| QUE TIPO DE SOLO É O SEU CORAÇÃO? |
| Tema: Vida Cristã | Crescimento |
Mateus 13.1-23
Naquele mesmo dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à beira-mar; 2 e
grandes multidões se reuniram perto dele, de modo que entrou num barco e
se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia. 3 E de muitas
coisas lhes falou por parábolas e dizia: Eis que o semeador saiu a
semear. 4 E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e, vindo as
aves, a comeram. 5 Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era
pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. 6 Saindo, porém, o
sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. 7 Outra caiu entre
os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram. 8 Outra, enfim,
caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um. 9
Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. 10 Então, se aproximaram os
discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas? 11 Ao
que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino
dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido. 12 Pois ao que tem se
lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe
será tirado. 13 Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não
vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem. 14 De sorte que neles se
cumpre a profecia de Isaías: Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo
entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis. 15
Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os
ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos,
ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por
mim curados. 16 Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e
os vossos ouvidos, porque ouvem. 17 Pois em verdade vos digo que
muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o
que ouvis e não ouviram. 18 Atendei vós, pois, à parábola do
semeador. 19 A todos os que ouvem a palavra do reino e não a
compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração.
Este é o que foi semeado à beira do caminho. 20 O que foi semeado em
solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria;
21 mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe
chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se
escandaliza. 22 O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a
palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a
palavra, e fica infrutífera. 23 Mas o que foi semeado em boa terra é o
que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a
sessenta e a trinta por um.
Introdução
A agricultura é algo muito interessante. Quando plantamos
algumas sementes e ficamos a observar, notamos que algumas sementes não
nascem, outras nascem e morrem, outras nascem, ficam firmes por um
tempo, e, em seguida, morrem, ao passo que outras nascem, florescem e
produzem frutos espetaculares. O texto da parábola do semeador, nos fala
de uma verdade semelhante a essa na vida espiritual.
Narração da Parábola:
Em nosso texto, Jesus conta a história
de um lavrador que saiu ao campo para semear sementes de trigo. Diz o
texto, que Jesus foi para beira do mar; e, é bem possível que ele
tivesse acabado de passar por uma plantação. Aproveitando-se da
circunstância, Jesus quis ensinar o povo uma grande lição espiritual. A
história que Jesus conta, fala sobre algumas sementes, da mesma espécie,
que caíram em quatro lugares (solos) diferentes, e, consequentemente,
tiveram fins totalmente diferentes.
I. As que Caíram à Beira do Caminho (4)
Diz Jesus, que uma parte caiu à beira do caminho. Quando o semeador
sai a semear, ele vai lançando as sementes pela terra, por isso, é algo
normal que algumas caíssem à beira caminho.
Ao caírem à beira do caminho, duas coisas poderiam acontecer àquelas
sementes: 1) por estarem à beira do caminho, certamente seriam pisadas
por quem lá passasse, e, logo, esmagadas; ou, 2) as aves do céu viriam
rapidamente e comeriam as sementes, não sobrando absolutamente nada. Em
resumo, essas sementes eram esmagas ou eram comidas pelas aves.
II. As que Caíram Entre as Pedras (5,6)
De início, as sementes que caíram entre as pedras brotaram
rapidamente. É algo impressionante de se notar o quão veloz estas
sementes florescem.
Como o plantio é feito no inverno, há chuva suficiente e umidade,
logo os brotos verdes aparecem. Mas o lavrador treinado sabe que as
aparências enganam, posto que ao chegar a primavera, e as chuvas
cessarem, a terra vai esquentar e as plantas murcharão. E vão murchar
porque essas sementes, que agora são plantas, não têm raízes profundas,
capazes de suprir a planta com água suficiente. O resultado é que elas
morrem ressecadas. Semente sem raiz não vai muito longe, brota cedo e
morre cedo.
III. As que Caíram Entre os Espinhos (7)
As sementes que foram lançadas entre os espinhos pareciam ter mais
probabilidade de crescer e se desenvolver, do que aquelas que caíram à
beira do caminho ou que foram lançadas entre as pedras.
Essas sementes começam a crescer, mas quando chega a primavera,
começam a aparecer também os espinhos, que vão crescendo juntamente com
as sementes, até ao ponto daqueles, ultrapassarem de tamanho, as
próprias sementes.
O detalhe é que a terra onde essas sementes foram lançadas é boa, mas
a dificuldade é que não existe só o trigo, têm também o joio
(espinhos). Os espinhos, ao crescerem, vão sugando toda a umidade e os
nutrientes da terra, ao ponto de, literalmente, sufocarem o trigo.
Resumindo, duas plantas estão lutando pelo mesmo lugar, mas vencerá
aquela que tiver a raiz mais profunda.
IV. As que Caíram em Terra Boa (8,9)
As sementes que caíram em terra boa não foram pisadas, nem comidas ou
muito menos caíram entre as pedras, e, nem tão pouco, tiveram que
dividir a terra com os espinhos.
Porque caíram em boa terra, essas sementes deram muitos frutos, a
ponto de produzirem até cem vezes mais. Este era o resultado esperado
pelo agricultor.
Interpretação da Parábola
A mesma parábola é narrada em Lucas 8.11, e lá ele diz que a semente é
a Palavra de Deus. Cada tipo de terra representa um tipo de ouvinte da
Palavra de Deus. Isto é, a semente, que a Palavra de Deus, foi
anunciada, e cada solo, ou seja, cada ouvinte ouviu e recebeu de um
jeito e teve um fim.
I. As que Caíram à Beira do Caminho (19)
Jesus nos ensina que as sementes que caíram à beira do caminho, e são
comidas pelas aves, são comparadas aqueles que ouvem a Palavra de Deus,
mas antes que as sementes possam frutificar, vem Satanás e as tira do
coração. São as típicas pessoas em que a Mensagem entra por um ouvido e
sai por outro. Os corações dessas pessoas são tão endurecidos como a
terra pisada, a tal ponto de não poderem absorver a semente da Palavra
de Deus.
É a típica pessoa que ouve a Mensagem da Palavra de Deus, mas nada é modificado na sua vida.
II. As que Caíram Entre as Pedras (20,21)
Jesus nos ensina que as sementes que caíram entre as rochas e
floresceram rapidamente, mas vindo o sol quente morreram, são comparadas
as pessoas que ouvem a Palavra de Deus, recebem-nA imediatamente no
coração e manifestam grande alegria. É uma pena, porque a alegria
manifestada é passageira e efêmera.
São as típicas pessoas que se empolgam com o Evangelho quando o
conhecem. Mas na hora das provações, problemas, angústias, dificuldades e
tribulações, abandonam a fé, e tudo porque não têm raiz.
Uma palavra que define bem essas pessoas é superficialidade. Elas
vêem para a Igreja, ouvem, recebem e se alegram com o Evangelho, mas
porque a sua raiz é superficial, acabam desanimando-se e abandonando a
fé, na primeira dificuldade que encontram. Talvez você conheça alguém
assim? Eu tenho conhecido muitas pessoas assim ao longo da minha
caminhada cristã.
III. As que Caíram Entre os Espinhos (22)
Jesus nos ensina que as sementes que caíram entre os espinhos são
comparadas àqueles que ouvem a Palavra, mas são sufocados pelos prazeres
do mundo, pelas riquezas e pelas ambições.
São as típicas pessoas de uma vida dupla – religião aos domingos e a
vida sem religião durante a semana – logo ele descobrirá que as
fascinações do mundo o afastarão de Deus.
São as típicas pessoas que trocam Deus e a Igreja pelo cinema, pela
corrida de carros no domingo de manhã, pelo jogo de futebol no domingo à
tarde, pela presença da família no domingo ou no sábado.
São as pessoas que, por qualquer motivo, deixam de ir à igreja. Hoje
eu não vou à igreja porque está fazendo frio, hoje eu não vou à igreja
porque está fazendo calor, hoje eu não vou à igreja porque a minha
família vem todo o domingo almoçar em casa, hoje eu não vou à igreja
porque eu não consigo acordar cedo, hoje eu não vou à igreja porque eu
tenho que arrumar a casa, hoje eu não vou à igreja, porque tudo o que eu
tenho para fazer é mais importante do que Deus.
IV. As que Caíram em Terra Boa (23)
Jesus nos ensina que as sementes que caíram em terra boa são
comparadas aqueles que ouvem a Palavra de Deus, compreendem e frutificam
com perseverança.
São as pessoas que ouvem, compreendem e guardam a Palavra de Deus no
coração. Ainda que venham as provações e sofrimentos, mas elas
permanecem firmes, porque estão enraizadas em Cristo, e dEle recebem
todo o alimento necessário para a sua vida espiritual.
São as pessoas que não se deixam levam por qualquer igreja nova que
surge na televisão, são as pessoas que não se deixam levar por qualquer
vento de doutrina.
Conclusão
Que tipo de solo é o seu coração? Você é aquele:
I. Solo Duro, que não é capaz de absorver a Semente da Palavra de Deus? E então vem o Diabo e tira do seu coração?
II. Solo rochoso que não deixa a Semente da Palavra de Deus criar raiz, por isso, brota cedo, mas morre cedo?
III. Solo cheio de espinhos, onde a Semente da Palavra de Deus fica sufocada com os prazeres do mundo?
IV. Solo bom, que ao receber a Semente da Palavra de Deus, produz muitos frutos para a Glória de Deus?
Que tipo de solo é o seu coração?
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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
A Parábola do Semeador
Os pais das Crianças Índigos também são especiais?
Psicóloga
clínica, formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e
pós-graduada em Administração do terceiro Setor pela Fundação Getúlio
Vargas (FGV), Ercília Zilli é presidente da Associação Brasileira dos
Psicólogos Espíritas (ABRAPE), mestre em Ciências da Religião.
Participados programas “Nonos Rumos” e “Abrindo a Bíblia”, da Rádio Boa
Nova de Guarulhos, Estado de São Paulo, dos quais é apresentadora.
Autora do livro “ O Espírito em terapia, hereditariedade, destino e fé”,
escreve para jornais, revistas e sites espíritas.
Nesta entrevista, Ercília analisa o comportamento das Crianças Índigo, as dificuldades da família e da sociedade em entendê-las e relacionar-se com elas, destacando a importância do diálogo e da fraternidade.
O livro “Crianças Índigo” de Lee Carroll e Jan Tober foi publicado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1999. Desde essa época, o número de casos naquele país aumentou muito. Existem registros dessa ocorrência entre nós?
R.: O termo “crianças índigos” é relativamente novo. Embora haja uma constatação de que estão nascendo, cada vez mais, crianças “inteligentes”, não conheço nenhuma pesquisa que constate essa incidência no Brasil. No entanto, é evidente e alvo de comentários, bem como propagada pela mídia, a certeza de que as crianças já nascem praticamente sabendo como usar, por exemplo, os computadores, que dão tanto trabalho aos seus pais...
Na sua opinião essas crianças são realmente o expoente de uma nova geração à qual se destinaria o orbe terrestre nessa fase de transição para um mundo de regeneração como você prevê o Espiritismo?
R.: Como espírita acredito que estejamos no limiar de uma nova era, a qual chamamos de regeneração. Para que haja regeneração é necessário que a evolução dos espíritos que, ainda estagiam, aconteçam e que outros, mais preparados, encarnem na Terra. Creio que é nessa premissa onde se encaixam os espíritos que estão reencarnando e sendo denominados de “índigos”. Para que haja renovação é fundamental que as coisas sejam feitas de uma maneira transformada.
Foi criada alguma categoria para enquadrar os índigos?
R.: Tendo em conta o que a psicologia postula e que é regulamentada pelo Conselho Regional de Psicologia (CP), nenhuma categoria foi oficialmente criada para enquadrar tais crianças. Existe uma realidade sendo observada, mas a criação de uma classificação na psicologia ou mesmo na medicina, ainda pesquisa e fundamentação.
Na sua opinião qual a característica predominante nas crianças índigo?
R.: Penso que a inteligência, a capacidade de se manterem “autênticas” em situações diferentes, a consciência da necessidade de serem respeitadas, além de sua sensibilidade, extremamente aguçada.
A aura azulada dessas crianças tem alguma significação especial?
R.: Não estou absolutamente convencida de que a aura tenha uma cor estática e, sim, que talvez passe por alterações de acordo com os estados emocionais. Mas é possível que haja uma cor predominante, de acordo com as conquistas do espírito. Essa aura azulada pode indicar, também, uma habilidade predominante.
Existem índigos adultos entre nós buscando terapias que os ajudem a vencer suas dificuldades de convívio?R.: Sim, vários. Quase sempre são pessoas muito sensíveis e inteligentes, porém, que não tiveram a educação familiar e escolar adequadas.
Como explicar a ocorrência do Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA) e do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) nessas crianças tão especiais?
Os desajustes familiares causam esses transtornos? O uso de drogas, como a Ritalina, deve ser evitado?
R.: Estamos lidando com novos padrões mentais e, portanto, de comportamento. Nosso cérebro, que é reducionista em relação ao potencial da mente, vibra numa freqüência média que tem servido de padrão para mensuração e comparação. Mas, se estamos falando em novas crianças ou novas formas de existência, talvez tenhamos que rever as nossas normas de medição para adaptação às novas necessidades. Observo que muitas crianças, extremamente inteligentes e sensíveis, são portadoras de disritimia cerebral. Suas características são semelhantes às descritas no livro Crianças Índigo. Os desajustes familiares são prejudiciais tanto a essas crianças como as outras, incluindo o casal. Se a criança for muito sensível, poderá reagir negativamente a esse tipo de pressão e também de uma vibração negativa constante. Mas acredito que essas crianças precisem mesmo é de uma educação e de uma escola que estimule o crescimento, à autoconfiança e à preservação de sua independência em situações adversas. Criar filhos é tarefa difícil, requer muita atenção e dedicação. É muito freqüente que as pessoas queiram ter filhos para se “completarem”. Acredito que deveriam se candidatar a pais somente quando se sentissem habilitados e com prontidão para esse tipo de tarefa. A medicação só deve ser usada quando absolutamente necessária, sendo importante a indicação de um médico consciente que busque conhecer o histórico familiar e a realidade escolar.
Em busca da cura, os pais dessas crianças recorrem à terapias alternativas consideradas holísticas. Quais os riscos a que expõem seus filhos? Esse é um mal menor que a Ritalina causa?
R.: Muitas vezes os pais falam que buscam a cura. Mas qual é a doença? O que é doença? O problema não é somente o tratamento, mas o conceito. O tratamento poderá ser até medicamentoso, mas não prescinde de atenção, carinho e limites.Tenho escutado mães pedindo que os médicos receitem Ritalina, pois não agüentam mais a agitação e as queixas escolares; no entanto, nesses casos, também percebi a dificuldade de colocar limites claramente e mensagens ambivalentes no relacionamento com a criança. Por exemplo: um adolescente que via vultos, andava pela sala de aula sem dar atenção ao professor e que já havia sido “convidado’ a se retirar de algumas escolas tinha permissão, aos 15 anos, para dirigir o carro da mãe... Quando o desajuste é muito sério, as várias causas devem ser analisadas e o tratamento terá que contemplar as prioridades. Se for Ritalina, Rivotril ou mesmo terapias alternativas, uma solução deve ser buscada e experimentada, mas os pais, separados ou vivendo juntos, devem sempre que possível, atuar em conjunto para evitar a manipulação, tanto de um em relação ao outro, como da criança em relação a cada um deles.
O que o centro espírita pode oferecer para ajudar as crianças índigo?
R.: Os centros espíritas podem oferecer, em primeiro lugar, esclarecimento. O Espiritismo, por seu aspecto religioso, filosófico e científico, tem por premissa esclarecer através da fé raciocinada. Ou seja, Ter uma lógica. A associação Brasileira de Psicólogos Espíritas (ABRAPE) tem recebido solicitações de temas relacionados à saúde mental e temos falado sobre Transtorno Bipolar, Depressão DDA, TDAH, Síndrome do Pânico, entre outros. Considero de extrema importância que os colaboradores dos centros espíritas estejam informados, para que possam orientar os freqüentadores e assistidos de forma correta e objetiva, cumprindo a integração proposta pela Doutrina Espírita no seu aspecto tríplice. É preciso buscar o profissional da área de conhecimento desejada para formação de grupos de estudos, palestras e treinamentos. Sou favorável a tratamentos combinados quando necessário. Os passes aplicados nos centros espíritas são eficazes na estabilização das ondas mentais citadas pelo Espírito André Luiz no livro “Libertação”. As ondas mentais estabelecem faixas de sintonia mais ou menos favoráveis e nos passes, aliados ao esclarecimento quando necessário, juntam-se ao medicamento adequado e na dosagem correta, produzindo efeitos libertadores. Não estou me referindo a ajustar espíritos com grande potencial de transformação – moral e espiritual- uma sociedade desajustada, mas oferecer o equilíbrio e o alimento de que necessitam para a tarefa de renovação a que vieram.
Quanto aos educadores, como conscientizá-los dessa realidade que explica, ao menos em parte, o comportamento incontrolável de muitos alunos, a indisciplina na sala de aula?
R.: Para um mundo de regeneração precisamos de uma nova pedagogia. Creio que aqui iniciamos uma discussão muito mais profunda que envolve o sistema de ensino, as premissas pedagógicas e a motivação ou falta da mesma e da valorização de uma classe fundamental na área de formação da crianças, futuro adulto. Esse é um capítulo à parte, carente em todos os sentidos. Como exigir disciplina sem dispor de uma pedagogia que motive, respeite e conscientize o aluno? Como exigir mais professores?
Os psicólogos espíritas estão preparados para atender a essa demanda que, ao que tudo indica, vai aumentar?
R.: Os psicólogos espíritas que atuam junto à ABRAPE aplicam, exclusivamente, as abordagens acadêmicas aceitas pelo Conselho Regional de Psicologia (CRP). Nosso diferencial é a própria formação que vê e respeita o ser humano de forma integral. Assim, sem fazer proselitismo, mas usando a mesma linguagem das pessoas que nos procuram, sem preconceito, conseguimos estar atentos a essas diferenças, independente de haver uma classificação formal para elas. Esperamos que essas diferenças continuem para que a regeneração se processe, porém de forma mais harmônica. A ABRAPE tem como propósito não só o estudo integrado da psicologia ao Espiritismo, mas também viabilizar o seu alcance a pessoas que, de outra forma, não teriam acesso à psicoterapia. No momento um dos nossos projetos, O “Terapia Social”, oferece mais de 1.500 consultas mensais gratuitas.
O tema “crianças índigo” não merece um debate aberto para a sociedade?
R.: O tema “crianças índigo” bem como outros de interesse que ajudem a compreensão integral do homem, incluindo seu aspecto espiritual, merecem um debate aberto e sem preconceito de todas as áreas de estudo. É fundamental que as áreas do saber permutem informações, que se completem para uma melhor compreensão do espírito encarnado e possam cooperar, em conjunto, na sua evolução.
Qual é sua opinião sobre o livro de Lee Carroll e Jan Tober?
R.: Como uma grande reportagem, acho “Crianças Índigo” muito interessante. Cada leitor poderá fazer as adequações às suas próprias informações. O livro também levanta a necessidade de maior atenção e contato com as crianças, ressaltando espiritualidade as informações que nos dão, muitas vezes sem perceber> Aponta, ainda , a necessidade de novas formas de relacionamentos interpessoais, principalmente entre pais e filhos e nos exorta a aprender com crianças.
Que mensagem gostaria de endereçar aos pais dessas crianças?
R.: Como espírita, não acredito no acaso. As tarefas que enfrentamos hoje são aquelas já assumidas durante a elaboração do nosso projeto reencarnatório. Então, naquele momento, nos achamos suficientemente fortes para realizarmos ações que hoje nos parecem tão difíceis. Seria bom retomarmos essa força e olharmos para os nossos filhos como dádivas de Deus; como doações que fizemos de filhos dele aos cuidados. Por vezes, nos cansamos, mas Ele não se cansa nunca. Se você faz parte do grupo de pais que receberam a incumbência de acolherem esses espíritos que renovarão o planeta, coragem, pois você também é especial!
Nesta entrevista, Ercília analisa o comportamento das Crianças Índigo, as dificuldades da família e da sociedade em entendê-las e relacionar-se com elas, destacando a importância do diálogo e da fraternidade.
O livro “Crianças Índigo” de Lee Carroll e Jan Tober foi publicado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1999. Desde essa época, o número de casos naquele país aumentou muito. Existem registros dessa ocorrência entre nós?
R.: O termo “crianças índigos” é relativamente novo. Embora haja uma constatação de que estão nascendo, cada vez mais, crianças “inteligentes”, não conheço nenhuma pesquisa que constate essa incidência no Brasil. No entanto, é evidente e alvo de comentários, bem como propagada pela mídia, a certeza de que as crianças já nascem praticamente sabendo como usar, por exemplo, os computadores, que dão tanto trabalho aos seus pais...
Na sua opinião essas crianças são realmente o expoente de uma nova geração à qual se destinaria o orbe terrestre nessa fase de transição para um mundo de regeneração como você prevê o Espiritismo?
R.: Como espírita acredito que estejamos no limiar de uma nova era, a qual chamamos de regeneração. Para que haja regeneração é necessário que a evolução dos espíritos que, ainda estagiam, aconteçam e que outros, mais preparados, encarnem na Terra. Creio que é nessa premissa onde se encaixam os espíritos que estão reencarnando e sendo denominados de “índigos”. Para que haja renovação é fundamental que as coisas sejam feitas de uma maneira transformada.
Foi criada alguma categoria para enquadrar os índigos?
R.: Tendo em conta o que a psicologia postula e que é regulamentada pelo Conselho Regional de Psicologia (CP), nenhuma categoria foi oficialmente criada para enquadrar tais crianças. Existe uma realidade sendo observada, mas a criação de uma classificação na psicologia ou mesmo na medicina, ainda pesquisa e fundamentação.
Na sua opinião qual a característica predominante nas crianças índigo?
R.: Penso que a inteligência, a capacidade de se manterem “autênticas” em situações diferentes, a consciência da necessidade de serem respeitadas, além de sua sensibilidade, extremamente aguçada.
A aura azulada dessas crianças tem alguma significação especial?
R.: Não estou absolutamente convencida de que a aura tenha uma cor estática e, sim, que talvez passe por alterações de acordo com os estados emocionais. Mas é possível que haja uma cor predominante, de acordo com as conquistas do espírito. Essa aura azulada pode indicar, também, uma habilidade predominante.
Existem índigos adultos entre nós buscando terapias que os ajudem a vencer suas dificuldades de convívio?R.: Sim, vários. Quase sempre são pessoas muito sensíveis e inteligentes, porém, que não tiveram a educação familiar e escolar adequadas.
Como explicar a ocorrência do Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA) e do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) nessas crianças tão especiais?
Os desajustes familiares causam esses transtornos? O uso de drogas, como a Ritalina, deve ser evitado?
R.: Estamos lidando com novos padrões mentais e, portanto, de comportamento. Nosso cérebro, que é reducionista em relação ao potencial da mente, vibra numa freqüência média que tem servido de padrão para mensuração e comparação. Mas, se estamos falando em novas crianças ou novas formas de existência, talvez tenhamos que rever as nossas normas de medição para adaptação às novas necessidades. Observo que muitas crianças, extremamente inteligentes e sensíveis, são portadoras de disritimia cerebral. Suas características são semelhantes às descritas no livro Crianças Índigo. Os desajustes familiares são prejudiciais tanto a essas crianças como as outras, incluindo o casal. Se a criança for muito sensível, poderá reagir negativamente a esse tipo de pressão e também de uma vibração negativa constante. Mas acredito que essas crianças precisem mesmo é de uma educação e de uma escola que estimule o crescimento, à autoconfiança e à preservação de sua independência em situações adversas. Criar filhos é tarefa difícil, requer muita atenção e dedicação. É muito freqüente que as pessoas queiram ter filhos para se “completarem”. Acredito que deveriam se candidatar a pais somente quando se sentissem habilitados e com prontidão para esse tipo de tarefa. A medicação só deve ser usada quando absolutamente necessária, sendo importante a indicação de um médico consciente que busque conhecer o histórico familiar e a realidade escolar.
Em busca da cura, os pais dessas crianças recorrem à terapias alternativas consideradas holísticas. Quais os riscos a que expõem seus filhos? Esse é um mal menor que a Ritalina causa?
R.: Muitas vezes os pais falam que buscam a cura. Mas qual é a doença? O que é doença? O problema não é somente o tratamento, mas o conceito. O tratamento poderá ser até medicamentoso, mas não prescinde de atenção, carinho e limites.Tenho escutado mães pedindo que os médicos receitem Ritalina, pois não agüentam mais a agitação e as queixas escolares; no entanto, nesses casos, também percebi a dificuldade de colocar limites claramente e mensagens ambivalentes no relacionamento com a criança. Por exemplo: um adolescente que via vultos, andava pela sala de aula sem dar atenção ao professor e que já havia sido “convidado’ a se retirar de algumas escolas tinha permissão, aos 15 anos, para dirigir o carro da mãe... Quando o desajuste é muito sério, as várias causas devem ser analisadas e o tratamento terá que contemplar as prioridades. Se for Ritalina, Rivotril ou mesmo terapias alternativas, uma solução deve ser buscada e experimentada, mas os pais, separados ou vivendo juntos, devem sempre que possível, atuar em conjunto para evitar a manipulação, tanto de um em relação ao outro, como da criança em relação a cada um deles.
O que o centro espírita pode oferecer para ajudar as crianças índigo?
R.: Os centros espíritas podem oferecer, em primeiro lugar, esclarecimento. O Espiritismo, por seu aspecto religioso, filosófico e científico, tem por premissa esclarecer através da fé raciocinada. Ou seja, Ter uma lógica. A associação Brasileira de Psicólogos Espíritas (ABRAPE) tem recebido solicitações de temas relacionados à saúde mental e temos falado sobre Transtorno Bipolar, Depressão DDA, TDAH, Síndrome do Pânico, entre outros. Considero de extrema importância que os colaboradores dos centros espíritas estejam informados, para que possam orientar os freqüentadores e assistidos de forma correta e objetiva, cumprindo a integração proposta pela Doutrina Espírita no seu aspecto tríplice. É preciso buscar o profissional da área de conhecimento desejada para formação de grupos de estudos, palestras e treinamentos. Sou favorável a tratamentos combinados quando necessário. Os passes aplicados nos centros espíritas são eficazes na estabilização das ondas mentais citadas pelo Espírito André Luiz no livro “Libertação”. As ondas mentais estabelecem faixas de sintonia mais ou menos favoráveis e nos passes, aliados ao esclarecimento quando necessário, juntam-se ao medicamento adequado e na dosagem correta, produzindo efeitos libertadores. Não estou me referindo a ajustar espíritos com grande potencial de transformação – moral e espiritual- uma sociedade desajustada, mas oferecer o equilíbrio e o alimento de que necessitam para a tarefa de renovação a que vieram.
Quanto aos educadores, como conscientizá-los dessa realidade que explica, ao menos em parte, o comportamento incontrolável de muitos alunos, a indisciplina na sala de aula?
R.: Para um mundo de regeneração precisamos de uma nova pedagogia. Creio que aqui iniciamos uma discussão muito mais profunda que envolve o sistema de ensino, as premissas pedagógicas e a motivação ou falta da mesma e da valorização de uma classe fundamental na área de formação da crianças, futuro adulto. Esse é um capítulo à parte, carente em todos os sentidos. Como exigir disciplina sem dispor de uma pedagogia que motive, respeite e conscientize o aluno? Como exigir mais professores?
Os psicólogos espíritas estão preparados para atender a essa demanda que, ao que tudo indica, vai aumentar?
R.: Os psicólogos espíritas que atuam junto à ABRAPE aplicam, exclusivamente, as abordagens acadêmicas aceitas pelo Conselho Regional de Psicologia (CRP). Nosso diferencial é a própria formação que vê e respeita o ser humano de forma integral. Assim, sem fazer proselitismo, mas usando a mesma linguagem das pessoas que nos procuram, sem preconceito, conseguimos estar atentos a essas diferenças, independente de haver uma classificação formal para elas. Esperamos que essas diferenças continuem para que a regeneração se processe, porém de forma mais harmônica. A ABRAPE tem como propósito não só o estudo integrado da psicologia ao Espiritismo, mas também viabilizar o seu alcance a pessoas que, de outra forma, não teriam acesso à psicoterapia. No momento um dos nossos projetos, O “Terapia Social”, oferece mais de 1.500 consultas mensais gratuitas.
O tema “crianças índigo” não merece um debate aberto para a sociedade?
R.: O tema “crianças índigo” bem como outros de interesse que ajudem a compreensão integral do homem, incluindo seu aspecto espiritual, merecem um debate aberto e sem preconceito de todas as áreas de estudo. É fundamental que as áreas do saber permutem informações, que se completem para uma melhor compreensão do espírito encarnado e possam cooperar, em conjunto, na sua evolução.
Qual é sua opinião sobre o livro de Lee Carroll e Jan Tober?
R.: Como uma grande reportagem, acho “Crianças Índigo” muito interessante. Cada leitor poderá fazer as adequações às suas próprias informações. O livro também levanta a necessidade de maior atenção e contato com as crianças, ressaltando espiritualidade as informações que nos dão, muitas vezes sem perceber> Aponta, ainda , a necessidade de novas formas de relacionamentos interpessoais, principalmente entre pais e filhos e nos exorta a aprender com crianças.
Que mensagem gostaria de endereçar aos pais dessas crianças?
R.: Como espírita, não acredito no acaso. As tarefas que enfrentamos hoje são aquelas já assumidas durante a elaboração do nosso projeto reencarnatório. Então, naquele momento, nos achamos suficientemente fortes para realizarmos ações que hoje nos parecem tão difíceis. Seria bom retomarmos essa força e olharmos para os nossos filhos como dádivas de Deus; como doações que fizemos de filhos dele aos cuidados. Por vezes, nos cansamos, mas Ele não se cansa nunca. Se você faz parte do grupo de pais que receberam a incumbência de acolherem esses espíritos que renovarão o planeta, coragem, pois você também é especial!
Ercilia Zilli - CRP n° 06/13.432-7Psicóloga
Clínica, Mestre pelo Programa de Ciências da Religião – PUC,
Pós-graduada em Administração para Organizações do Terceiro Setor pela
Fundação Getúlio Vargas, Presidente da ABRAPE – Associação Brasileira de
Psicólogos Espíritas, Membro da Associação Americana de Aconselhamento
(ACA, Membro da Associação dos Valores Espirituais, Éticos e Religiosos
em Aconselhamento (ASERVIC), Membro da Associação Internacional dos
Profissionais de Gerenciamento de Carreira (IACMP) nos EUA,
Apresentadora do programa “Novos Rumos” da ABRAPE, na Rede Boa Nova – AM
1450. Autora do Livro “O Espírito em Terapia – Hereditariedade, Destino
e Fé”.
Entrevista concedida ao editor do site jornal dos espíritos Afonso Moreira Jr, para a Revista Espírita Além da Vida.
Entrevista concedida ao editor do site jornal dos espíritos Afonso Moreira Jr, para a Revista Espírita Além da Vida.
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A IMPORTÂNCIA DE SE EVANGELIZAR AS CRIANÇAS
A Prece é força
A força da prece

A espiritualidade exerce ação efetiva sobre o corpo humano?
Cientistas do mundo inteiro vêm realizando estudos na tentativa de esclarecer essa questão.
No que depender da primeira pesquisa brasileira nessa área, a resposta é sim.
Segundo um estudo da UnB (Universidade de Brasília), um dos principais mecanismos de defesa do organismo - a fagocitose - pode ter a função estabilizada com preces feitas à distância.
O estudo foi realizado com 52 voluntários, todos estudantes de medicina da UnB. A cada semana, uma dupla fornecia amostras de sangue e respondia a um questionário sobre estresse.
(...) Encaminhava-se uma foto do voluntário, identificada apenas pelo nome, a um grupo de dez religiosos de diferentes credos, que, por uma semana, faziam preces para aquela pessoa.
Coordenada pelo professor de imunologia Carlos Eduardo Tosta, a pesquisa demorou três anos para ser concluída. "Eu e minha equipe ficamos surpresos porque, embora no fundo quiséssemos que houvesse influência [das orações], achávamos que a maior probabilidade seria a de não acontecer nada", diz o médico.
Ana Paula de Oliveira - da Folha de São Paulo, 09.07.2004.
Como vemos e constata também Joanna de Ângelis, “lentamente, mesmo sem dar-se conta, os cientistas se tornam sacerdotes do Espírito e avançam corajosamente ao encontro de Deus e de Suas Leis, que vigem em toda parte”. (2)
Gradativamente, a ciência vai comprovando fatos que a Doutrina Espírita já tem demonstrado. Na experiência aqui relatada identificamos vários eventos importantes: a força do pensamento, a ação dos fluidos e o valor da prece intercessória.
Allan Kardec, ao emitir seus comentários na questão 662 de O Livro dos Espíritos, afirma que “o pensamento e a vontade representam em nós um poder de ação que alcança muito além dos limites da nossa esfera corporal. A prece que façamos por outrem é um ato dessa vontade.” (6)
Diz-nos o Espírito Emmanuel que “O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram (...)” (7). E ainda esclarece: “a eletricidade é energia dinâmica; o magnetismo é energia estática; o pensamento é força eletromagnética”8. É através dessa força que emulamos nossas orações e também direcionamos nossas vibrações benéficas em favor de outras pessoas, pois “a oração é a emanação do pensamento bem direcionado e rico de conteúdos vibratórios” (3).
Vale a pena considerar a elucidação do Espírito André Luiz ao referir-se aos passes, que podem também ser transmitidos à distância, através das vibrações que são doadas e veiculadas pela ação da prece: “Pelo passe magnético, no entanto, notadamente naquele que se baseie no divino manancial da prece, a vontade fortalecida no bem pode soerguer a vontade enfraquecida de outrem para que essa vontade novamente ajustada à confiança magnetize naturalmente os milhões de agentes microscópicos a seu serviço, a fim de que o Estado Orgânico, nessa ou naquela contingência, se recomponha para o equilíbrio indispensável”. (9)
André Luiz esclarece-nos ainda que “reconhecendo-se a capacidade do fluido magnético para que as criaturas se influenciem reciprocamente, com muito mais amplitude e eficiência atuará ele sobre as entidades celulares do Estado Orgânico – particularmente as sanguíneas e as histiocitárias -, determinando-lhes o nível satisfatório, a migração ou a extrema mobilidade, a fabricação de anticorpos ou, ainda, a improvisação de outros recursos combativos e imunológicos, na defesa contra as invasões bacterianas e na redução ou extinção dos processos patogênicos (...)”. (9)
Verificamos que, na experiência da UnB, os voluntários comportaram-se como agentes passivos do experimento e, apesar disso, foram beneficiados pela ação das preces, no que se refere à estabilização das funções da fagocitose. Observou-se também, segundo os questionários que foram respondidos, que o nível de estresse dos estudantes destinatários das preces não mudou.
Pode-se concluir com isso que, se os voluntários tivessem consciência do processo e participassem dele ativamente, - “construindo as antenas receptoras para as energias balsâmicas, no recesso do ser” (4) - seguramente os resultados seriam ainda mais proveitosos. O mesmo aconteceria nos casos de aplicação direta de bioenergia (passes).
Comprova, ainda, a impropriedade de se criar grupos de intercessão para atender preces solicitadas, pois isso induz os necessitados à desistência do esforço pessoal, com prejuízo da responsabilidade e dos deveres que cumpre a todos realizar em benefício próprio. Quando “Jesus recomendou que orássemos uns pelos outros, num convite à solidariedade fraternal, (ele assim o fez) a fim de que nos ajudemos através das ondas mentais da comunhão com Deus”, (5) sem que isso significasse a instituição de profissionalismo religioso.
Só nos resta concitar a que os estudiosos e investigadores continuem a produzir experiências que tragam cada vez mais luzes ao conhecimento humano, pois “são eles os missionários da fé vibrante dos tempos passados, que retornam com o escalpelo da ciência para confirmar a predestinação do ser à glória imortal”. (2)
por: Lincoln Barros de Sousa
Bibliografia:
1 - Folha on-line_Folha de São Paulo, Jornal. Estudo Brasileiro mostra que corpo reage a prece. 08 de julho 2004, 07:36h.
2 - FRANCO, Divaldo Pereira. Desenvolvimento Científico. In:___. Dias Gloriosos, 1ª. ed. Salvador: LEAL, 1999. p. 12 e 20.
3 - ______ - Pedir e Conseguir. In:__ Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda, 1ª ed, Salvador: LEAL, 2000. p. 220.
4 - ______ - Orações Encomendadas. In:__ Messe de Amor, 7ª ed., Salvador: LEAL, 1964, p 155.
5 - ______ - Orações Solicitadas. In:__Desperte e Seja Feliz, 4ª ed. Salvador:LEAL, 1998. p.160.
6 - KARDEC, Allan. A Prece, Questão 662. In: ___O Livro dos Espíritos, 83ª.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. p. 320.
7 - XAVIER, Francisco Cândido. Intercessão.In: ___Pão Nosso, 5ª.ed. Rio de Janeiro:FEB, 1977. p.45.
8 - ______ - Vontade. In:___Pensamento e Vida, 9ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1991. p.16.
9 - ______ - Passe magnético. In: Evolução em Dois Mundos, 16ª ed. Rio de Janeiro:FEB, 1998, p. 200 e 201.
Estudo brasileiro mostra que o corpo reage a preces. (1)
A espiritualidade exerce ação efetiva sobre o corpo humano?
Cientistas do mundo inteiro vêm realizando estudos na tentativa de esclarecer essa questão.
No que depender da primeira pesquisa brasileira nessa área, a resposta é sim.
Segundo um estudo da UnB (Universidade de Brasília), um dos principais mecanismos de defesa do organismo - a fagocitose - pode ter a função estabilizada com preces feitas à distância.
O estudo foi realizado com 52 voluntários, todos estudantes de medicina da UnB. A cada semana, uma dupla fornecia amostras de sangue e respondia a um questionário sobre estresse.
(...) Encaminhava-se uma foto do voluntário, identificada apenas pelo nome, a um grupo de dez religiosos de diferentes credos, que, por uma semana, faziam preces para aquela pessoa.
Coordenada pelo professor de imunologia Carlos Eduardo Tosta, a pesquisa demorou três anos para ser concluída. "Eu e minha equipe ficamos surpresos porque, embora no fundo quiséssemos que houvesse influência [das orações], achávamos que a maior probabilidade seria a de não acontecer nada", diz o médico.
Ana Paula de Oliveira - da Folha de São Paulo, 09.07.2004.
Como vemos e constata também Joanna de Ângelis, “lentamente, mesmo sem dar-se conta, os cientistas se tornam sacerdotes do Espírito e avançam corajosamente ao encontro de Deus e de Suas Leis, que vigem em toda parte”. (2)
Gradativamente, a ciência vai comprovando fatos que a Doutrina Espírita já tem demonstrado. Na experiência aqui relatada identificamos vários eventos importantes: a força do pensamento, a ação dos fluidos e o valor da prece intercessória.
Allan Kardec, ao emitir seus comentários na questão 662 de O Livro dos Espíritos, afirma que “o pensamento e a vontade representam em nós um poder de ação que alcança muito além dos limites da nossa esfera corporal. A prece que façamos por outrem é um ato dessa vontade.” (6)
Diz-nos o Espírito Emmanuel que “O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram (...)” (7). E ainda esclarece: “a eletricidade é energia dinâmica; o magnetismo é energia estática; o pensamento é força eletromagnética”8. É através dessa força que emulamos nossas orações e também direcionamos nossas vibrações benéficas em favor de outras pessoas, pois “a oração é a emanação do pensamento bem direcionado e rico de conteúdos vibratórios” (3).
Vale a pena considerar a elucidação do Espírito André Luiz ao referir-se aos passes, que podem também ser transmitidos à distância, através das vibrações que são doadas e veiculadas pela ação da prece: “Pelo passe magnético, no entanto, notadamente naquele que se baseie no divino manancial da prece, a vontade fortalecida no bem pode soerguer a vontade enfraquecida de outrem para que essa vontade novamente ajustada à confiança magnetize naturalmente os milhões de agentes microscópicos a seu serviço, a fim de que o Estado Orgânico, nessa ou naquela contingência, se recomponha para o equilíbrio indispensável”. (9)
André Luiz esclarece-nos ainda que “reconhecendo-se a capacidade do fluido magnético para que as criaturas se influenciem reciprocamente, com muito mais amplitude e eficiência atuará ele sobre as entidades celulares do Estado Orgânico – particularmente as sanguíneas e as histiocitárias -, determinando-lhes o nível satisfatório, a migração ou a extrema mobilidade, a fabricação de anticorpos ou, ainda, a improvisação de outros recursos combativos e imunológicos, na defesa contra as invasões bacterianas e na redução ou extinção dos processos patogênicos (...)”. (9)
Verificamos que, na experiência da UnB, os voluntários comportaram-se como agentes passivos do experimento e, apesar disso, foram beneficiados pela ação das preces, no que se refere à estabilização das funções da fagocitose. Observou-se também, segundo os questionários que foram respondidos, que o nível de estresse dos estudantes destinatários das preces não mudou.
Pode-se concluir com isso que, se os voluntários tivessem consciência do processo e participassem dele ativamente, - “construindo as antenas receptoras para as energias balsâmicas, no recesso do ser” (4) - seguramente os resultados seriam ainda mais proveitosos. O mesmo aconteceria nos casos de aplicação direta de bioenergia (passes).
Comprova, ainda, a impropriedade de se criar grupos de intercessão para atender preces solicitadas, pois isso induz os necessitados à desistência do esforço pessoal, com prejuízo da responsabilidade e dos deveres que cumpre a todos realizar em benefício próprio. Quando “Jesus recomendou que orássemos uns pelos outros, num convite à solidariedade fraternal, (ele assim o fez) a fim de que nos ajudemos através das ondas mentais da comunhão com Deus”, (5) sem que isso significasse a instituição de profissionalismo religioso.
Só nos resta concitar a que os estudiosos e investigadores continuem a produzir experiências que tragam cada vez mais luzes ao conhecimento humano, pois “são eles os missionários da fé vibrante dos tempos passados, que retornam com o escalpelo da ciência para confirmar a predestinação do ser à glória imortal”. (2)
por: Lincoln Barros de Sousa
Bibliografia:
1 - Folha on-line_Folha de São Paulo, Jornal. Estudo Brasileiro mostra que corpo reage a prece. 08 de julho 2004, 07:36h.
2 - FRANCO, Divaldo Pereira. Desenvolvimento Científico. In:___. Dias Gloriosos, 1ª. ed. Salvador: LEAL, 1999. p. 12 e 20.
3 - ______ - Pedir e Conseguir. In:__ Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda, 1ª ed, Salvador: LEAL, 2000. p. 220.
4 - ______ - Orações Encomendadas. In:__ Messe de Amor, 7ª ed., Salvador: LEAL, 1964, p 155.
5 - ______ - Orações Solicitadas. In:__Desperte e Seja Feliz, 4ª ed. Salvador:LEAL, 1998. p.160.
6 - KARDEC, Allan. A Prece, Questão 662. In: ___O Livro dos Espíritos, 83ª.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. p. 320.
7 - XAVIER, Francisco Cândido. Intercessão.In: ___Pão Nosso, 5ª.ed. Rio de Janeiro:FEB, 1977. p.45.
8 - ______ - Vontade. In:___Pensamento e Vida, 9ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1991. p.16.
9 - ______ - Passe magnético. In: Evolução em Dois Mundos, 16ª ed. Rio de Janeiro:FEB, 1998, p. 200 e 201.
*** *** ***
Um fato
que
chamou a
atenção
de todos
nós, no
caso do
tratamento
a que
Raul
Teixeira
vem-se
submetendo
nos
Estados
Unidos,
é a
rápida
evolução
de sua
recuperação.
Segundo
informações
divulgadas
no site
da
Sociedade
Espírita
Fraternidade
-
http://www.sef.org.br/
- que
temos
reproduzido
em nossa
revista,
os
médicos
que o
assistem
estão
impressionados
com a
rapidez
do
processo,
um fato
que
nunca
haviam
presenciado
em 30
anos de
trabalho
com
pacientes
de AVC e
que eles
próprios
atribuem,
não só à
força de
vontade
do
estimado
confrade,
mas
também à
fé e às
preces
de todos
os que,
desde a
internação
de Raul,
têm
orado
por seu
restabelecimento.
Os
efeitos
da fé e
da
oração
não
constituem,
hoje em
dia,
nenhuma
novidade,
pois
estudos
diversos
no meio
acadêmico
já
comprovaram
os
efeitos
benéficos
que a
prece
produz.
Lembremos,
porém,
que tal
ideia
não era
estranha
ao Dr.
Alexis
Carrel,
ganhador
do
Prêmio
Nobel de
Medicina
por seus
trabalhos
em
sutura
de vasos
sanguíneos
e autor
do livro
“O
Homem,
Esse
Desconhecido”,
a obra
mais
vendida
em 1935.
Em
artigo
publicado
na
revista
Seleções
de
fevereiro
de 1942,
Dr.
Carrel
faz
verdadeira
apologia
da
prece, a
começar
pelo
próprio
título:
“A Prece
é
Força”.
Ressalte-se
a data
do
artigo:
fevereiro
de 1942,
ou seja,
uma
época em
que, no
campo
médico,
constituía
absoluta
novidade
admitir
os
efeitos
da prece
sobre a
saúde.
Escreveu
Dr.
Carrel:
“A
oração é
uma
força
tão real
como a
gravidade
terrestre.
No meu
caráter
de
médico,
tenho
visto
enfermos
que,
depois
de
tentarem,
sem
resultado,
os
outros
meios
terapêuticos,
conseguiram
libertar-se
da
melancolia
e da
doença,
pelo
sereno
esforço
da
prece”.
Mais
adiante,
ele
afirma:
“Quando
oramos,
ligamo-nos,
nós
mesmos,
à
inexaurível
força
motriz
que
aciona o
universo.
Pedimos
que uma
parcela
desta
força se
aplique
na
devida
proporção
das
nossas
necessidades.
Com o
próprio
ato de
pedir,
nossas
deficiências
humanas
são
supridas,
e
erguemo-nos
fortalecidos
e
restaurados”.
O
notável
cientista
não se
limitou,
porém,
aos
efeitos
da prece
sobre o
corpo,
pois
ressaltou
no mesmo
artigo
seus
efeitos
sobre a
alma e a
sociedade
como um
todo,
como o
leitor
pode
aferir à
vista
destas
palavras:
“Hoje,
mais do
que
nunca, a
prece é
uma
necessidade
inelutável
na vida
de
homens e
povos. A
falta de
intensidade
no
sentimento
religioso
acabou
por
trazer o
mundo às
bordas
da
ruína. O
mais
profundo
manancial
de
energia
e
perfeição,
que se
acha ao
nosso
alcance,
tem sido
miseravelmente
abandonado”.
Registre-se
que em
fevereiro
de 1942
as
nações
mais
ricas da
Europa e
a
própria
América,
onde Dr.
Carrel
vivia,
estavam
mais uma
vez
engalfinhadas
em um
conflito
que
ficou
conhecido
pelo
nome de
Segunda
Guerra
Mundial.
Para os
espíritas,
obviamente,
nada
disso
constitui
novidade,
mas
faz-nos
lembrar
de uma
recomendação
que um
estimado
amigo
disse à
filha
que
partira
para uma
terra
distante:
“Filha,
toda vez
que você
estiver
em
dificuldades
ou
quando a
enfermidade
bater à
sua
porta,
não se
esqueça
dos
recursos
espíritas:
a prece,
o passe,
a água
fluidificada”.
Como
sabemos,
e foi
aqui
divulgado,
Raul
Teixeira
– além
das
orações
que faz
e que
recebe –
tem
recebido
passes
todos os
dias.
Não
causa,
pois,
surpresa
a
rapidez
de sua
recuperação,
que
esperamos
seja
completa
e
permita
que ele,
em breve
tempo,
retome a
importante
tarefa
que vem
executando
com
mestria
nos mais
diferentes
lugares
do mundo
em que
vivemos.
O Consolador
Revista Semanal de Divulgação Espírita
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