viveu, pela primeira vez, o desamparo que se tornou a repetição de um mesmo padrão emocional.

Como perceber e curar esse processo?

É preciso entrar em contato com as experiências originais que criaram essa associação entre um estímulo (a pessoa amada vai embora) e a resposta (depressão profunda e o sentimento de não ter valor).

Se você se sente explorado(a) e sofre por não ter coragem de se colocar diante do seu chefe, ou da família, procure localizar em que momento da sua vida aprendeu a se calar e a abrir mão de reivindicar seus direitos.

Quando a atitude de alguém faz sua energia baixar de nível e você se sente mal, é dentro de si próprio(a) que precisa buscar as chaves para virar o jogo.

É você quem promove esses sentimentos dentro de si mesmo(a). Ninguém tem esse poder a não ser que você o permita.

Vá até as primeiras experiências vividas talvez, ainda na infância, quando um dos seus pais, um professor, um adulto importante na sua vida, fez com que se sentisse assim pela primeira vez.

Observe que, a partir dessas primeiras experiências, você construiu uma barreira emocional e mental. Passou a se colocar de uma forma defensiva, fugindo ou brigando ao primeiro sinal que o(a) levava a reviver a mesma experiência dolorosa.

A necessidade de se defender de um possível sofrimento passou a promover a dor diante de situações que o remetem aquilo que ficou lá trás. Sem saber, ao fazer isso, você foi se afastando do seu ser amoroso para se colocar em guarda.

Como limpar o passado e interromper esse padrão que o faz sofrer?
Através da coragem de reconhecer o que quer que esteja dentro de você.

Examine e transforme suas crenças limitantes, use tudo o que funciona para você e assuma total responsabilidade pelo que lhe acontece.

Colocar-se no lugar da vítima, comportar-se como a criança indefesa e ignorante que já não é mais, ou seguir no automático, sem se dar conta dos seus processos internos é escolher estar à mercê dos acontecimentos.

Saiba que você não é apenas essa dor, esse desconforto, ou esse incômodo que se apresenta cada vez que o gatilho é disparado por algo ou alguém que o(a) leva a sentir-se novamente a criança em busca de aprovação.

Você traz dentro de si o poder de transformar a sua vida!

As ferramentas necessárias para o trabalho você já tem. Basta que se disponha a acessá-las através do mergulho interno. Com atenção, esforço e responsabilidade.

Ao reconhecer o desconforto, a dor, a rejeição, a raiva ou seja o que for, como algo seu, sem ligação com a atitude do outro, estará retomando o poder de desfazer associações equivocadas.

Procure entrar em contato com a sensação de não se ser merecedor(a) de amor. Descubra as crenças que o(a) levam a se deixar confundir pela culpa.

Isso o(a) ajudará a não tomar pessoalmente tudo o que acontece. Poderá, então, separar o que é seu do que é do outro. Sem julgamentos. Com clareza e objetividade.

Ao perceber isso, saberá que o outro faz o que faz por razões que são dele e que não têm nada a ver com quem você é.

Assim, como as suas ações são produtos das suas escolhas. E não podem ser justificadas pelo o que o outro faz ou diz.

O poder está dentro de cada um de nós. Abrir mão desse poder é abrir mão da possibilidade de aprender com a experiência. Somente aprendendo com a experiência é possível encontrar o caminho para a felicidade real.

Você pode deixar seu veleiro ao sabor dos ventos e das ondas. Mas não se surpreenda nem se queixe se o barco virar.

Você também pode se tornar mestre na arte de manejar as velas, de conduzir o barco diante das tempestades, dos ventos e das correntes marítimas. Assim, se tornará um exímio(a) marinheiro(a), com habilidade de driblar mudanças de tempo para chegar ao porto do seu destino.

A única forma de fazer isso é desafiando os seus padrões habituais.

Faça diferente a próxima vez que alguma situação trouxer à tona o velho e antigo padrão. Escolha uma ação para produzir um novo resultado. Faça o que seu coração mandar sem medo de errar.

O maior erro de todos é renunciar ao poder de dirigir a sua vida. Portanto, exercite um novo padrão para lidar com as situações que desafiam velhos sentimentos de menos valia dentro de você.

Ouça seu coração e experimente. Movimente-se de uma nova maneira através da vida. Como uma criança que aprende a andar e cai, e não tem outra alternativa a não ser tentar novamente até dominar a capacidade de andar.

Invista em novas atitudes, desafie a sua zona de conforto e implemente novas ações diante das velhas feridas. Se tiver que errar, erre com o coração, sabendo que os erros nada mais são do que o feed-back mostrando que ainda não foi desta vez que chegou lá.

Como Thomas Edson ao tentar milhares de vezes, até chegar à invenção da lâmpada elétrica. A cada erro ele comemorava a descoberta de mais uma estratégia que não funcionava. Consciente que assim passava a estar mais perto daquilo que buscava.
À persistência dele devemos as luzes que iluminam nossas casas.

Você também pode aprender com seus erros e descobrir através deles as experiências que funcionam para você e aquelas que devem ser descartadas para seguir no seu caminho iluminado rumo à felicidade.

Atitudes importantes que direcionam nossas vidas

TRIOS IMPORTANTES

Três verbos importantes existem que, bem conjugados, serão lâmpadas luminosas em nosso caminho:
Aprender
Servir
Cooperar

Três atitudes exigem muita atenção:
Analisar
Reprovar
Reclamar

De três normas de conduta jamais nos arrependeremos:
Auxiliar com a intenção do bem
Silenciar
Pronunciar frases de bondade e estímulo

Três diretrizes manter-nos-ão invariavelmente em rumo certo:
Ajudar sem distinção
Esquecer todo mal
Trabalhar sempre

Três posições devemos evitar sempre:
Maldizer
Condenar
Destruir

Possuímos três valores que, depois de perdidos, jamais serão recuperados:
A hora que passa,
A oportunidade de elevação,
A palavra falada.

Três programas sublimes se desdobram a nossa frente, revelando-nos a Glória da Vida Superior:
Amor
Humildade
Bom ânimo

Para que possamos efetivamente evoluir, devemos seguir sempre as três abençoadas regras de salvação:
Corrigir em nós o que nos desagrada nos outros,
Amar-nos uns aos outros,
Amparar-nos mutuamente.

E lembrar que jamais devemos culpar alguém por aquilo que nos acontece, pois nós somos os responsáveis diretos por tudo de bom ou de mal que surgir em nosso caminho…

SEMPRE !!!