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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

A Parábola do Semeador

QUE TIPO DE SOLO É O SEU CORAÇÃO?
Tema: Vida Cristã | Crescimento
Mateus 13.1-23

Naquele mesmo dia, saindo Jesus de casa, assentou-se à beira-mar;  2 e grandes multidões se reuniram perto dele, de modo que entrou num barco e se assentou; e toda a multidão estava em pé na praia.  3 E de muitas coisas lhes falou por parábolas e dizia: Eis que o semeador saiu a semear.  4 E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e, vindo as aves, a comeram.  5 Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca, e logo nasceu, visto não ser profunda a terra.  6 Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se.  7 Outra caiu entre os espinhos, e os espinhos cresceram e a sufocaram.  8 Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um.  9 Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.  10 Então, se aproximaram os discípulos e lhe perguntaram: Por que lhes falas por parábolas?  11 Ao que respondeu: Porque a vós outros é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas àqueles não lhes é isso concedido.  12 Pois ao que tem se lhe dará, e terá em abundância; mas, ao que não tem, até o que tem lhe será tirado.  13 Por isso, lhes falo por parábolas; porque, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem, nem entendem.  14 De sorte que neles se cumpre a profecia de Isaías: Ouvireis com os ouvidos e de nenhum modo entendereis; vereis com os olhos e de nenhum modo percebereis.  15 Porque o coração deste povo está endurecido, de mau grado ouviram com os ouvidos e fecharam os olhos; para não suceder que vejam com os olhos, ouçam com os ouvidos, entendam com o coração, se convertam e sejam por mim curados.  16 Bem-aventurados, porém, os vossos olhos, porque vêem; e os vossos ouvidos, porque ouvem.  17 Pois em verdade vos digo que muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes e não viram; e ouvir o que ouvis e não ouviram.  18 Atendei vós, pois, à parábola do semeador.  19 A todos os que ouvem a palavra do reino e não a compreendem, vem o maligno e arrebata o que lhes foi semeado no coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.  20 O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria;  21 mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza.  22 O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera.  23 Mas o que foi semeado em boa terra é o que ouve a palavra e a compreende; este frutifica e produz a cem, a sessenta e a trinta por um.

Introdução
            A agricultura é algo muito interessante. Quando plantamos algumas sementes e ficamos a observar, notamos que algumas sementes não nascem, outras nascem e morrem, outras nascem, ficam firmes por um tempo, e, em seguida, morrem, ao passo que outras nascem, florescem e produzem frutos espetaculares. O texto da parábola do semeador, nos fala de uma verdade semelhante a essa na vida espiritual.
Narração da Parábola:
            Em nosso texto, Jesus conta a história de um lavrador que saiu ao campo para semear sementes de trigo. Diz o texto, que Jesus foi para beira do mar; e, é bem possível que ele tivesse acabado de passar por uma plantação. Aproveitando-se da circunstância, Jesus quis ensinar o povo uma grande lição espiritual. A história que Jesus conta, fala sobre algumas sementes, da mesma espécie, que caíram em quatro lugares (solos) diferentes, e, consequentemente, tiveram fins totalmente diferentes.
I. As que Caíram à Beira do Caminho (4)
Diz Jesus, que uma parte caiu à beira do caminho. Quando o semeador sai a semear, ele vai lançando as sementes pela terra, por isso, é algo normal que algumas caíssem à beira caminho.
Ao caírem à beira do caminho, duas coisas poderiam acontecer àquelas sementes: 1) por estarem à beira do caminho, certamente seriam pisadas por quem lá passasse, e, logo, esmagadas; ou, 2) as aves do céu viriam rapidamente e comeriam as sementes, não sobrando absolutamente nada. Em resumo, essas sementes eram esmagas ou eram comidas pelas aves.
II. As que Caíram Entre as Pedras (5,6)
De início, as sementes que caíram entre as pedras brotaram rapidamente. É algo impressionante de se notar o quão veloz estas sementes florescem.
Como o plantio é feito no inverno, há chuva suficiente e umidade, logo os brotos verdes aparecem. Mas o lavrador treinado sabe que as aparências enganam, posto que ao chegar a primavera, e as chuvas cessarem, a terra vai esquentar e as plantas murcharão. E vão murchar porque essas sementes, que agora são plantas, não têm raízes profundas, capazes de suprir a planta com água suficiente. O resultado é que elas morrem ressecadas. Semente sem raiz não vai muito longe, brota cedo e morre cedo.

III. As que Caíram Entre os Espinhos (7)
As sementes que foram lançadas entre os espinhos pareciam ter mais probabilidade de crescer e se desenvolver, do que aquelas que caíram à beira do caminho ou que foram lançadas entre as pedras.
Essas sementes começam a crescer, mas quando chega a primavera, começam a aparecer também os espinhos, que vão crescendo juntamente com as sementes, até ao ponto daqueles, ultrapassarem de tamanho, as próprias sementes.
O detalhe é que a terra onde essas sementes foram lançadas é boa, mas a dificuldade é que não existe só o trigo, têm também o joio (espinhos). Os espinhos, ao crescerem, vão sugando toda a umidade e os nutrientes da terra, ao ponto de, literalmente, sufocarem o trigo. Resumindo, duas plantas estão lutando pelo mesmo lugar, mas vencerá aquela que tiver a raiz mais profunda.

IV. As que Caíram em Terra Boa (8,9)
As sementes que caíram em terra boa não foram pisadas, nem comidas ou muito menos caíram entre as pedras, e, nem tão pouco, tiveram que dividir a terra com os espinhos.
Porque caíram em boa terra, essas sementes deram muitos frutos, a ponto de produzirem até cem vezes mais. Este era o resultado esperado pelo agricultor.

Interpretação da Parábola
A mesma parábola é narrada em Lucas 8.11, e lá ele diz que a semente é a Palavra de Deus. Cada tipo de terra representa um tipo de ouvinte da Palavra de Deus. Isto é, a semente, que a Palavra de Deus, foi anunciada, e cada solo, ou seja, cada ouvinte ouviu e recebeu de um jeito e teve um fim.

I. As que Caíram à Beira do Caminho (19)
Jesus nos ensina que as sementes que caíram à beira do caminho, e são comidas pelas aves, são comparadas aqueles que ouvem a Palavra de Deus, mas antes que as sementes possam frutificar, vem Satanás e as tira do coração. São as típicas pessoas em que a Mensagem entra por um ouvido e sai por outro. Os corações dessas pessoas são tão endurecidos como a terra pisada, a tal ponto de não poderem absorver a semente da Palavra de Deus.
É a típica pessoa que ouve a Mensagem da Palavra de Deus, mas nada é modificado na sua vida.

II. As que Caíram Entre as Pedras (20,21)
Jesus nos ensina que as sementes que caíram entre as rochas e floresceram rapidamente, mas vindo o sol quente morreram, são comparadas as pessoas que ouvem a Palavra de Deus, recebem-nA imediatamente no coração e manifestam grande alegria. É uma pena, porque a alegria manifestada é passageira e efêmera.
São as típicas pessoas que se empolgam com o Evangelho quando o conhecem. Mas na hora das provações, problemas, angústias, dificuldades e tribulações, abandonam a fé, e tudo porque não têm raiz.
Uma palavra que define bem essas pessoas é superficialidade. Elas vêem para a Igreja, ouvem, recebem e se alegram com o Evangelho, mas porque a sua raiz é superficial, acabam desanimando-se e abandonando a fé, na primeira dificuldade que encontram. Talvez você conheça alguém assim? Eu tenho conhecido muitas pessoas assim ao longo da minha caminhada cristã.

III. As que Caíram Entre os Espinhos (22)
Jesus nos ensina que as sementes que caíram entre os espinhos são comparadas àqueles que ouvem a Palavra, mas são sufocados pelos prazeres do mundo, pelas riquezas e pelas ambições.
São as típicas pessoas de uma vida dupla – religião aos domingos e a vida sem religião durante a semana – logo ele descobrirá que as fascinações do mundo o afastarão de Deus.
São as típicas pessoas que trocam Deus e a Igreja pelo cinema, pela corrida de carros no domingo de manhã, pelo jogo de futebol no domingo à tarde, pela presença da família no domingo ou no sábado.
São as pessoas que, por qualquer motivo, deixam de ir à igreja. Hoje eu não vou à igreja porque está fazendo frio, hoje eu não vou à igreja porque está fazendo calor, hoje eu não vou à igreja porque a minha família vem todo o domingo almoçar em casa, hoje eu não vou à igreja porque eu não consigo acordar cedo, hoje eu não vou à igreja porque eu tenho que arrumar a casa, hoje eu não vou à igreja, porque tudo o que eu tenho para fazer é mais importante do que Deus.

IV. As que Caíram em Terra Boa (23)
Jesus nos ensina que as sementes que caíram em terra boa são comparadas aqueles que ouvem a Palavra de Deus, compreendem e frutificam com perseverança.
São as pessoas que ouvem, compreendem e guardam a Palavra de Deus no coração. Ainda que venham as provações e sofrimentos, mas elas permanecem firmes, porque estão enraizadas em Cristo, e dEle recebem todo o alimento necessário para a sua vida espiritual.
São as pessoas que não se deixam levam por qualquer igreja nova que surge na televisão, são as pessoas que não se deixam levar por qualquer vento de doutrina.
Conclusão
            Que tipo de solo é o seu coração? Você é aquele:

I. Solo Duro, que não é capaz de absorver a Semente da Palavra de Deus? E então vem o Diabo e tira do seu coração?

II. Solo rochoso que não deixa a Semente da Palavra de Deus criar raiz, por isso, brota cedo, mas morre cedo?

III. Solo cheio de espinhos, onde a Semente da Palavra de Deus fica sufocada com os prazeres do mundo?

IV. Solo bom, que ao receber a Semente da Palavra de Deus, produz muitos frutos para a Glória de Deus?

Que tipo de solo é o seu coração?

Os pais das Crianças Índigos também são especiais?

Psicóloga clínica, formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) e pós-graduada em Administração do terceiro Setor pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), Ercília Zilli é presidente da Associação Brasileira dos Psicólogos Espíritas (ABRAPE), mestre em Ciências da Religião. Participados programas “Nonos Rumos” e “Abrindo a Bíblia”, da Rádio Boa Nova de Guarulhos, Estado de São Paulo, dos quais é apresentadora. Autora do livro “ O Espírito em terapia, hereditariedade, destino e fé”, escreve para jornais, revistas e sites espíritas.
Nesta entrevista, Ercília analisa o comportamento das Crianças Índigo, as dificuldades da família e da sociedade em entendê-las e relacionar-se com elas, destacando a importância do diálogo e da fraternidade.

O livro “Crianças Índigo” de Lee Carroll e Jan Tober foi publicado pela primeira vez nos Estados Unidos em 1999. Desde essa época, o número de casos naquele país aumentou muito. Existem registros dessa ocorrência entre nós? 

R.: O termo “crianças índigos” é relativamente novo. Embora haja uma constatação de que estão nascendo, cada vez mais, crianças “inteligentes”, não conheço nenhuma pesquisa que constate essa incidência no Brasil. No entanto, é evidente e alvo de comentários, bem como propagada pela mídia, a certeza de que as crianças já nascem praticamente sabendo como usar, por exemplo, os computadores, que dão tanto trabalho aos seus pais...

Na sua opinião essas crianças são realmente o expoente de uma nova geração à qual se destinaria o orbe terrestre nessa fase de transição para um mundo de regeneração como você prevê o Espiritismo? 

R.: Como espírita acredito que estejamos no limiar de uma nova era, a qual chamamos de regeneração. Para que haja regeneração é necessário que a evolução dos espíritos que, ainda estagiam, aconteçam e que outros, mais preparados, encarnem na Terra. Creio que é nessa premissa onde se encaixam os espíritos que estão reencarnando e sendo denominados de “índigos”. Para que haja renovação é fundamental que as coisas sejam feitas de uma maneira transformada.

Foi criada alguma categoria para enquadrar os índigos?

R.: Tendo em conta o que a psicologia postula e que é regulamentada pelo Conselho Regional de Psicologia (CP), nenhuma categoria foi oficialmente criada para enquadrar tais crianças. Existe uma realidade sendo observada, mas a criação de uma classificação na psicologia ou mesmo na medicina, ainda pesquisa e fundamentação.

Na sua opinião qual a característica predominante nas crianças índigo?

R.: Penso que a inteligência, a capacidade de se manterem “autênticas” em situações diferentes, a consciência da necessidade de serem respeitadas, além de sua sensibilidade, extremamente aguçada.

A aura azulada dessas crianças tem alguma significação especial?

R.: Não estou absolutamente convencida de que a aura tenha uma cor estática e, sim, que talvez passe por alterações de acordo com os estados emocionais. Mas é possível que haja uma cor predominante, de acordo com as conquistas do espírito. Essa aura azulada pode indicar, também, uma habilidade predominante.

Existem índigos adultos entre nós buscando terapias que os ajudem a vencer suas dificuldades de convívio?R.: Sim, vários. Quase sempre são pessoas muito sensíveis e inteligentes, porém, que não tiveram a educação familiar e escolar adequadas.

Como explicar a ocorrência do Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA) e do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) nessas crianças tão especiais?

Os desajustes familiares causam esses transtornos?
O uso de drogas, como a Ritalina, deve ser evitado? 
R.: Estamos lidando com novos padrões mentais e, portanto, de comportamento. Nosso cérebro, que é reducionista em relação ao potencial da mente, vibra numa freqüência média que tem servido de padrão para mensuração e comparação. Mas, se estamos falando em novas crianças ou novas formas de existência, talvez tenhamos que rever as nossas normas de medição para adaptação às novas necessidades. Observo que muitas crianças, extremamente inteligentes e sensíveis, são portadoras de disritimia cerebral. Suas características são semelhantes às descritas no livro Crianças Índigo. Os desajustes familiares são prejudiciais tanto a essas crianças como as outras, incluindo o casal. Se a criança for muito sensível, poderá reagir negativamente a esse tipo de pressão e também de uma vibração negativa constante. Mas acredito que essas crianças precisem mesmo é de uma educação e de uma escola que estimule o crescimento, à autoconfiança e à preservação de sua independência em situações adversas. Criar filhos é tarefa difícil, requer muita atenção e dedicação. É muito freqüente que as pessoas queiram ter filhos para se “completarem”. Acredito que deveriam se candidatar a pais somente quando se sentissem habilitados e com prontidão para esse tipo de tarefa. A medicação só deve ser usada quando absolutamente necessária, sendo importante a indicação de um médico consciente que busque conhecer o histórico familiar e a realidade escolar.

Em busca da cura, os pais dessas crianças recorrem à terapias alternativas consideradas holísticas. Quais os riscos a que expõem seus filhos? Esse é um mal menor que a Ritalina causa? 

R.: Muitas vezes os pais falam que buscam a cura. Mas qual é a doença? O que é doença? O problema não é somente o tratamento, mas o conceito. O tratamento poderá ser até medicamentoso, mas não prescinde de atenção, carinho e limites.Tenho escutado mães pedindo que os médicos receitem Ritalina, pois não agüentam mais a agitação e as queixas escolares; no entanto, nesses casos, também percebi a dificuldade de colocar limites claramente e mensagens ambivalentes no relacionamento com a criança. Por exemplo: um adolescente que via vultos, andava pela sala de aula sem dar atenção ao professor e que já havia sido “convidado’ a se retirar de algumas escolas tinha permissão, aos 15 anos, para dirigir o carro da mãe... Quando o desajuste é muito sério, as várias causas devem ser analisadas e o tratamento terá que contemplar as prioridades. Se for Ritalina, Rivotril ou mesmo terapias alternativas, uma solução deve ser buscada e experimentada, mas os pais, separados ou vivendo juntos, devem sempre que possível, atuar em conjunto para evitar a manipulação, tanto de um em relação ao outro, como da criança em relação a cada um deles.

O que o centro espírita pode oferecer para ajudar as crianças índigo?

R.: Os centros espíritas podem oferecer, em primeiro lugar, esclarecimento. O Espiritismo, por seu aspecto religioso, filosófico e científico, tem por premissa esclarecer através da fé raciocinada. Ou seja, Ter uma lógica. A associação Brasileira de Psicólogos Espíritas (ABRAPE) tem recebido solicitações de temas relacionados à saúde mental e temos falado sobre Transtorno Bipolar, Depressão DDA, TDAH, Síndrome do Pânico, entre outros. Considero de extrema importância que os colaboradores dos centros espíritas estejam informados, para que possam orientar os freqüentadores e assistidos de forma correta e objetiva, cumprindo a integração proposta pela Doutrina Espírita no seu aspecto tríplice. É preciso buscar o profissional da área de conhecimento desejada para formação de grupos de estudos, palestras e treinamentos. Sou favorável a tratamentos combinados quando necessário. Os passes aplicados nos centros espíritas são eficazes na estabilização das ondas mentais citadas pelo Espírito André Luiz no livro “Libertação”. As ondas mentais estabelecem faixas de sintonia mais ou menos favoráveis e nos passes, aliados ao esclarecimento quando necessário, juntam-se ao medicamento adequado e na dosagem correta, produzindo efeitos libertadores. Não estou me referindo a ajustar espíritos com grande potencial de transformação – moral e espiritual- uma sociedade desajustada, mas oferecer o equilíbrio e o alimento de que necessitam para a tarefa de renovação a que vieram.

Quanto aos educadores, como conscientizá-los dessa realidade que explica, ao menos em parte, o comportamento incontrolável de muitos alunos, a indisciplina na sala de aula?

R.: Para um mundo de regeneração precisamos de uma nova pedagogia. Creio que aqui iniciamos uma discussão muito mais profunda que envolve o sistema de ensino, as premissas pedagógicas e a motivação ou falta da mesma e da valorização de uma classe fundamental na área de formação da crianças, futuro adulto. Esse é um capítulo à parte, carente em todos os sentidos. Como exigir disciplina sem dispor de uma pedagogia que motive, respeite e conscientize o aluno? Como exigir mais professores?

Os psicólogos espíritas estão preparados para atender a essa demanda que, ao que tudo indica, vai aumentar?

R.: Os psicólogos espíritas que atuam junto à ABRAPE aplicam, exclusivamente, as abordagens acadêmicas aceitas pelo Conselho Regional de Psicologia (CRP). Nosso diferencial é a própria formação que vê e respeita o ser humano de forma integral. Assim, sem fazer proselitismo, mas usando a mesma linguagem das pessoas que nos procuram, sem preconceito, conseguimos estar atentos a essas diferenças, independente de haver uma classificação formal para elas. Esperamos que essas diferenças continuem para que a regeneração se processe, porém de forma mais harmônica. A ABRAPE tem como propósito não só o estudo integrado da psicologia ao Espiritismo, mas também viabilizar o seu alcance a pessoas que, de outra forma, não teriam acesso à psicoterapia. No momento um dos nossos projetos, O “Terapia Social”, oferece mais de 1.500 consultas mensais gratuitas.

O tema “crianças índigo” não merece um debate aberto para a sociedade?

R.: O tema “crianças índigo” bem como outros de interesse que ajudem a compreensão integral do homem, incluindo seu aspecto espiritual, merecem um debate aberto e sem preconceito de todas as áreas de estudo. É fundamental que as áreas do saber permutem informações, que se completem para uma melhor compreensão do espírito encarnado e possam cooperar, em conjunto, na sua evolução.

Qual é sua opinião sobre o livro de Lee Carroll e Jan Tober?

R.: Como uma grande reportagem, acho “Crianças Índigo” muito interessante. Cada leitor poderá fazer as adequações às suas próprias informações. O livro também levanta a necessidade de maior atenção e contato com as crianças, ressaltando espiritualidade as informações que nos dão, muitas vezes sem perceber> Aponta, ainda , a necessidade de novas formas de relacionamentos interpessoais, principalmente entre pais e filhos e nos exorta a aprender com crianças.

Que mensagem gostaria de endereçar aos pais dessas crianças?

R.: Como espírita, não acredito no acaso. As tarefas que enfrentamos hoje são aquelas já assumidas durante a elaboração do nosso projeto reencarnatório. Então, naquele momento, nos achamos suficientemente fortes para realizarmos ações que hoje nos parecem tão difíceis. Seria bom retomarmos essa força e olharmos para os nossos filhos como dádivas de Deus; como doações que fizemos de filhos dele aos cuidados. Por vezes, nos cansamos, mas Ele não se cansa nunca. Se você faz parte do grupo de pais que receberam a incumbência de acolherem esses espíritos que renovarão o planeta, coragem, pois você também é especial!

 
Ercilia Zilli - CRP n° 06/13.432-7Psicóloga Clínica, Mestre pelo Programa de Ciências da Religião – PUC, Pós-graduada em Administração para Organizações do Terceiro Setor pela Fundação Getúlio Vargas, Presidente da ABRAPE – Associação Brasileira de Psicólogos Espíritas, Membro da Associação Americana de Aconselhamento (ACA, Membro da Associação dos Valores Espirituais, Éticos e Religiosos em Aconselhamento (ASERVIC), Membro da Associação Internacional dos Profissionais de Gerenciamento de Carreira (IACMP) nos EUA, Apresentadora do programa “Novos Rumos” da ABRAPE, na Rede Boa Nova – AM 1450. Autora do Livro “O Espírito em Terapia – Hereditariedade, Destino e Fé”.
                                                                

Entrevista concedida ao editor do site jornal dos espíritos Afonso Moreira Jr, para a Revista Espírita Além da Vida.

A Prece é força

                          A força da prece
Estudo brasileiro mostra que o corpo reage a preces. (1) 
                                     

A espiritualidade exerce ação efetiva sobre o corpo humano?

Cientistas do mundo inteiro vêm realizando estudos na tentativa de esclarecer essa questão.

No que depender da primeira pesquisa brasileira nessa área, a resposta é sim.

Segundo um estudo da UnB (Universidade de Brasília), um dos principais mecanismos de defesa do organismo - a fagocitose - pode ter a função estabilizada com preces feitas à distância.

O estudo foi realizado com 52 voluntários, todos estudantes de medicina da UnB. A cada semana, uma dupla fornecia amostras de sangue e respondia a um questionário sobre estresse.

(...) Encaminhava-se uma foto do voluntário, identificada apenas pelo nome, a um grupo de dez religiosos de diferentes credos, que, por uma semana, faziam preces para aquela pessoa.

Coordenada pelo professor de imunologia Carlos Eduardo Tosta, a pesquisa demorou três anos para ser concluída. "Eu e minha equipe ficamos surpresos porque, embora no fundo quiséssemos que houvesse influência [das orações], achávamos que a maior probabilidade seria a de não acontecer nada", diz o médico.

Ana Paula de Oliveira - da Folha de São Paulo, 09.07.2004.

Como vemos e constata também Joanna de Ângelis, “lentamente, mesmo sem dar-se conta, os cientistas se tornam sacerdotes do Espírito e avançam corajosamente ao encontro de Deus e de Suas Leis, que vigem em toda parte”. (2)

Gradativamente, a ciência vai comprovando fatos que a Doutrina Espírita já tem demonstrado. Na experiência aqui relatada identificamos vários eventos importantes: a força do pensamento, a ação dos fluidos e o valor da prece intercessória.

Allan Kardec, ao emitir seus comentários na questão 662 de O Livro dos Espíritos, afirma que “o pensamento e a vontade representam em nós um poder de ação que alcança muito além dos limites da nossa esfera corporal. A prece que façamos por outrem é um ato dessa vontade.” (6)

Diz-nos o Espírito Emmanuel que “O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram (...)” (7). E ainda esclarece: “a eletricidade é energia dinâmica; o magnetismo é energia estática; o pensamento é força eletromagnética”8. É através dessa força que emulamos nossas orações e também direcionamos nossas vibrações benéficas em favor de outras pessoas, pois “a oração é a emanação do pensamento bem direcionado e rico de conteúdos vibratórios” (3).

Vale a pena considerar a elucidação do Espírito André Luiz ao referir-se aos passes, que podem também ser transmitidos à distância, através das vibrações que são doadas e veiculadas pela ação da prece: “Pelo passe magnético, no entanto, notadamente naquele que se baseie no divino manancial da prece, a vontade fortalecida no bem pode soerguer a vontade enfraquecida de outrem para que essa vontade novamente ajustada à confiança magnetize naturalmente os milhões de agentes microscópicos a seu serviço, a fim de que o Estado Orgânico, nessa ou naquela contingência, se recomponha para o equilíbrio indispensável”. (9)

André Luiz esclarece-nos ainda que “reconhecendo-se a capacidade do fluido magnético para que as criaturas se influenciem reciprocamente, com muito mais amplitude e eficiência atuará ele sobre as entidades celulares do Estado Orgânico – particularmente as sanguíneas e as histiocitárias -, determinando-lhes o nível satisfatório, a migração ou a extrema mobilidade, a fabricação de anticorpos ou, ainda, a improvisação de outros recursos combativos e imunológicos, na defesa contra as invasões bacterianas e na redução ou extinção dos processos patogênicos (...)”. (9)

Verificamos que, na experiência da UnB, os voluntários comportaram-se como agentes passivos do experimento e, apesar disso, foram beneficiados pela ação das preces, no que se refere à estabilização das funções da fagocitose. Observou-se também, segundo os questionários que foram respondidos, que o nível de estresse dos estudantes destinatários das preces não mudou.

Pode-se concluir com isso que, se os voluntários tivessem consciência do processo e participassem dele ativamente, - “construindo as antenas receptoras para as energias balsâmicas, no recesso do ser” (4) - seguramente os resultados seriam ainda mais proveitosos. O mesmo aconteceria nos casos de aplicação direta de bioenergia (passes).

Comprova, ainda, a impropriedade de se criar grupos de intercessão para atender preces solicitadas, pois isso induz os necessitados à desistência do esforço pessoal, com prejuízo da responsabilidade e dos deveres que cumpre a todos realizar em benefício próprio. Quando “Jesus recomendou que orássemos uns pelos outros, num convite à solidariedade fraternal, (ele assim o fez) a fim de que nos ajudemos através das ondas mentais da comunhão com Deus”, (5) sem que isso significasse a instituição de profissionalismo religioso.

Só nos resta concitar a que os estudiosos e investigadores continuem a produzir experiências que tragam cada vez mais luzes ao conhecimento humano, pois “são eles os missionários da fé vibrante dos tempos passados, que retornam com o escalpelo da ciência para confirmar a predestinação do ser à glória imortal”. (2)

por: Lincoln Barros de Sousa


Bibliografia:
1 - Folha on-line_Folha de São Paulo, Jornal. Estudo Brasileiro mostra que corpo reage a prece. 08 de julho 2004, 07:36h.
2 - FRANCO, Divaldo Pereira. Desenvolvimento Científico. In:___. Dias Gloriosos, 1ª. ed. Salvador: LEAL, 1999. p. 12 e 20.
3 - ______ - Pedir e Conseguir. In:__ Jesus e o Evangelho à Luz da Psicologia Profunda, 1ª ed, Salvador: LEAL, 2000. p. 220.
4 - ______ - Orações Encomendadas. In:__ Messe de Amor, 7ª ed., Salvador: LEAL, 1964, p 155.
5 - ______ - Orações Solicitadas. In:__Desperte e Seja Feliz, 4ª ed. Salvador:LEAL, 1998. p.160.
6 - KARDEC, Allan. A Prece, Questão 662. In: ___O Livro dos Espíritos, 83ª.ed. Rio de Janeiro: FEB, 2002. p. 320.
7 - XAVIER, Francisco Cândido. Intercessão.In: ___Pão Nosso, 5ª.ed. Rio de Janeiro:FEB, 1977. p.45.
8 - ______ - Vontade. In:___Pensamento e Vida, 9ª ed. Rio de Janeiro: FEB, 1991. p.16.
9 - ______ - Passe magnético. In: Evolução em Dois Mundos, 16ª ed. Rio de Janeiro:FEB, 1998, p. 200 e 201.

   
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Um fato que chamou a atenção de todos nós, no caso do tratamento a que Raul Teixeira vem-se submetendo nos Estados Unidos, é a rápida evolução de sua recuperação. Segundo informações divulgadas no site da Sociedade Espírita Fraternidade - http://www.sef.org.br/ - que temos reproduzido em nossa revista, os médicos que o assistem estão impressionados com a rapidez do processo, um fato que nunca haviam presenciado em 30 anos de trabalho com pacientes de AVC e que eles próprios atribuem, não só à força de vontade do estimado confrade, mas também à fé e às preces de todos os que, desde a internação de Raul, têm orado por seu restabelecimento.
Os efeitos da fé e da oração não constituem, hoje em dia, nenhuma novidade, pois estudos diversos no meio acadêmico já comprovaram os efeitos benéficos que a prece produz.
Lembremos, porém, que tal ideia não era estranha ao Dr. Alexis Carrel, ganhador do Prêmio Nobel de Medicina por seus trabalhos em sutura de vasos sanguíneos e autor do livro “O Homem, Esse Desconhecido”, a obra mais vendida em 1935.
Em artigo publicado na revista Seleções de fevereiro de 1942, Dr. Carrel faz verdadeira apologia da prece, a começar pelo próprio título: “A Prece é Força”.
Ressalte-se a data do artigo: fevereiro de 1942, ou seja, uma época em que, no campo médico, constituía absoluta novidade admitir os efeitos da prece sobre a saúde.
Escreveu Dr. Carrel: “A oração é uma força tão real como a gravidade terrestre. No meu caráter de médico, tenho visto enfermos que, depois de tentarem, sem resultado, os outros meios terapêuticos, conseguiram libertar-se da melancolia e da doença, pelo sereno esforço da prece”.
Mais adiante, ele afirma: “Quando oramos, ligamo-nos, nós mesmos, à inexaurível força motriz que aciona o universo. Pedimos que uma parcela desta força se aplique na devida proporção das nossas necessidades. Com o próprio ato de pedir, nossas deficiências humanas são supridas, e erguemo-nos fortalecidos e restaurados”.
O notável cientista não se limitou, porém, aos efeitos da prece sobre o corpo, pois ressaltou no mesmo artigo seus efeitos sobre a alma e a sociedade como um todo, como o leitor pode aferir à vista destas palavras: “Hoje, mais do que nunca, a prece é uma necessidade inelutável na vida de homens e povos. A falta de intensidade no sentimento religioso acabou por trazer o mundo às bordas da ruína. O mais profundo manancial de energia e perfeição, que se acha ao nosso alcance, tem sido miseravelmente abandonado”.
Registre-se que em fevereiro de 1942 as nações mais ricas da Europa e a própria América, onde Dr. Carrel vivia, estavam mais uma vez engalfinhadas em um conflito que ficou conhecido pelo nome de Segunda Guerra Mundial.
Para os espíritas, obviamente, nada disso constitui novidade, mas faz-nos lembrar de uma recomendação que um estimado amigo disse à filha que partira para uma terra distante: “Filha, toda vez que você estiver em dificuldades ou quando a enfermidade bater à sua porta, não se esqueça dos recursos espíritas: a prece, o passe, a água fluidificada”.
Como sabemos, e foi aqui divulgado, Raul Teixeira – além das orações que faz e que recebe – tem recebido passes todos os dias. Não causa, pois, surpresa a rapidez de sua recuperação, que esperamos seja completa e permita que ele, em breve tempo, retome a importante tarefa que vem executando com mestria nos mais diferentes lugares do mundo em que vivemos.
O Consolador
 Revista Semanal de Divulgação Espírita